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Do reconhecimento à inovação: dois anos da Indicação Geográfica da Linguiça Blumenau impulsionam novos produtos em Santa Catarina

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Indicação Geográfica valoriza tradição e garante autenticidade

Em fevereiro de 2024, o Instituto Nacional da Propriedade Industrial oficializou a Indicação Geográfica (IG) da Linguiça Blumenau, consolidando o reconhecimento da receita típica do Vale do Itajaí como um patrimônio cultural e gastronômico de Santa Catarina.

Com o registro, apenas produtos fabricados em 16 municípios catarinenses e que seguem técnicas tradicionais podem usar o nome “Linguiça Blumenau”. O embutido é produzido com cortes especiais de carne suína, temperos selecionados e defumação lenta, mantendo o formato característico de ferradura.

Desde então, o produto também foi reconhecido como patrimônio imaterial de Santa Catarina, reforçando sua importância histórica e cultural.

Tradição e mercado: o impacto para a Olho Embutidos

A Olho Embutidos, empresa fundada em 1934 em Pomerode (SC), é a marca mais antiga produtora da Linguiça Blumenau. Segundo Luiz Bergamo, diretor executivo da empresa, a certificação trouxe um novo olhar sobre o produto, tanto no aspecto cultural quanto comercial.

“A partir da oficialização do INPI, a presença da linguiça Blumenau passou a ser celebrada pelo que ela representa, além do sabor marcante. Isso abriu portas em novos mercados”, destaca Bergamo.

Com o selo do Sistema Brasileiro de Inspeção de Produtos de Origem Animal (SISBI), a empresa ampliou sua atuação para todo o Brasil, alcançando redes varejistas no Sul e Sudeste, incluindo São Paulo e Rio de Janeiro.

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Inovação no cardápio: versões inspiradas na Linguiça Blumenau

A Olho Embutidos tem apostado em novos produtos derivados da receita tradicional, mantendo a essência da Linguiça Blumenau, mas adaptando-a a diferentes formatos e usos culinários.

Linguiça Blumenau moída: praticidade e sabor marcante

Pensada para facilitar o preparo de molhos e recheios, a linguiça moída é produzida conforme a receita original e embalada em porções de 200g, além de versões para o food service. Ideal para massas, pizzas e pratos com base de bechamel ou tomate, ela preserva o sabor defumado característico do embutido.

Schmierwurst: a versão patê da Linguiça Blumenau

Inspirada no dialeto alemão — “schmier” significa geleia e “wurst”, linguiça —, a Schmierwurst é uma opção cremosa, semelhante a um patê, perfeita para acompanhar pães e tábuas de frios. O produto mantém o sabor tradicional da linguiça, mas com textura mais leve e pronta para servir.

Para churrasco: sabor tradicional, preparo moderno

Outra inovação é a linguiça suína resfriada para churrasco, elaborada com os mesmos cortes e temperos da versão original, mas sem o processo de defumação. Nesse caso, a defumação acontece na churrasqueira, conforme o gosto do consumidor.

“É um produto diferente das linguicinhas tradicionais, tanto no formato quanto no tempero”, explica Bergamo.

Novos projetos e presença em grandes eventos

A Olho Embutidos também vem fortalecendo a presença da Linguiça Blumenau em eventos culturais e gastronômicos. Em 2025, a marca estreou como parceira da Casa da Linguiça Blumenau durante a Oktoberfest Blumenau, um dos maiores eventos do gênero no país, que reuniu mais de 600 mil visitantes.

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Entre as criações de destaque estavam a pipoca de linguiça Blumenau, uma novidade que se tornou o terceiro prato mais vendido, e a combinação inusitada de linguiça Blumenau com pão de queijo.

Segundo Bergamo, essas inovações refletem o propósito da marca:

“Queremos valorizar a tradição, mas também mostrar como ela pode se reinventar e se conectar com a culinária contemporânea.”

Tradição que atravessa gerações

Com mais de 90 anos de história, a Olho Embutidos mantém viva a herança dos imigrantes alemães que colonizaram o Vale do Itajaí. Além da Linguiça Blumenau, a empresa oferece uma linha completa de embutidos e defumados, incluindo salsichas, calabresas, linguiças artesanais e salames.

A sede da empresa fica em Pomerode (SC), conhecida como “a cidade mais alemã do Brasil”.

