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Produção recorde de Feijão-preto no Paraná abre oportunidade para exportações e novos negócios

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O início da colheita de uma safra recorde de feijão-preto no Paraná traz desafios, mas também oportunidades para os produtores. Em vez de encarar o excesso de oferta como um problema, a perspectiva é aproveitar essa chance para explorar novos mercados e expandir a presença do produto brasileiro no cenário internacional. A abundância de feijão-preto pode ser vista como uma bênção para países onde o acesso a alimentos a preços acessíveis pode ser limitado.

Diante dessa perspectiva, representantes do setor reuniram-se na sede da Organização das Cooperativas do Estado do Paraná (OCEPAR), em Curitiba, para discutir estratégias de gestão do excedente. Participaram do encontro membros da Companhia Nacional de Abastecimento (CONAB), da Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento (SEAB), e do Instituto de Desenvolvimento Rural do Paraná (IDR).

Uma das propostas é utilizar o feijão-preto na produção de cestas básicas para programas sociais e em compras governamentais para merenda escolar. Essa medida ajudaria a reduzir o excedente de feijão-preto no mercado interno, ao mesmo tempo em que proporcionaria um destino produtivo para a safra recorde.

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Além disso, a perspectiva de um recorde de exportações de feijão-preto cria a expectativa de que o Brasil possa estabelecer uma presença mais constante no mercado internacional. O setor também busca evitar que os produtores enfrentem estresse devido ao excesso de oferta, incentivando-os a manter o plantio nos próximos anos.

Ao trabalhar para abrir novos mercados e propor políticas de apoio ao uso do feijão-preto em programas sociais, o setor agrícola brasileiro demonstra resiliência e capacidade de inovação para lidar com as flutuações na produção e garantir a sustentabilidade dos produtores rurais.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Produtividade do agro dispara quase 10% e consolida revolução digital no campo brasileiro

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O agronegócio brasileiro vive uma transformação estrutural que já se reflete diretamente nos indicadores de produtividade. Dados recentes do FGV IBRE mostram que a produtividade do trabalho no setor agropecuário avançou 9,9% por hora trabalhada no quarto trimestre de 2025, evidenciando um ritmo de crescimento significativamente superior ao de outros segmentos da economia.

Na mesma base de comparação, a indústria registrou alta de 1,8%, o que coloca o agro em um patamar de expansão aproximadamente cinco vezes maior no período. No acumulado do ano, o setor já soma crescimento superior a 13% nesse indicador, reforçando sua posição como um dos principais vetores de eficiência da economia brasileira.

Digitalização redefine modelo produtivo no campo

O avanço da produtividade no agro está diretamente ligado à mudança no modelo de produção. Historicamente baseado na experiência prática e em decisões reativas, o setor passou a operar com base em dados estruturados, integrando tecnologias como sensores, conectividade, inteligência artificial e sistemas de gestão.

Esse novo padrão ganha visibilidade em eventos como a Agrishow, em Ribeirão Preto (SP), onde soluções voltadas à digitalização da produção têm sido apresentadas como o novo pilar da operação agrícola.

Dados, genética e gestão explicam salto de eficiência

De acordo com especialistas, o desempenho do setor é resultado de uma combinação de fatores estratégicos. Entre os principais estão:

  • Uso intensivo de dados: decisões orientadas por informação substituem práticas baseadas em percepção
  • Avanços genéticos: ganhos expressivos em produtividade de culturas e rebanhos
  • Gestão profissional: produtores passam a atuar com planejamento, controle e visão empresarial
  • Pressão global: competitividade internacional exige eficiência contínua
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Instituições como a Embrapa e a Epamig têm papel central nesse avanço, contribuindo para o desenvolvimento tecnológico e científico aplicado ao campo.

Tecnologia vai além da mecanização

A mecanização, antes principal símbolo de modernização, deixou de ser o diferencial competitivo. Hoje, o ganho de eficiência está na inteligência embarcada nas operações.

Máquinas agrícolas passaram a operar como sistemas conectados, capazes de receber dados via satélite, ajustar operações em tempo real e executar tarefas com precisão. O foco mudou da força mecânica para a capacidade de interpretar dados e otimizar resultados.

Inovação no campo ganha escala com novas tecnologias

Na prática, a transformação digital no agro já é visível em diversas frentes:

  • Tratores autônomos com navegação por georreferenciamento
  • Drones para monitoramento em tempo real das lavouras
  • Sensores de solo para análise de umidade e nutrientes
  • Softwares de gestão integrando dados operacionais, financeiros e logísticos

Essas tecnologias permitem decisões mais rápidas, precisas e com menor margem de erro ao longo de todo o ciclo produtivo.

Investimentos em tecnologia aceleram transformação

O avanço da produtividade também acompanha o aumento dos investimentos no setor. Segundo dados da CNA em parceria com o Cepea/USP, os aportes em tecnologia no agronegócio devem atingir R$ 25,6 bilhões em 2025, crescimento de 21% em relação ao ano anterior.

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Quase metade desse volume é destinada a soluções digitais, como coleta e análise de dados, integração de sistemas e aplicações de inteligência artificial.

Desafio ainda é ampliar acesso e conectividade

Apesar dos avanços, a adoção de tecnologia ainda ocorre de forma desigual. Grandes produtores lideram esse movimento, enquanto médios e pequenos enfrentam desafios relacionados a custo e, principalmente, infraestrutura.

A conectividade no campo segue como um dos principais gargalos. Sem acesso à internet de qualidade, a digitalização plena da produção ainda encontra limites em diversas regiões do país.

Por outro lado, o crescimento das agtechs, o apoio de cooperativas e a popularização de soluções via dispositivos móveis indicam uma tendência de democratização do acesso à tecnologia, ampliando o alcance da revolução digital no campo brasileiro.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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