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Produtores de Cana-de-Açúcar Adotam Fertilizantes Organominerais para Recuperar Solo Após Queimadas

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A safra de cana-de-açúcar do Brasil para 2024/2025 está projetada pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) em 689,8 milhões de toneladas, uma redução em relação aos 713,2 milhões de toneladas registrados na safra anterior. Especialistas apontam que os baixos índices pluviométricos, altas temperaturas e queimadas são os principais fatores responsáveis pela queda na produção.

Diante desse cenário desafiador, os produtores têm buscado alternativas para recuperar a fertilidade do solo e melhorar a produtividade das lavouras. Entre as soluções adotadas, destacam-se os fertilizantes organominerais, que combinam nutrientes orgânicos e minerais para promover a saúde do solo. Esses fertilizantes não apenas potencializam a atividade fotossintética e o aproveitamento de nitrogênio, mas também aumentam a eficiência na produção de álcool e açúcar, contribuindo para o acúmulo de reservas no solo e proporcionando melhorias graduais na produtividade ao longo das safras.

Leandro Argeli, produtor de cana-de-açúcar na região de Ribeirão Preto (SP), tem adotado essa solução em suas lavouras. “Optei pelo fertilizante da Terraplant devido à sua matéria-prima rica em nutrientes. Após quatro safras utilizando o produto, observei um aumento de cerca de 10% na produtividade, especialmente na última safra. A planta absorve melhor o adubo, o solo se torna mais verde e a lavoura se desenvolve de maneira mais saudável”, relata Argeli. Ele utiliza o fertilizante MinerCana, desenvolvido pela empresa Terraplant, que é composto exclusivamente por cama de aves.

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De acordo com Alex Becker, doutor em Solos e coordenador de Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação da Terraplant, o uso de fertilizantes organominerais como o MinerCana ajuda a melhorar o perfil do solo, tornando-o mais resiliente aos desafios climáticos. “O impacto é exponencial ao longo dos ciclos, com melhorias contínuas nas propriedades físicas, químicas e biológicas do solo”, explica Becker.

A Terraplant, com sede em Chapecó (SC), desenvolve fertilizantes orgânicos e organominerais há mais de 23 anos. A empresa utiliza cama de aves como matéria-prima, o que não só proporciona um fertilizante de alta qualidade, mas também contribui para a preservação ambiental e promove a economia circular, reutilizando um material que, de outra forma, seria descartado.

Na cana-de-açúcar, o uso desses fertilizantes tem se mostrado eficaz na melhoria da produtividade e no desenvolvimento da cultura, pois além de otimizar a absorção de nutrientes e água, também ajuda a melhorar as propriedades do solo, favorecendo a eficiência das lavouras.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Terminação Intensiva a Pasto avança no Brasil e eleva produtividade da pecuária sem ampliar áreas de pastagem

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A Terminação Intensiva a Pasto (TIP) vem ganhando espaço na pecuária brasileira como alternativa eficiente para elevar a produtividade do rebanho sem necessidade de abertura de novas áreas. O modelo, que combina suplementação concentrada com pastagens bem manejadas, tem se consolidado como uma solução intermediária entre o sistema extensivo tradicional e o confinamento.

Com ganhos expressivos em desempenho animal, redução de custos operacionais e melhora no aproveitamento das áreas de pastagem, a TIP se tornou uma ferramenta estratégica para produtores que buscam aumentar rentabilidade e atender às crescentes exigências por sustentabilidade no agronegócio.

O sistema também se conecta diretamente a temas centrais do setor, como recuperação de áreas degradadas, prevenção do desmatamento e intensificação sustentável da produção de carne bovina.

Sistema intensifica produção usando o pasto como base alimentar

Na prática, a Terminação Intensiva a Pasto mantém o capim como principal fonte alimentar dos animais, utilizando suplementos concentrados para acelerar o ganho de peso na fase final antes do abate.

Entre os ingredientes mais utilizados estão DDG — subproduto do milho utilizado na produção de etanol —, casca de soja e núcleos nutricionais. A estratégia permite ajustar a dieta conforme as condições das pastagens ao longo do ano.

