AGRONEGÓCIO

Produtor rural do Mato Grosso aposta na tecnologia para impulsionar produção após sucessão familiar

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João Paulo Ciciliato, neto e filho de produtores rurais, representa a terceira geração de uma família que há décadas dedica-se aos cultivos de soja, milho, braquiária e também à pecuária. Sua história, que começou no Estado de São Paulo, ganhou novos horizontes com a expansão dos negócios para o Mato Grosso, impulsionada pelo crescimento do agronegócio no Centro-Oeste.

Ao longo dessa trajetória, João Paulo conta que acompanhou de perto a transformação do setor. “O produtor rural brasileiro aprendeu que hoje em dia não se trata apenas de produzir, mas também de comercializar e comprar bem para ter uma margem de lucro melhor”, conta.

Para compreender a história da família Ciciliato e sua relação com a tecnologia, é importante contextualizar a transição geracional que ele vivenciou na propriedade familiar. Ao assumir a gestão da fazenda ao lado dos irmãos, João Paulo se deparou com um cenário completamente diferente. A agricultura tradicional, marcada pelo trabalho manual e pela intuição, estava dando lugar a uma agricultura moderna, impulsionada pela tecnologia e pela gestão profissional.

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Pela experiência na área operacional da fazenda antes de assumirem a administração, os irmãos tiveram a oportunidade de acompanhar de perto essa mudança. “Essa vivência nos proporcionou um conhecimento profundo das necessidades da nossa produção e da importância de aderir novas práticas e tecnologias para os negócios da família”, conta. A competência dos irmãos, somada à visão inovadora, foi fundamental para que identificassem na Orbia a oportunidade de otimizar a produção e aumentar a lucratividade.

Para João Paulo, as plataformas online são hoje grandes facilitadoras e otimizam tarefas e atividades, como a cotação, a compra e o pagamento dos insumos. “A Orbia, especialmente, sabe conectar o produtor com o vendedor de forma eficiente”. A simplicidade e a humanização da plataforma da Orbia também são pontos fortes para o produtor. “O contato direto com uma pessoa real via WhatsApp torna a experiência mais dinâmica e interativa”, relata.

A história de João Paulo é um exemplo de como a tecnologia pode se aliar à sucessão familiar para garantir a prosperidade da agricultura brasileira. Ela também faz parte da nova Websérie ‘Vozes do Campo’, que será lançada nesta quinta-feira, dia 28 de março, no canal do YouTube da Orbia. A Websérie tem como objetivo dar voz aos produtores rurais que dedicam suas vidas à produção de alimentos.

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O segundo episódio vai ao ar no dia 14 de abril, com a história do cafeicultor mineiro, Breno Correa Peres Neto, que também conta com a tecnologia como aliada da sua produção.

Fonte: NR7 Full Cycle Agency

Fonte: Portal do Agronegócio

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Exportações do Rio Grande do Sul somam US$ 4,4 bilhões no 1º trimestre de 2026, com destaque para carnes

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As exportações do Rio Grande do Sul totalizaram US$ 4,4 bilhões no primeiro trimestre de 2026. Em termos nominais, o resultado representa o quarto maior valor da série histórica iniciada em 1997, evidenciando a relevância do estado no comércio exterior brasileiro.

Carnes impulsionam desempenho da pauta exportadora

Entre os principais produtos exportados, o destaque ficou para o segmento de proteínas animais e animais vivos.

As exportações de carne suína registraram crescimento expressivo de 49,6%, com incremento de US$ 75,8 milhões. Também apresentaram avanço:

  • Vendas de bovinos e bubalinos vivos: alta de US$ 57,2 milhões;
  • Carne bovina: aumento de US$ 33,7 milhões.

O desempenho positivo desses produtos contribuiu para amenizar as perdas em outros segmentos relevantes da pauta exportadora.

Exportações caem em relação a 2025

Na comparação com o mesmo período de 2025, o valor total exportado pelo estado apresentou retração de 7,5%, o equivalente a uma queda de US$ 357,4 milhões.

O recuo foi influenciado principalmente pela redução nas vendas de produtos estratégicos:

  • Soja em grão: queda de 77,0% (-US$ 188,3 milhões);
  • Fumo não manufaturado: retração de US$ 172,9 milhões;
  • Celulose: recuo de US$ 68,1 milhões;
  • Polímeros de etileno: diminuição de US$ 45,5 milhões.
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Estado mantém posição no ranking nacional

Apesar da retração no valor exportado, o Rio Grande do Sul manteve a sétima colocação entre os principais estados exportadores do país.

O estado ficou atrás de São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Mato Grosso, Pará e Paraná. No entanto, houve redução na participação relativa, que passou de 6,2% para 5,3% no período analisado.

Diversificação de destinos marca exportações gaúchas

No primeiro trimestre de 2026, o Rio Grande do Sul exportou para 169 destinos, reforçando a diversificação de mercados.

Os principais compradores foram:

  • União Europeia: 12,2% das exportações;
  • China: 9,2%;
  • Estados Unidos: 7,3%.

Entre os parceiros comerciais, a China apresentou a maior queda em termos absolutos, com retração de US$ 301,6 milhões, impactada pela redução nas compras de soja e fumo.

Os Estados Unidos também registraram recuo relevante (-US$ 148,7 milhões), influenciado principalmente pelos setores florestal e de armas e munições.

Egito e Filipinas ganham destaque nas compras

Em contrapartida, alguns mercados ampliaram significativamente suas importações de produtos gaúchos.

Destacam-se:

  • Egito: aumento de US$ 105,1 milhões;
  • Filipinas: alta de US$ 104,5 milhões.
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O crescimento foi impulsionado principalmente pelas vendas de cereais e carnes.

Cenário internacional pressiona comércio exterior

O desempenho das exportações do estado ocorre em meio a um ambiente global de incertezas.

As vendas para o Irã, que representaram 1,8% do total exportado, recuaram 5,5% no período, refletindo impactos de sanções econômicas e restrições financeiras que historicamente afetam as relações comerciais com o país.

No caso dos Estados Unidos, a queda de 31,9% nas exportações foi superior à média geral do estado. O resultado está ligado, entre outros fatores, ao desempenho do setor de armas e munições, sensível a mudanças regulatórias e tarifárias.

Perspectivas indicam cenário desafiador

Apesar do bom desempenho de segmentos como o de carnes, a retração em produtos-chave como soja e celulose evidencia os desafios enfrentados pelo estado no comércio internacional.

O cenário para os próximos meses seguirá condicionado à demanda global, às condições de mercado e ao ambiente geopolítico, fatores que devem continuar influenciando o desempenho das exportações gaúchas ao longo de 2026.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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