AGRONEGÓCIO
Produtor Rural Revoluciona o Setor com Maior Usina de Etanol de Trigo do RS
Publicado em
8 de outubro de 2024por
Da Redação
Após enfrentar décadas de perdas devido à sensibilidade do trigo às variações climáticas, o produtor rural Cassio Bonotto, um dos maiores do Rio Grande do Sul, encontrou uma solução inovadora. Com um investimento de R$ 110 milhões, Bonotto decidiu construir a maior usina de etanol de trigo do estado, localizada no município de Santiago. A planta, pertencente à sua empresa CB Bioenergia, deve iniciar suas operações em dezembro.
O trigo, suscetível a condições climáticas adversas como chuvas ou secas em períodos críticos, muitas vezes não atinge a qualidade necessária para a produção de farinha, resultando em prejuízos ao produtor. “O trigo que não é classificado como ideal para a produção de farinha perde 30% de seu valor, e somos obrigados a exportá-lo para uso em ração animal. É uma perda financeira significativa”, explica Bonotto.
Com uma capacidade de processamento anual de 30 mil toneladas de trigo – o equivalente a 25% da produção média de Bonotto a cada safra – a usina pretende transformar parte dessa produção em etanol. A construção foi financiada por R$ 75 milhões de recursos próprios e financiados, além de R$ 35 milhões obtidos via incentivos fiscais.
Trajetória e Expansão Neto de imigrantes italianos e filho de um agricultor de Santiago, Bonotto iniciou sua trajetória em 1993, cultivando 80 hectares. Hoje, ele administra uma área de 53 mil hectares de soja no verão e 42 mil hectares de trigo no inverno, abrangendo sete municípios. “Na nossa região, temos um ditado: é ruim plantar trigo, mas pior é não plantar”, diz o produtor, referindo-se às dificuldades enfrentadas com as condições climáticas. Ele colhe em média 120 mil toneladas de trigo por safra, destinando 75% dessa produção para moinhos, enquanto o trigo com PH abaixo de 78 quilos será destinado à usina.
O projeto da CB Bioenergia é ambicioso. A planta deverá converter 50% do trigo processado em etanol hidratado para aviação agrícola, 25% em álcool de cereais para indústrias de cosméticos e alimentícia, e os 25% restantes serão envasados como álcool gel. Com capacidade para produzir 13 milhões de litros de etanol por ano, a usina também vai gerar subprodutos importantes, como CO2 e DDG (grão seco de destilaria).
Diversificação de Produtos e Sustentabilidade A produção de CO2 será um diferencial da usina, com a previsão de engarrafar cerca de 20 mil metros cúbicos diários para comercialização junto a indústrias de solda e de refrigerantes. Além disso, o DDG, um farelo com 35% de teor proteico, será vendido como ingrediente para ração animal, tanto no mercado interno quanto no externo. Bonotto já possui contratos firmados para a venda de etanol, CO2 e DDG, garantindo a viabilidade econômica do empreendimento.
De olho no futuro, o empresário planeja expandir o uso do DDG para a produção de proteína hidrolisada, utilizada em suplementos alimentares como o whey protein. “As grandes usinas de etanol lucram centavos por litro produzido. A minha, sendo de menor porte, precisa agregar reais por litro para ser rentável”, argumenta Bonotto.
Além do trigo, a usina possui flexibilidade para processar outros cereais ricos em amido, como arroz e triticale, bastando ajustar as enzimas utilizadas no processo. Bonotto não está sozinho nessa empreitada. Outras empresas também estão investindo na produção de etanol de trigo no Rio Grande do Sul, como a Be8, em Passo Fundo, e a FZ Bioenergia, em Viadutos, além de projetos ainda em fase de planejamento por grupos como Timbro Trading, Canex e Nexus.
Essa diversificação no setor de etanol representa um passo importante para a economia regional e uma solução criativa para os desafios enfrentados pelos produtores de trigo no Rio Grande do Sul.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
AGRONEGÓCIO
Decisão judicial extingue ação da Aprosoja que cobrava R$ 1,1 bilhão por Moratória da Soja
Published
6 horas agoon
15 de outubro de 2026By
Da Redação
A Justiça de Mato Grosso encerrou a ação em que a Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja-MT) cobrava R$ 1,1 bilhão de empresas e entidades por prejuízos que atribuía à Moratória da Soja. A sentença, proferida na terça-feira (13), fecha na primeira instância a tentativa de obter uma reparação coletiva aos agricultores atingidos pelas restrições de compra do acordo.
