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Governo do Estado Aloca Mais de R$ 40 Milhões em Agosto para Projetos de Apoio aos Produtores

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O Governo do Estado, por intermédio da Secretaria de Estado da Agricultura e Pecuária (SAR), desembolsou, em agosto, um total de R$ 40,7 milhões para apoiar diretamente os agricultores, marcando o maior repasse mensal do ano. Este montante é destinado ao fomento e à subvenção de juros para investimentos nas propriedades rurais, com destaque para os Programas Água para Todos e Financia Leite SC.

Os projetos são submetidos pelos produtores nos escritórios da Epagri e, posteriormente, passam pela SAR para análise e elaboração dos contratos. O secretário de Estado da Agricultura e Pecuária, Valdir Colatto, sublinha a importância desses recursos. “De acordo com as diretrizes do governador Jorginho Mello, esses programas oferecem suporte direto ao produtor, possibilitando novos investimentos, melhorias nas estruturas e um reforço essencial para a continuidade das atividades rurais”, declara.

O Programa Água para Todos foi responsável pelo pagamento de 479 projetos em agosto, totalizando R$ 15,1 milhões. Esse programa financia a captação, armazenamento e tratamento de água, proteção de nascentes, práticas conservacionistas, irrigação e piscicultura, beneficiando produtores enquadrados no Pronaf, com exceção de quatro módulos fiscais.

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O Financia Leite SC, vinculado ao Programa Leite Bom SC e lançado em abril deste ano, recebeu R$ 12 milhões para 358 projetos. Este programa visa fortalecer o setor leiteiro por meio do Fundo de Desenvolvimento Rural (FDR) e é destinado aos produtores do Pronaf.

O Programa Financia Agro SC destinou R$ 8,4 milhões em agosto para 270 contratos. Os investimentos abrangem melhorias em sistemas produtivos, acesso à energia elétrica, inovação, agregação de valor, turismo rural e apoio à legalidade produtiva.

Além disso, R$ 1,9 milhão foram alocados para a Subvenção de Juros do Pronampe Agro Emergencial Custeio, beneficiando 1.700 contratos. O Programa Jovens e Mulheres no Campo recebeu R$ 1,7 milhão para 143 contratos, com o objetivo de proporcionar maior autonomia e iniciar processos de sucessão familiar nas atividades agropecuárias.

O Fundo Estadual de Sanidade Animal (Fundesa) também investiu R$ 1,4 milhão em agosto, indenizando 84 produtores pelo abate sanitário de animais diagnosticados com tuberculose e brucelose, contribuindo para a eliminação dessas doenças do rebanho bovino e preservando a saúde das famílias rurais e dos consumidores.

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Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Produtos bovinos brasileiros podem ganhar mais espaço no mercado japonês

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Estabelecimentos brasileiros registrados no Serviço de Inspeção Federal (SIF) que produzem produtos bovinos processados têm até as 18h desta segunda-feira (31.08) para manifestar interesse em participar da auditoria sanitária que o Japão realizará no Brasil e que poderá ampliar o acesso de produtos bovinos processados ao mercado japonês. A iniciativa ocorre em meio ao esforço brasileiro para aumentar a presença da pecuária nacional em um dos mercados de carne mais exigentes e valorizados do mundo.

A chamada foi aberta pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) para identificar estabelecimentos interessados e preparados para receber a missão japonesa. O trabalho será conduzido pelas autoridades sanitárias do Japão e deverá avaliar as condições brasileiras de produção e processamento.

A lista inclui produtos como carne bovina desidratada, conhecida internacionalmente como beef jerky, envoltórios bovinos submetidos a tratamento térmico e o chamado Prime Beef, produto elaborado a partir de colágeno bovino e extrato de carne.

O objetivo da auditoria é revisar o Programa de Verificação de Exportação (EVP, na sigla em inglês), conjunto de procedimentos que estabelece as condições que os estabelecimentos brasileiros precisam cumprir para vender determinados produtos ao Japão.

Na prática, uma avaliação favorável poderá permitir a inclusão de novos produtos e estabelecimentos brasileiros no comércio com o país asiático.

O prazo desta segunda-feira não significa, portanto, abertura automática do mercado. Ele representa uma etapa preparatória para a auditoria e para a negociação sanitária necessária antes da autorização das exportações.

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A movimentação ganha importância porque o Japão é fortemente dependente da importação de alimentos. Cerca de 60% das calorias consumidas pela população japonesa têm origem externa, ao mesmo tempo em que o país mantém padrões sanitários rigorosos para entrada de produtos agropecuários.

Na carne bovina, aproximadamente 70% do consumo japonês é abastecido por importações. Austrália e Estados Unidos estão entre os principais fornecedores, enquanto o Brasil ainda busca ampliar sua participação nesse mercado.

A abertura para a carne bovina brasileira in natura é uma negociação separada e muito mais ampla, que se arrasta há mais de duas décadas. Brasil e Japão decidiram acelerar as discussões e estabeleceram a realização de inspeções técnicas como uma das etapas necessárias para avançar na avaliação de risco.

Por isso, embora a auditoria relacionada ao prazo de segunda-feira seja destinada a produtos processados, o movimento ocorre dentro de uma aproximação sanitária e comercial mais abrangente entre os dois países.

Para a pecuária brasileira, conquistar espaço no Japão teria importância que vai além do volume vendido. O país asiático é considerado um mercado de elevado valor agregado e possui exigências sanitárias capazes de funcionar como referência para outros compradores.

A diversificação também ganhou importância neste segundo semestre. As exportações brasileiras de carne bovina chegaram a 1,97 milhão de toneladas entre janeiro e julho, crescimento de 9,9% em relação ao mesmo período do ano passado, mas o setor enfrenta mudanças nas condições de acesso a alguns de seus principais destinos.

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Nesse cenário, ampliar o número de compradores reduz a dependência de poucos mercados e aumenta as alternativas comerciais dos frigoríficos. O efeito pode chegar ao pecuarista por meio de maior disputa pela matéria-prima e da valorização de animais que atendam às exigências dos destinos mais remuneradores.

A abertura de um mercado, entretanto, não termina com a autorização sanitária. Frigoríficos precisam cumprir requisitos específicos de produção, processamento, rastreabilidade e certificação para serem habilitados a exportar.

É justamente esse processo que começa agora para os produtos incluídos na chamada. Os estabelecimentos interessados devem encaminhar a documentação por meio do Serviço de Inspeção Federal (SIF) e do respectivo Serviço de Inspeção de Produtos de Origem Animal (Sipoa), para que a manifestação chegue ao Mapa dentro do prazo.

Manifestações apresentadas depois das 18h desta segunda-feira não serão consideradas.

A auditoria japonesa será o passo seguinte. Se o resultado permitir a revisão das regras atuais, o Brasil poderá acrescentar novos produtos bovinos à pauta de exportações para o Japão enquanto continua negociando o objetivo de maior peso econômico para a pecuária nacional: a abertura do mercado japonês à carne bovina brasileira in natura.

Fonte: Pensar Agro

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