AGRONEGÓCIO

Produtores Devem Planejar o Futuro do Feijão-Carioca, Alerta Ibrafe

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Com a chegada da segunda quinzena de outubro, os preços do Feijão-carioca permanecem estabilizados em torno de R$ 220 a R$ 230. Os produtores, na tentativa de manter uma média de lucro, continuam vendendo seus estoques, embora seja comum, em momentos como este, ouvirmos que há um grande volume estocado e que o consumo está em declínio. No entanto, essas preocupações costumam ser deixadas de lado assim que o mercado retoma sua normalidade, com cotações girando em torno de US$ 45 por saca de 60 quilos. Ainda assim, essas discussões são pertinentes.

Nos últimos anos, tem-se observado um crescimento contínuo das áreas de irrigação, mas nem a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) nem o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) têm registrado adequadamente o aumento de produção nessas áreas. Mesmo com esse cenário, o Brasil ainda apresenta um déficit anual na produção de Feijão-carioca. Com a valorização da soja, há a expectativa de que mais produtores possam migrar de volta para o cultivo do feijão.

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Entretanto, o Feijão-carioca ainda não conta com um mercado internacional sólido. Caso haja um excedente na produção, os produtores poderão enfrentar dificuldades consideráveis. Exportadores já trabalham continuamente para encontrar novos mercados para o Feijão-carioca, especialmente em momentos de baixa nos preços, como o atual. Iniciativas como o projeto Brazil Superfoods, liderado pela Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex) e pelo Instituto Brasileiro do Feijão e Pulses (Ibrafe), têm promovido o Feijão-carioca como uma das opções do agronegócio brasileiro.

Apesar desses esforços, será necessário um comprometimento maior para o desenvolvimento desse mercado internacional. O momento de agir é agora, antes que uma crise atinja os produtores, levando-os a uma situação crítica. Embora este ano ainda não apresente uma emergência iminente, a preocupação deve ser levada em consideração desde já.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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AGRONEGÓCIO

Nova bancada deve priorizar o crédito rural e a previsibilidade para o financiamento

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A Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) projeta ampliar de 299 para 330 o número de integrantes na Câmara dos Deputados na legislatura que começa em 2027. A estimativa, apresentada pelo presidente da frente, deputado Pedro Lupion, representa crescimento de 10,4%. A agenda para o novo mandato terá como prioridades ampliar o acesso ao crédito rural e dar previsibilidade ao financiamento da produção.

A composição reúne experiência nas duas Casas. Dos atuais 299 integrantes da FPA na Câmara dos Deputados, 176 foram reeleitos. Outros 17 deputados conquistaram vagas no Senado. Entre os senadores ligados à frente, seis obtiveram novo mandato e um foi eleito deputado federal. A entidade também informa que 17 senadores estão em meio de mandato.

O total de 200 corresponde aos integrantes da atual frente que obtiveram novos mandatos no Congresso. A composição definitiva da FPA na próxima legislatura dependerá também da adesão de outros parlamentares. O balanço eleitoral, portanto, indica a continuidade de sua atuação, sem estabelecer o número final de participantes.

A expectativa para o novo período legislativo é transformar essas propostas em instrumentos que cheguem às propriedades. O avanço dependerá da construção de acordos no Congresso e da articulação com o Executivo, os agentes financeiros e as organizações de produtores.

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Para Isan Rezende (foto), presidente do Instituto do Agronegócio (IA) e da Federação dos Engenheiros Agrônomos de Mato Grosso (Feagro-MT), com a ampliação da força política há uma oportunidade de se construir uma agenda de longo prazo para o campo. “A presença de mais parlamentares que conhecem a produção rural pode ajudar a transformar as necessidades das propriedades em soluções concretas. Esperamos um diálogo aberto, com decisões técnicas e atenção aos produtores de todos os portes”.

“Um crédito que chega no momento certo, acompanhado de seguro e de regras estáveis, dá ao produtor condições para investir. Podemos avançar em armazenagem, irrigação e tecnologia quando existe segurança para planejar. Um Plano Safra com horizonte de vários anos pode contribuir para esse ambiente e melhorar a aplicação dos recursos”, diz Isan.

“Também vejo com otimismo a possibilidade de aproximar o Congresso das cooperativas, das entidades e dos profissionais que acompanham o trabalho nas propriedades. Essa troca permite identificar prioridades e construir soluções viáveis. O objetivo comum deve ser ampliar a produtividade, fortalecer a renda no campo e gerar oportunidades nas regiões produtoras”, concluiu o presidente do IA.

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Para o produtor, a agenda anunciada concentra-se em condições para financiar a safra e preservar a capacidade de investimento. O presidente da FPA, deputado Pedro Lupion, apontou a renegociação de dívidas e os obstáculos à contratação de crédito como temas que permanecerão nas negociações com o próximo governo.

Uma das propostas é dar ao Plano Safra um horizonte de vários anos. O planejamento plurianual permitiria sinalizar recursos e prioridades com antecedência, aproximando a política agrícola do tempo necessário para investir em máquinas, armazenagem e irrigação. A mudança ainda depende de discussão e aprovação; não constitui uma regra já definida para 2027.

Essa orientação também integra as propostas da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), que defende previsibilidade orçamentária, fortalecimento do seguro rural e instrumentos de apoio à saúde financeira do produtor. A entidade propõe ampliar o financiamento privado e melhorar as condições de acesso aos recursos, incluindo garantias e redução da burocracia.

Fonte: Pensar Agro

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