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Produtores de citros intensificam uso de biotecnologia no combate ao greening

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Crescimento na adoção de biotecnologia no campo

A adesão de produtores de citros brasileiros a soluções biotecnológicas tem crescido como alternativa para enfrentar os impactos do greening — doença bacteriana transmitida pelo inseto psilídeo, que tem comprometido pomares principalmente em São Paulo, Paraná e Minas Gerais. A enfermidade tem causado redução nas áreas de plantio e severas quebras de safra nos últimos anos.

Segundo o engenheiro agrônomo Marcos Revoredo, PhD em Ciências do Solo e gerente de desenvolvimento de mercado da Alltech Crop Science, a busca por ferramentas eficazes é urgente. “O setor citrícola está mobilizado. Vemos um aumento expressivo na adoção dessas tecnologias tanto por pequenos quanto grandes produtores”, afirma.

Entenda os impactos do greening nas plantas

A bactéria que causa o greening prejudica o transporte de água e nutrientes, comprometendo a fotossíntese e o crescimento da planta. Com a progressão da doença, a árvore deixa de formar flores e frutos, e os poucos que nascem são deformados e pequenos.

“A doença não tem cura, por isso a prevenção é essencial”, alerta Revoredo. Entre as principais medidas fitossanitárias estão:

  • Uso de mudas sadias
  • Plantio em áreas sem histórico da doença
  • Controle do psilídeo com rotação de inseticidas
  • Monitoramento com armadilhas
  • Remoção de plantas gravemente afetadas
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Brasil mostra resiliência em comparação aos EUA

A citricultura brasileira tem mostrado maior capacidade de resposta ao greening do que os Estados Unidos, que enfrentaram severa redução em suas áreas de plantio. No Brasil, apesar das perdas no centro de São Paulo, a produção tem migrado para regiões ainda não atingidas, permitindo a continuidade da atividade.

“Mesmo com os desafios, o Brasil segue como líder mundial na produção de suco de laranja, enquanto os Estados Unidos enfrentam forte retração”, destaca Revoredo.

Soluções biotecnológicas mostram resultados promissores

Ainda sem cura para a doença, a biotecnologia tem oferecido alternativas eficazes para manter a produtividade dos pomares. “Mitigar o estresse das plantas por meio de um manejo nutricional adequado e uso foliar de micronutrientes é essencial para manter a rentabilidade do produtor”, explica o gerente da Alltech Crop Science.

Estudos revelam resultados positivos com o uso dos produtos Agro-Mos e Liqui-Plex Citros. Em experimento realizado em Limeira (SP), plantas tratadas com essas soluções apresentaram 63,9% mais frutos em relação ao tratamento convencional.

  • Agro-Mos: contém base orgânica, cobre e zinco, fortalecendo o sistema de defesa natural da planta.
  • Liqui-Plex Bonder: à base de aminoácidos, reduz o estresse fisiológico e melhora o aproveitamento da fotossíntese e transporte de nutrientes.
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Trabalho realizado pelo Centro Universitário de Patos de Minas (Unipam) comprovou redução da peroxidação lipídica com o uso do Bonder, indicando menor estresse nas plantas.

Casos de sucesso comprovam viabilidade da tecnologia

Um produtor da região de Limeira (SP) que adotou o uso contínuo de Agro-Mos desde 2019 e, posteriormente, do Bonder, conseguiu manter sua lavoura produtiva, mesmo com propriedades vizinhas sendo erradicadas. O investimento em irrigação e no uso das soluções biotecnológicas garantiu ganho de produtividade ano após ano.

Tecnologia será destaque na Expocitros

As soluções da Alltech Crop Science, voltadas ao controle do estresse em plantas afetadas pelo greening, serão apresentadas durante a 50ª edição da Expocitros, maior evento do setor citrícola da América Latina, que acontece de 3 a 6 de junho em Cordeirópolis (SP). A empresa estará presente com estande próprio destacando os resultados obtidos no campo.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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AGRONEGÓCIO

Fersul conecta agricultura familiar a novos mercados e tecnologia

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Começa nesta quarta-feira (12.08), em Rio do Sul (190 km da capital, Florianópolis), em Santa Catarina, a 15ª Feira Multissetorial do Alto Vale do Itajaí (Fersul). Embora reúna diferentes setores da economia, a edição deste ano terá pela primeira vez uma área exclusiva para o agronegócio, com 42 expositores da região.

O espaço terá 300 metros quadrados e funcionará como uma vitrine para produtos da agricultura familiar. Entre os participantes estão 32 agroindústrias que trabalham com alimentos processados e produtos de maior valor agregado, além de produtores de plantas ornamentais e empreendimentos de turismo rural.

A proposta é aproximar os produtores diretamente dos consumidores, comerciantes, distribuidores e possíveis parceiros. Para as pequenas agroindústrias, a participação pode abrir canais de venda fora dos municípios de origem e aumentar a visibilidade de marcas ainda pouco conhecidas no mercado regional.

Antes da feira, os produtores passaram por um ciclo de preparação promovido pelo Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae). Os treinamentos abordaram atendimento ao público, técnicas de venda e apresentação dos produtos e das marcas.

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A capacitação busca resolver uma dificuldade comum entre pequenos empreendimentos rurais. Mesmo quando possuem alimentos de qualidade e produção regular, muitas agroindústrias encontram obstáculos para definir preços, apresentar seus diferenciais e alcançar compradores além da venda direta na propriedade.

O turismo rural também terá espaço na feira. Os empreendimentos participantes apresentarão experiências ligadas à produção agrícola, à gastronomia e ao modo de vida das comunidades do Alto Vale do Itajaí. A atividade permite que as famílias rurais complementem a renda com hospedagem, alimentação, visitas às propriedades e comercialização de produtos locais.

A estrutura dedicada ao agro conta com a participação da Cresol, da Empresa de Pesquisa Agropecuária e Extensão Rural de Santa Catarina (Epagri), do Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar), da Cooperfavi e do Sebrae.

Além da área rural, a Fersul terá ambientes voltados à inovação, à tecnologia e ao empreendedorismo feminino. Parte das soluções apresentadas nesses espaços poderá ser aproveitada pelas agroindústrias em atividades como gestão, vendas digitais, divulgação das marcas e organização dos processos produtivos.

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Realizada pela Associação Empresarial de Rio do Sul (Acirs), a Fersul chega à 15ª edição como a principal feira de negócios do Alto Vale. A programação segue até sexta-feira (14.08), com exposição multissetorial, palestras, atividades técnicas e um congresso empresarial.

Serviço

Evento: 15ª Feira Multissetorial do Alto Vale do Itajaí
Data: 12 a 14 de agosto de 2026
Abertura: quarta-feira, às 16 horas
Local: Centro de Eventos Hermann Purnhagen

Fonte: Pensar Agro

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