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Produção Global de Coffea Canephora Cresce 2,1% e Alcança 75,8 Milhões de Sacas no Ano-Cafeeiro 2023-2024

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A produção mundial de café para o ano-cafeeiro 2023–2024 está projetada para alcançar 178 milhões de sacas de 60 kg, com 102,2 milhões de sacas da espécie Coffea arabica (arábica) e 75,8 milhões de sacas da Coffea canephora (robusta e conilon). Estes volumes representam, respectivamente, 57,4% e 42,6% da produção global.

Os dados indicam um aumento geral de 5,8% na produção mundial de café em comparação ao ano anterior. Destaca-se um crescimento de 8,8% na produção de C. arabica e um incremento de 2,1% na produção de C. canephora, que no ano anterior totalizou 168,2 milhões de sacas, sendo 94 milhões de arabica e 74,2 milhões de canephora.

Ao analisar a produção por regiões produtoras, observam-se as seguintes tendências:

  • África: A produção deve aumentar 12,1%, alcançando 20,1 milhões de sacas, em comparação com 17,9 milhões no ano anterior.
  • Caribe, América Central e México: Espera-se um leve decréscimo de 2,5%, com uma produção estimada de 18,7 milhões de sacas, frente a 19,2 milhões no período anterior.
  • América do Sul: A região deve produzir 89,3 milhões de sacas, o que representa um crescimento de 9,8% em relação aos 81,3 milhões de sacas da safra anterior.
  • Ásia e Oceania: A produção deverá permanecer estável, com 49,9 milhões de sacas previstas, contra 49,8 milhões no ano passado.
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Essas estimativas foram extraídas do Relatório sobre o Mercado de Café – Junho 2024, publicado pela Organização Internacional do Café (OIC) e disponível no Observatório do Café do Consórcio Pesquisa Café, coordenado pela Embrapa Café. O relatório da OIC considera as quatro principais regiões produtoras de café e define o ano-cafeeiro como o período de outubro a setembro.

A OIC também projeta um pequeno superávit global de cerca de 1 milhão de sacas para este ano-cafeeiro, com uma produção estimada de 178 milhões de sacas e um consumo previsto de 177 milhões de sacas.

Relatório Mercado de Café Junho de 2024

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Brasil soma 700 novos mercados e R$ 20 bilhões em negócios mesmo sob pressão de tarifas

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As novas autorizações para vender produtos do agro brasileiro no exterior já geraram mais de R$ 20 bilhões em negócios desde janeiro de 2023, segundo o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa). O balanço, anunciado nesta terça-feira (13.10), acompanha a marca de 700 aberturas de mercado. Para produtores e empresas, o avanço amplia as opções de compradores num momento em que tarifas e outras restrições encarecem as vendas internacionais.

O número exige uma distinção: são 700 autorizações para produtos em diferentes destinos, e não 700 países. Um mesmo país pode liberar a compra de carnes, frutas e sementes, por exemplo, e aparecer várias vezes na conta. Cada aprovação permite disputar um mercado, mas ainda é preciso encontrar comprador e acertar preço, frete e condições de entrega.

Os R$ 20 bilhões mostram que parte dessas oportunidades já virou negócio. O valor, porém, não permite calcular quanto as aberturas acrescentaram às exportações totais do Brasil. Uma venda a um novo destino pode representar produção adicional ou substituir um embarque antes enviado a outro comprador. O balanço também reúne negócios de quase quatro anos; não é o resultado apenas de 2026.

Entre as liberações recentes está a venda de pescado brasileiro aos Emirados Árabes Unidos, tanto de captura quanto de criação. Também foram autorizados o mamão fresco para o Kuwait e o milho em grãos para a Síria. São oportunidades para cadeias diferentes, cujo retorno dependerá do tamanho das encomendas e do custo de atender cada comprador.

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A busca por alternativas ganha peso porque um aumento de tarifa pode interromper pedidos mesmo quando há produto disponível. Entre os efeitos estão o adiamento de compras, a renegociação de contratos e a redução do ganho das empresas. Para quem produz, o risco é ter mercadoria pronta e encontrar condições de venda piores do que as previstas.

Ter mais compradores ajuda a reduzir esse risco e dá alternativas quando um destino restringe as compras. A concentração ainda é relevante: em 2025, a China respondeu por 32,7% das exportações do agronegócio brasileiro, quase um terço do total, segundo o Mapa.

Produtos do agro com muitos compradores internacionais tendem a encontrar alternativas com mais facilidade do que mercadorias feitas para clientes específicos. Ainda assim, trocar de destino não assegura a manutenção do preço. Um novo comprador pode pagar menos, exigir outro padrão de produto ou estar mais longe, aumentando a conta do transporte.

Embora a tarifa seja cobrada no país importador, o exportador brasileiro também pode pagar parte dessa conta. Se houver fornecedores concorrentes, o comprador pode exigir um desconto para manter o pedido. O negócio continua, mas sobra menos dinheiro para a cadeia que produziu e entregou a mercadoria.

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Por isso, o efeito sobre o campo precisa ser medido também pelo preço recebido e pelos custos, além do volume exportado. Vender mais toneladas não garante maior renda: frete caro, descontos e despesas de produção podem consumir o ganho. Os R$ 20 bilhões anunciados são negócios realizados, não lucro dos produtores.

Há despesas antes mesmo do primeiro embarque. Certificações, comprovação da origem, adaptação de embalagens e transporte precisam entrar na conta. No pescado e nas frutas, por exemplo, a conservação durante a viagem pesa na viabilidade da venda. A autorização sanitária elimina uma barreira, mas não resolve toda a operação.

Produtores, cooperativas e agroindústrias também precisam manter registros que comprovem de onde vem o produto e como foi produzido. Essas informações podem ser condição para entrar e continuar no mercado. Organizar a documentação antes de negociar ajuda a evitar que uma oportunidade seja perdida por falta de comprovação.

Para 2027, a ampliação dos destinos oferece alternativas diante de novas restrições comerciais. O resultado para o produtor dependerá de transformar essas permissões em pedidos regulares, com preços que cubram os custos. A próxima medida do avanço será quanto cada mercado compra — e quanto dessa venda chega à renda de quem produz.

Fonte: Pensar Agro

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