AGRONEGÓCIO

Produtores de Soja Celebram Super Produtividade na Safra 2023/24 em Evento da Cocamar

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Na última sexta-feira (23/08), durante um evento realizado na Associação Cocamar em Maringá, foram anunciados os vencedores do 13º Prêmio de Super Produtividade de Soja e do 5º Prêmio Colher Mais, referentes à safra 2023/24. O Prêmio Colher Mais, realizado em parceria com a empresa Timac Agro, também premiou os produtores que se destacaram em suas colheitas.

Premiação e Consolidação de Resultados

Ao abrir a solenidade, o presidente executivo da Cocamar, Divanir Higino, destacou a importância da consolidação do Prêmio de Super Produtividade de Soja, que se transformou em um programa de sucesso dentro da cooperativa. Segundo ele, a sustentabilidade na produção agrícola hoje depende mais do aumento da produtividade do que da expansão de áreas cultivadas. “O caminho para a sobrevivência do produtor está no aumento da produtividade”, ressaltou Higino, lembrando que o manejo adequado do solo e o investimento em tecnologias como a irrigação são cruciais para alcançar boas colheitas.

Superação de Desafios

Paula Sasso, diretora comercial da Timac Agro, enfatizou que a parceria com a Cocamar tem sido essencial para superar os desafios enfrentados pelos produtores, especialmente em um ano difícil. Ela destacou a importância de expandir as experiências e tecnologias que têm dado bons resultados.

Rodrigo Sakurada, gerente técnico da Cocamar, lembrou que a agricultura regional enfrentou condições climáticas adversas durante a safra 2023/24, com altas temperaturas e períodos de seca que prejudicaram a produtividade das lavouras na reta final do ciclo.

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Resultados do Prêmio de Super Produtividade

Na categoria Arenito, Avelino Taube, de Querência do Norte, foi o vencedor com uma média de 81 sacas por hectare. Marcos Aparecido Liberali, de Lobato, conquistou o primeiro lugar na categoria com uma média de 89,3 sacas por hectare, enquanto Luciano Surek, de Arapongas, alcançou o melhor desempenho geral com 95 sacas por hectare.

O concurso contou com 321 participantes, 64 áreas auditadas e 12 lavouras que superaram a marca de 82,6 sacas por hectare. Desde o início do prêmio, houve um ganho significativo de produtividade em relação à média nacional, com um aumento de 22,3 sacas por hectare.

Premiação e Reconhecimento

Além dos troféus, os vencedores e seus técnicos foram premiados com uma viagem aos Estados Unidos no próximo ano, onde visitarão propriedades, cooperativas e participarão da Farm Progress Show, um dos maiores eventos de tecnologia agrícola do mundo.

Prêmio Colher Mais

O Prêmio Colher Mais, que contou com 159 inscritos na safra 2023/24, também premiou os melhores resultados em duas categorias de altitude. Valdir Waldrich, de Arapongas, venceu na categoria Acima de 550 metros de altitude, enquanto Avelino Taube se destacou na categoria Abaixo de 550 metros de altitude. Ambos os produtores, junto com seus técnicos, foram premiados com uma viagem à França, onde conhecerão o Centro Mundial de Inovações da Timac Agro, em Saint-Malo.

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Importância do Manejo do Solo

Durante o evento, Luiz Lourenço, presidente do Conselho de Administração da Cocamar, enfatizou a necessidade de corrigir o solo para aumentar a produtividade e reduzir a dispersão nos resultados dos produtores. Ele também mencionou a importância de avançar no programa de irrigação, especialmente em regiões com solos degradados, como o noroeste do Paraná.

O pesquisador da Embrapa Soja, Dr. Henrique Debiasi, também esteve presente e destacou o papel crucial do manejo adequado do solo para melhorar a produtividade e a rentabilidade dos produtores. Ele ressaltou que, em anos difíceis, o efeito da matéria orgânica do solo se torna ainda mais evidente, e recomendou a diversificação de espécies vegetais para melhorar as condições do solo.