A cobrança buscava compensar perdas que, segundo a associação, decorreram da dificuldade de vender soja mesmo quando a produção atendia à legislação ambiental. A Aprosoja-MT pretendia que empresas comercializadoras, entidades setoriais e seus representantes respondessem financeiramente por esses danos.
O processo discutia os efeitos de um pacto do qual a Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove) anunciou sua saída em janeiro de 2026. A retirada ocorreu após a entrada em vigor da lei mato-grossense que restringiu incentivos fiscais a empresas participantes de acordos com exigências superiores às da legislação ambiental. Em agosto, depois do julgamento do Supremo Tribunal Federal (STF), a entidade reafirmou que não pretendia retomar a moratória. Saiba mais aqui
Criado em 2006, o compromisso previa a recusa de soja cultivada em áreas do bioma Amazônia desmatadas depois de julho de 2008. A restrição alcançava também áreas abertas com autorização. Para a Aprosoja-MT, esse critério prejudicava agricultores que cumpriam a lei, mas encontravam menos alternativas de compradores para sua produção.
A saída das empresas e a cobrança pelas perdas anteriores seguiram caminhos diferentes. Enquanto a Abiove abandonou o pacto coletivo, a associação dos produtores manteve a tentativa de responsabilizar seus participantes pelos efeitos que atribuía à aplicação das restrições.
Essa cobrança foi atingida pelo julgamento do STF de 12 de agosto. O Supremo considerou que o acordo respeitava a Constituição e determinou o encerramento dos processos judiciais e administrativos baseados na sua suposta ilegalidade, inclusive dos pedidos de responsabilização financeira. A Vara Especializada em Ações Coletivas de Cuiabá aplicou essa ordem ao processo da Aprosoja-MT. portal.stf.jus.br
Com isso, o pedido de R$ 1,1 bilhão foi encerrado antes da análise dos prejuízos alegados. A sentença deixa os agricultores representados pela associação sem a reparação buscada nessa ação e afasta das empresas processadas, nesta primeira instância, a cobrança coletiva.
O Supremo também manteve as leis estaduais que restringem incentivos a participantes de acordos dessa natureza. Estabeleceu, porém, que a retirada de benefícios deve respeitar os prazos tributários e a proteção das isenções concedidas mediante condições assumidas pelas empresas. O resultado preservou tanto a validade jurídica do pacto quanto a possibilidade de os estados estabelecerem condições para conceder incentivos.
Na mesma sentença, a Justiça rejeitou os pedidos para que a Aprosoja-MT pagasse honorários, despesas processuais e multa por má-fé. A associação teve sua cobrança encerrada, mas ficou livre dessas despesas reclamadas pelos réus.
Na comercialização atual, a Abiove informou que suas associadas passaram a atender individualmente às exigências dos mercados compradores. Para o produtor, as condições de aceitação da soja dependem das políticas de cada empresa. Já a sentença desta semana trata da disputa pelas perdas atribuídas ao antigo compromisso coletivo e encerra, nessa primeira instância, a tentativa de recuperação desses valores.
Isan Rezende
Com isso, os produtores representados pela Aprosoja-MT não receberão qualquer indenização das empresas ligadas à Moratória da Soja. A Aprosoja-MT buscava responsabilizar empresas e entidades por prejuízos que atribuía à moratória. Seu argumento era que agricultores que respeitavam a legislação ambiental também podiam ficar sem acesso a compradores por causa das exigências do acordo.
O presidente do Instituto do Agronegócio (IA), Isan Rezende, lamentou a decisão. “O encerramento da ação frustra a expectativa de reparação dos produtores que se consideram prejudicados pela Moratória da Soja. A cobrança da Aprosoja procurava dar uma resposta a quem cumpriu a legislação ambiental, investiu na propriedade e encontrou restrições para vender. A sentença encerrou esse pedido sem examinar os prejuízos alegados. Isso precisa ficar claro para o agricultor”, comentou.
