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Produtores de Café Superam Desafios Climáticos e de Mercado com Manejo Microbiológico do Solo

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A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) projeta um crescimento de 6,8% na produção de café para a safra atual, alcançando 58,8 milhões de sacas beneficiadas. Esse aumento é ainda mais expressivo quando comparado a 2022, ano de alta produtividade, com uma elevação de 15,5%. No entanto, as instabilidades climáticas continuam a ser uma preocupação para os cafeicultores, especialmente em relação ao café conilon. A escassez de chuvas e as ondas de calor reduziram as estimativas de produtividade para 43,6 sacas por hectare, um aumento de 4,5% sobre o ciclo anterior, mas abaixo do potencial da safra.

Para garantir a sustentabilidade da produção, muitos cafeicultores têm adotado o manejo microbiológico do solo, uma abordagem inovadora que visa mitigar os efeitos das variações climáticas e melhorar a qualidade do café. Segundo o Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé), cafés com certificações de práticas sustentáveis e alta qualidade representaram 17,3% das exportações da safra 2020/21, com 7,889 milhões de sacas enviadas, gerando uma receita de aproximadamente 1,3 bilhões de dólares.

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Essas inovações incluem o uso do Composto Líquido produzido a partir do Microgeo®, que traz benefícios significativos para a adaptação das plantas às condições climáticas, aumenta a produtividade e melhora a qualidade do café. Esse composto ajuda na bioestruturação do solo, garantindo eficiência nutricional e ambiental, além de promover o equilíbrio ecológico, o que reflete diretamente no aumento da lucratividade e na sustentabilidade da produção.

O manejo adequado do solo ao longo da vida útil da lavoura é crucial para a qualidade do grão, seja de café arábica ou conilon, e é especialmente importante em solos que sofreram degradação. O uso do Composto Líquido, único no restabelecimento do microbioma do solo, melhora a biodiversidade e equilibra o sistema produtivo. Esse microbioma, composto por microrganismos com diversas funções ambientais, é essencial para a sustentabilidade da cultura.

O Microgeo® é produzido diretamente na fazenda, por meio da Bioestação Microgeo (BEM), permitindo ao cafeicultor aplicar o composto por pulverização ou fertirrigação, independentemente das condições climáticas. Essa flexibilidade no manejo torna a solução viável em diversas situações, adaptando-se tanto a cultivos orgânicos quanto convencionais e contribuindo para a recuperação do solo e aumento da produtividade no setor.

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Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Projeto de R$ 20 bi da Ferrogrão ganha sinal verde para ligar Sinop a Miritituba

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O Supremo Tribunal Federal (STF) encerrou um dos impasses mais arrastados da infraestrutura nacional ao declarar a constitucionalidade da Lei 13.452/2017, norma que reduziu os limites do Parque Nacional do Jamanxim, no Pará, para permitir a implantação da Ferrogrão (EF-170). Por um placar de 9 votos a 1, o veredito joga por terra o principal obstáculo jurídico que mantinha congelado o projeto de 933 quilômetros de trilhos, planejado para ligar Sinop, no norte de Mato Grosso, ao porto fluvial de Miritituba, no Pará.

A decisão foi recebida pelo agronegócio como um marco regulatório essencial para atrair os R$ 20 bilhões em investimentos privados necessários para tirar a obra do papel. Sob a perspectiva macroeconômica, a Ferrogrão é vista como o eixo de ruptura da dependência crônica do modal rodoviário na BR-163, com potencial para reduzir em até 20% o custo do frete de commodities agrícolas, como soja e milho, ampliando a competitividade do produto brasileiro no mercado externo.

A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), que atuou no processo, aponta que as regiões Norte e Centro-Oeste concentram atualmente cerca de 70% da produção nacional de grãos, mas os portos do Arco Norte escoam apenas 34% desse volume. A consolidação da ferrovia deve acelerar o redirecionamento desse fluxo, aliviando o gargalo logístico dos portos das regiões Sul e Sudeste, como Santos (SP) e Paranaguá (PR).

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O julgamento foi balizado pelo voto do relator, o ministro Alexandre de Moraes, que rechaçou os argumentos de descumprimento de salvaguardas ambientais apresentados na ação original do PSOL. Moraes argumentou que o texto legal previu a devida compensação ecológica pela redução da unidade de conservação e destacou que o traçado ferroviário não intercepta terras indígenas homologadas, situando-se a quatro quilômetros da reserva mais próxima, a Terra Indígena Praia do Mangue.

O julgamento, que havia sido interrompido no ano passado, foi concluído com o voto do ministro Flávio Dino. Ao acompanhar o relator, Dino propôs condicionantes para a execução do projeto, determinando que qualquer alteração futura no perímetro da ferrovia não poderá afetar áreas indígenas em um raio de 250 quilômetros, além de defender que as comunidades tradicionais sejam ressarcidas ou tenham participação nos lucros caso sejam registrados impactos socioambientais imprevistos.

O único voto divergente foi do ministro Edson Fachin, que considerou inconstitucional a alteração de reservas ambientais por meio de Medida Provisória, rito utilizado na origem do projeto durante o governo de Michel Temer.

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Com o desfecho na Suprema Corte, o projeto da Ferrogrão sai da arena jurídica e ingressa na fase de viabilidade técnica. O Ministério dos Transportes informou que aguarda a conclusão da análise de modelagem de concessão e matriz de riscos pelo Tribunal de Contas da União (TCU) para estruturar o edital de leilão.

Lideranças do setor produtivo, como a Aprosoja Brasil, avaliam que a segurança jurídica conferida pelo STF deve acelerar o crivo da Corte de Contas, posicionando a ferrovia como um dos principais ativos de infraestrutura para captação de capital estrangeiro na América Latina nos próximos anos.

Fonte: Pensar Agro

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