Próximos Passos

Os regulamentos para a 14ª edição do Prêmio de Super Produtividade de Soja e do 6º Prêmio Colher Mais serão divulgados em breve. Produtores interessados em participar devem entrar em contato com suas unidades de atendimento na Cocamar.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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AGRONEGÓCIO

STF destrava Ferrogrão e Neri Geller projeta transformação da Baixada Cuiabana

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Avanço da Ferrogrão é visto como oportunidade estratégica para impulsionar a agroindustrialização, gerar empregos e fortalecer o desenvolvimento socioeconômico da Baixada Cuiabana
Avanço da Ferrogrão é visto como oportunidade estratégica para impulsionar a agroindustrialização, gerar empregos e fortalecer o desenvolvimento socioeconômico da Baixada Cuiabana

A decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) que autorizou a retomada dos estudos da Ferrogrão (EF-170) foi recebida como um marco estratégico para o futuro econômico de Mato Grosso. Para o ex-ministro da Agricultura Neri Geller, o avanço do projeto representa mais do que uma solução logística para o agronegócio: abre caminho para um novo ciclo de desenvolvimento regional baseado na industrialização, geração de empregos e integração econômica da Baixada Cuiabana.

Defensor histórico da ampliação da infraestrutura ferroviária no país, Neri avalia que Mato Grosso vive um momento decisivo de transformação econômica, em que logística, agroindústria e planejamento regional passam a caminhar juntos.

“A Ferrogrão representa uma mudança estrutural para Mato Grosso. Não estamos falando apenas de transporte de grãos, mas da construção de um ambiente econômico capaz de atrair indústrias, ampliar investimentos e gerar desenvolvimento sustentável para várias regiões do estado, especialmente a Baixada Cuiabana.”

O STF formou maioria para validar a constitucionalidade da Lei nº 13.452/2017, permitindo a continuidade dos estudos técnicos da ferrovia que ligará Sinop (MT) ao terminal de Miritituba (PA), consolidando um novo corredor de exportação pelo Arco Norte.

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Baixada Cuiabana pode viver novo ciclo econômico

Segundo Neri Geller, o fortalecimento da malha logística estadual tende a impactar diretamente a dinâmica econômica da Baixada Cuiabana, região que historicamente concentra importante papel político, administrativo e populacional no estado, mas que ainda possui enorme potencial de expansão industrial.

“O desenvolvimento de Mato Grosso precisa chegar de forma mais equilibrada às regiões. A Baixada Cuiabana possui localização estratégica, mão de obra, mercado consumidor e capacidade para receber agroindústrias ligadas ao processamento de alimentos, etanol de milho, biocombustíveis, armazenagem e logística.”

Para o ex-ministro, a melhoria da infraestrutura ferroviária cria um ambiente mais competitivo para atração de investimentos privados de médio e longo prazo.

“Quando o estado reduz custo logístico, melhora previsibilidade e amplia corredores de exportação, automaticamente cria segurança para novos investimentos industriais no. Isso gera emprego, renda e desenvolvimento social. É esse modelo que defendemos para a Baixada Cuiabana.”

Agroindustrialização como vetor de geração de empregos

Neri Geller também defende que Mato Grosso avance para uma nova etapa econômica baseada na agregação de valor da produção agropecuária dentro do próprio estado.

Hoje, Mato Grosso lidera a produção nacional de soja, milho e algodão, além de possuir forte participação na pecuária brasileira. Apesar disso, grande parte da produção ainda sai do estado in natura, sem processamento industrial local.

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“A riqueza produzida em Mato Grosso precisa permanecer mais dentro do estado. A agroindustrialização fortalece a economia regional, amplia arrecadação, gera empregos qualificados e melhora a distribuição do desenvolvimento.”

Segundo ele, a Baixada Cuiabana pode se transformar em um importante polo de processamento e distribuição ligado às novas rotas logísticas que vêm sendo estruturadas no estado.

Logística e desenvolvimento caminham juntos

O avanço da Ferrogrão ocorre em um momento em que Mato Grosso consolida diversos projetos estruturantes, como a Ferrovia Estadual, a FICO, a expansão da Ferronorte e novos corredores multimodais voltados ao Arco Norte.

Especialistas apontam que a integração entre ferrovias, rodovias e hidrovias será determinante para sustentar o crescimento da produção agropecuária nas próximas décadas.

“O futuro de Mato Grosso passa pela integração logística, pela industrialização e pela geração de oportunidades. Precisamos preparar o estado para os próximos 20 ou 30 anos. E a Baixada Cuiabana pode ser protagonista nesse novo ciclo econômico.

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