Mais informações estão disponíveis no site www.olhoembutidos.com.br e no Instagram @olhoembutidos.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Chuva forte pode atrasar plantio e colheitas no Centro-Sul

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A semana começa com chuva em importantes regiões agrícolas do Brasil e efeitos distintos sobre o calendário das lavouras. A partir deste domingo (04.10), as instabilidades atingem áreas do Centro-Oeste, Sudeste e Sul, além de partes do Norte e do Nordeste. Para quem inicia a safra de verão, a água ajuda a recuperar a umidade necessária à semeadura. Onde o solo já está saturado, porém, novos episódios de chuva podem paralisar máquinas, atrasar o plantio e dificultar a retirada dos grãos ainda no campo.

Segundo o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), o início da semana terá condições para tempestades, com rajadas de vento e possibilidade de granizo em algumas áreas. A intensidade e a distribuição das precipitações variam entre as regiões, exigindo decisões conforme a situação de cada propriedade.

No Centro-Oeste, há previsão de chuva neste domingo em Mato Grosso, Goiás, Distrito Federal e Mato Grosso do Sul, com intensificação das instabilidades na segunda-feira, 5. O sul de Mato Grosso do Sul está entre as áreas sob maior atenção para temporais.

A chegada da água ocorre em momento decisivo para a soja. No acompanhamento divulgado em 28 de setembro, a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) informou que as chuvas haviam permitido ampliar a semeadura em áreas de Mato Grosso que dependem das precipitações. Em Mato Grosso do Sul, a implantação também começava a avançar, enquanto Goiás registrava operações pontuais, principalmente sob irrigação.

O desafio para o produtor é aproveitar a umidade sem antecipar a entrada das máquinas em terrenos sem condições de tráfego. Chuvas concentradas podem interromper a semeadura e os tratamentos das lavouras. A persistência da água no solo, por sua vez, precisa ser observada antes de retomar as operações.

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No Sudeste, as instabilidades alcançam São Paulo, áreas de Minas Gerais e Rio de Janeiro no começo da semana. No Espírito Santo, a previsão aponta precipitações mais isoladas. A chuva pode beneficiar a implantação das culturas de verão, mas exige atenção onde ainda há colheitas.

Em São Paulo, a Conab já registrava dificuldades para a entrada de colhedoras em áreas de milho por causa do encharcamento. Também apontava danos à qualidade do trigo em maturação e colheita. Novas precipitações podem prolongar essas interrupções nas propriedades afetadas.

A situação do milho safrinha, contudo, deve ser dimensionada: 99,5% da área acompanhada pela companhia estava colhida no levantamento de 28 de setembro. Os trabalhos restantes se concentravam em São Paulo e no Paraná. Nos principais polos do Centro-Oeste, a retirada do cereal já havia terminado.

No Sul, os cuidados se dividem entre a implantação da nova safra e as lavouras de inverno. Santa Catarina e partes do Rio Grande do Sul também têm previsão de chuva e trovoadas. O excesso de umidade já havia reduzido o ritmo do plantio de milho e interrompido operações de semeadura do arroz em áreas gaúchas.

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O trigo permanece vulnerável. Além de dificultar a colheita, períodos úmidos favorecem doenças e podem comprometer a qualidade dos grãos. Em Santa Catarina, o monitoramento da Conab destacava a pressão de doenças nas lavouras; no Rio Grande do Sul, havia preocupação com os efeitos das chuvas sobre áreas em fase reprodutiva.

No Norte, as pancadas atingem áreas do Amazonas, Rondônia e Tocantins. No Nordeste, a chuva é mais localizada, com possibilidade de precipitações no oeste da Bahia e em partes do Maranhão e do Piauí, enquanto setores do interior permanecem com tempo firme.

Para a região agrícola formada por Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia, a regularidade das precipitações continua decisiva. O boletim de setembro da Conab mostrou que as primeiras chuvas haviam sido insuficientes para recompor a água no solo e permitir o plantio na maioria das áreas sem irrigação. Já o milho de terceira safra apresenta situações diferentes: no oeste baiano, áreas irrigadas tiveram bons resultados, enquanto a estiagem comprometeu lavouras no Nordeste da Bahia.

O planejamento da semana dependerá, portanto, da combinação entre previsão local, umidade do terreno e estágio da cultura. Onde falta água, a chuva pode abrir a oportunidade de plantar. Onde ela já sobra, preservar o solo e esperar condições adequadas para as máquinas será determinante para evitar novos prejuízos.

Fonte: Pensar Agro

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