“O problema comercial continua exigindo atenção. O produtor precisa saber, antes de plantar e de assumir compromissos, quais critérios serão usados para receber sua soja. Quem trabalha dentro da lei precisa de previsibilidade para investir. Também é necessário dar transparência às exigências dos compradores, para que o agricultor consiga avaliar suas alternativas de venda e os custos envolvidos”, disse Rezende.
“Agora, o setor precisa concentrar esforços para ampliar mercados e construir condições comerciais mais claras. Sair de um acordo coletivo não significa, necessariamente, abandonar as restrições de compra. Por isso, a representação dos produtores deve acompanhar as regras adotadas por cada empresa e buscar soluções que preservem o acesso aos mercados e a renda de quem produz”, recomendou o presidente do IA.
Fonte: Pensar Agro
Presença de Fumaça em Alta Floresta
CPI da Saúde questiona ex-secretário sobre R$ 1,1 bilhão em indenizatórios
Banco do CNMP reúne quatro projetos desenvolvidos pelo MPMT
PM liberta mulher mantida em cárcere privado por 30 dias
Prefeitura de Colíder projeta orçamento de R$ 239,15 milhões para 2027
CUIABÁ
MATO GROSSO
Banco do CNMP reúne quatro projetos desenvolvidos pelo MPMT
Quatro iniciativas desenvolvidas pelo Ministério Público de Mato Grosso (MPMT) foram selecionadas para integrar o Banco de Boas Práticas da...
Justiça determina reforço no atendimento a alunos com deficiência
A 1ª Promotoria de Justiça Cível de Pontes e Lacerda (a 448 km de Cuiabá) obteve decisão favorável em Ação...
Procuradorias e CAOs definem prioridades para o próximo biênio
Educação inclusiva, saneamento básico, gestão de resíduos sólidos e qualidade da água estão entre as prioridades já definidas pelo Ministério...
POLÍCIA
PM liberta mulher mantida em cárcere privado por 30 dias
Policiais militares do 10º Batalhão resgataram uma jovem, de 21 anos, vítima de cárcere privado e violência doméstica e sexual,...
Polícia Militar e Gefron apreendem 31 tabletes de maconha escondidos em bagageiro de ônibus
Uma ação integrada entre policiais militares do 6º Comando Regional, Força Tática e Grupo Especial de Fronteira (Gefron) apreenderam, na...
Ação das Polícias Civil e Federal prende oito foragidos da Justiça de Mato Grosso
Em menos de 48 horas, a Polícia Civil, em uma ação integrada com a Polícia Federal, prendeu oito foragidos com...
FAMOSOS
Viviane Araújo cai no samba durante ensaio de Carnaval: ‘Muito rainha!’
Viviane Araújo já está no clima do Carnaval! A atriz e rainha de bateria compartilhou nas redes sociais registros de...
Malu Borges exibe barriga definida três meses após dar à luz à segunda filha
Malu Borges, de 29 anos, mostrou que está firme na rotina fitness três meses após dar à luz sua segunda...
Belo dá vida a Paulista em ‘Verônika com K’ e encara novo desafio na dramaturgia
O cantor Belo está pronto para mostrar mais uma faceta de seu talento na dramaturgia. O artista dará vida a...
ESPORTES
Palmeiras vence o Fluminense e joga por empate para ir à final da Libertadores
O Palmeiras saiu do Maracanã com a vitória por 2 a 1 sobre o Fluminense, na noite desta quarta-feira, e...
Atlético-MG goleia o City Torque e encaminha vaga na final da Sul-Americana
O Atlético-MG deu um passo enorme rumo à decisão da Copa Sul-Americana nesta quarta-feira. Na Arena MRV, em Belo Horizonte,...
Vasco vence o Boca na Bombonera com um a menos e está a um empate da decisão da Sul-Americana
O Vasco da Gama deixou uma das casas mais temidas do futebol sul-americano com um resultado de peso. Na noite...
MAIS LIDAS DA SEMANA
-
Política MT7 dias agoInscrições para o Troféu Parlamento terminam em 9 de novembro
-
Polícia Federal6 dias agoNota à imprensa
-
AGRONEGÓCIO9 horas agoInmet prevê chuva forte e falta de água até 20 de outubro
-
AGRONEGÓCIO9 horas agoEstado se aproxima de 1 milhão de toneladas e 1/4 do algodão brasileiro



