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Produtores de Eucalipto Reduzem Custos com Compra Coletiva e Doação de Mudas

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Produtores de eucalipto atendidos pelo Programa de Assistência Técnica e Gerencial (ATeG) Silvicultura, do Sistema Faemg Senar, em São Domingos do Prata, conseguiram economizar 30% no valor do adubo ao realizarem uma compra coletiva de 22 toneladas do insumo este ano. A prática de compras coletivas já trouxe uma economia ainda maior em 2023, quando os custos ficaram até 60% abaixo dos preços praticados no mercado local. “O grupo está cada vez mais unido e mostrando que a união faz a força”, destacou o produtor Mário das Graças.

O técnico de campo do ATeG Silvicultura, Marlúcio Silva, explicou que 23 dos 30 produtores atendidos participaram da primeira compra e, este ano, 26 asseguraram o melhor preço para o adubo, essencial para a plantação das florestas de eucalipto. “Os produtores não têm grandes áreas, por isso a demanda individual por adubo não justificava a compra direta na fábrica, mas, juntos, conseguimos comprar com um representante”, explicou.

A prefeitura local apoiou o grupo no transporte do adubo, reduzindo ainda mais os custos. O produtor Waldiney Dias da Silva participou das duas compras e aprovou a iniciativa. “Achei muito bom pela comodidade de não ter que sair pesquisando melhores preços em casas agrícolas e ainda de ter recebido em casa sem custo nenhum, com apoio da secretaria de agricultura”, comentou.

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Planejamento e Manejo

A disponibilidade do insumo na quantidade e no período certo facilitou o trabalho em campo. “Consegui elaborar cronogramas com os produtores e estabelecer um planejamento para a adubação e para o próximo plantio”, destacou Marlúcio. Além disso, seguindo as orientações técnicas, os produtores compraram formicida, fundamental para o manejo da cultura, pois as formigas são a principal praga do cultivo. “Estamos conseguindo seguir o planejamento e colaborando para o desenvolvimento do produtor e da silvicultura do município”, acrescentou Marlúcio.

Distribuição de Mudas Gratuitas

Como incentivo adicional à produção, a prefeitura de São Domingos do Prata produziu e distribuiu 70 mil mudas aos participantes do grupo em 2023. Marlúcio ressaltou que as mudas eram uma demanda de muitos produtores, e a organização do grupo, juntamente com a atuação do agente de desenvolvimento rural local, João Lima, facilitou a articulação com o poder público. “Sem a doação, eu creio que muitos produtores não teriam plantado porque as mudas têm um alto custo”, afirmou Mário das Graças Coura. Este ano, a prefeitura pretende repetir a ação, disponibilizando mudas para todos os silvicultores do município interessados.

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O Programa ATeG Silvicultura em São Domingos do Prata é desenvolvido pela Associação dos Apicultores de São Domingos do Prata (AAPISPRATA) em parceria com o Sistema Faemg Senar. O programa oferece aos produtores rurais acompanhamento técnico, capacitação e orientação para o manejo da cultura do eucalipto, contribuindo para o aumento da produtividade e da renda das famílias.

Minas Gerais e a Silvicultura

Minas Gerais continua liderando com a maior área de florestas plantadas do Brasil, ultrapassando os 2,1 milhões de hectares, um aumento de 0,5% em relação ao ano anterior. A cultura do eucalipto representa mais de 97,3% dessa área. Entre os dez municípios com maiores áreas de florestas plantadas do Brasil, três estão em Minas Gerais: João Pinheiro (6º), Buritizeiro (7º) e Itamarandiba (9º). O principal produto é o carvão vegetal, seguido da lenha (11%) e madeira em tora (9%).

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Colheita do café chega a 84% apesar do atraso provocado pelo clima

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A colheita da safra brasileira de café chegou a 84% da produção estimada, mas está atrasada em relação aos anos anteriores. Em igual período de 2025, 94% do volume já havia sido retirado das lavouras. A média dos últimos cinco anos para esta época é de 90%. O avanço foi de seis pontos porcentuais em uma semana, favorecido pelo retorno do tempo seco às principais regiões produtoras.

O atraso está concentrado no café arábica, que representa a maior parte da produção de Minas Gerais. A colheita da variedade alcançou 77%, ante 91% no mesmo período do ano passado e média histórica de 85%.

No caso do canéfora, grupo que reúne conilon e robusta, os trabalhos estão praticamente concluídos. A colheita atingiu 99%, resultado semelhante ao de 2025 e ligeiramente superior à média de 98% dos últimos cinco anos.

Minas Gerais concentra a maior parte da produção brasileira de arábica e deverá colher 33,4 milhões de sacas de 60 quilos em 2026, segundo a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). O volume representa praticamente metade das 66,7 milhões de sacas previstas para o País.

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A estimativa mineira é 29,8% superior à da temporada anterior. O aumento foi favorecido pelo ciclo de bienalidade positiva dos cafezais e pelas condições climáticas registradas antes da floração e durante a formação dos grãos.

As chuvas fora de época, porém, prejudicaram a retirada do café das lavouras e a secagem nos terreiros. O excesso de umidade também aumentou a queda de frutos no solo, o que pode comprometer a qualidade de parte dos lotes e reduzir a disponibilidade de cafés de melhor bebida.

O problema atingiu principalmente áreas do Sul de Minas, maior região produtora de arábica do País. O tempo seco dos últimos dias permitiu a retomada dos trabalhos, mas não eliminou o atraso acumulado.

A entrada mais lenta do café novo mantém o mercado atento à oferta brasileira. Os estoques certificados na Bolsa de Nova York permanecem baixos, o que aumenta a reação das cotações a qualquer problema climático ou sinal de perda de qualidade.

A Conab estima que o Brasil produza 45,8 milhões de sacas de arábica em 2026, crescimento de 28% sobre o ano anterior. Para o canéfora, a previsão é de 20,9 milhões de sacas, alta de 0,8%.

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Nas próximas semanas, o produtor deverá concentrar esforços na conclusão da colheita e na secagem dos grãos. Em Minas Gerais, a qualidade dos lotes será decisiva para determinar quanto da safra maior conseguirá alcançar os mercados que pagam mais pelo café.

Fonte: Pensar Agro

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