Durante o período chuvoso, quando há maior disponibilidade de forragem, o uso de concentrados pode ser reduzido. Já nos meses de seca, a suplementação aumenta para compensar a queda na oferta de capim.

Segundo Lucas Pimenta, diretor do grupo Aguiar & Azevedo, que utiliza o sistema há décadas em propriedades no Mato Grosso, a flexibilidade operacional é um dos principais diferenciais da TIP.

“O sistema é mais maleável. A base da alimentação é o capim, e conseguimos ajustar conforme a necessidade dos animais”, afirma.

Ganho de peso se aproxima do confinamento

Os resultados zootécnicos da Terminação Intensiva a Pasto têm chamado atenção do mercado pecuário. De acordo com produtores e técnicos do setor, o desempenho animal fica próximo ao observado em sistemas de confinamento.

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Enquanto operações intensivas podem atingir ganhos de até 1,6 quilo por animal por dia, a TIP registra médias de 1,4 quilo diário durante o período das águas e cerca de 1,25 quilo por dia na seca.

Outro benefício destacado é a redução do chamado “efeito sanfona”, quando os bovinos ganham peso nas águas e perdem desempenho durante o período seco.

“O ideal é que o animal continue ganhando peso o ano inteiro”, destaca Lucas Pimenta.

Tecnologia amplia eficiência e reduz custos operacionais

O avanço tecnológico também tem impulsionado a adoção da TIP no Brasil. Em parceria com a Nutripura, propriedades do grupo Aguiar & Azevedo implementaram o sistema KonectPasto, ferramenta de monitoramento das pastagens que auxilia no ajuste do fornecimento de suplemento conforme a qualidade do capim.

Segundo Pimenta, o sistema permite maior precisão no manejo nutricional e melhora o controle de custos.

“Se o pasto está bom, reduzimos o concentrado. Isso melhora o custo sem prejudicar o desempenho”, explica.

Além disso, a eficiência operacional também aparece como vantagem econômica. Segundo o produtor, um único funcionário consegue realizar o manejo alimentar de até 2.500 animais por dia.

Lotação aumenta e sustentabilidade ganha destaque

Outro ponto relevante da TIP é o aumento significativo da capacidade de lotação das áreas de pastagem. Em um piquete de 20 hectares, por exemplo, a lotação pode saltar de cerca de 1,5 a 2 unidades animais para até 8 ou 10 unidades.

“Você aumenta muito a produtividade usando basicamente o mesmo espaço”, afirma Pimenta.

Os resíduos orgânicos deixados pelos animais também ajudam na fertilização do solo, favorecendo a recuperação das áreas de pastagem e reduzindo a necessidade de expansão territorial.

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Bem-estar animal e eficiência fortalecem modelo no campo

Além dos ganhos produtivos, produtores destacam o bem-estar animal como um diferencial importante da Terminação Intensiva a Pasto. Diferentemente do confinamento tradicional, os bovinos mantêm maior liberdade de movimentação e podem alternar entre o consumo de pasto e suplemento.

Para Luciano Resende, CEO da Nutripura, a TIP está entre os sistemas pecuários que mais crescem no Brasil devido à combinação entre rentabilidade e sustentabilidade.

“É um sistema que funciona muito bem, especialmente nas águas. Quando se maneja corretamente o pasto e se fornece a quantidade certa de concentrado, há ganhos substanciais em termos de sustentabilidade e rentabilidade”, afirma.

O executivo ressalta que o sucesso do modelo depende diretamente da gestão eficiente da propriedade.

“Não é simplesmente colocar comida à vontade. É preciso estratégia, planejamento e uso eficiente dos insumos”, destaca.

Com a crescente demanda global por carne produzida de forma sustentável e eficiente, a Terminação Intensiva a Pasto avança como uma das principais alternativas para aumentar a competitividade da pecuária brasileira sem ampliar a pressão sobre novas áreas agrícolas.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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