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Produção em Queda Não Impede Desvalorização do Açúcar no Mercado Internacional

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Os contratos futuros de açúcar encerraram a quinta-feira (12) com queda nos mercados internacionais, apesar da redução significativa na produção brasileira registrada na segunda quinzena de novembro. De acordo com dados divulgados pela União da Indústria de Cana-de-açúcar e Bioenergia (Unica), a produção recuou 23% no período.

A moagem das usinas do Centro-Sul do Brasil também apresentou queda de 15% em relação à safra anterior, somando 20,35 milhões de toneladas processadas. A produção de açúcar totalizou 1,08 milhão de toneladas. Ainda assim, os resultados superaram as expectativas do mercado, que previa, segundo a S&P Global Commodity Insights, uma moagem de 15,48 milhões de toneladas e produção de 793,5 mil toneladas de açúcar.

“As chuvas impactaram muito o ritmo de colheita no início de novembro e várias unidades produtoras postergaram o término das operações para o final do mês”, explicou Luciano Rodrigues, diretor de Inteligência Setorial da Unica. Ele destacou que, na segunda metade de novembro, a moagem avançou 45% em São Paulo e 3% nos demais estados do Centro-Sul em comparação à primeira quinzena.

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Desempenho nos Mercados Internacionais
Nova York

Na ICE Futures de Nova York, o açúcar bruto para entrega em março/25 foi negociado a 20,89 centavos de dólar por libra-peso, uma queda de 39 pontos em relação ao preço da véspera. Já o contrato para maio/25 recuou 28 pontos, para 19,50 centavos por libra-peso. Os demais contratos registraram baixas entre 12 e 22 pontos.

Londres

Na ICE Futures Europe, em Londres, o açúcar branco também encerrou em baixa em todos os contratos. O vencimento março/25 foi cotado a US$ 533,00 por tonelada, uma desvalorização de 7,80 dólares. Os demais contratos recuaram entre 2 e 5,10 dólares.

Mercado Interno: Açúcar Cristal e Etanol

Enquanto no mercado externo predominou o recuo, o mercado interno apresentou recuperação no preço do açúcar cristal. O Indicador Cepea/Esalq, da USP, registrou valorização de 0,96% na quinta-feira, com a saca de 50 quilos negociada a R$ 161,33, contra R$ 159,79 do dia anterior.

O etanol hidratado também teve alta. O Indicador Diário Paulínia apontou um aumento de 0,13%, com o biocombustível negociado pelas usinas a R$ 2.735,00 por metro cúbico, ante R$ 2.731,50 do dia anterior.

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Mesmo diante de desafios climáticos e reduções na produção, os mercados seguem ajustando preços conforme as expectativas e a dinâmica de oferta e demanda global.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Atacado e exportação estabelecem ritmo recorde em agosto

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Os preços da carne de frango voltaram a subir no mercado interno, enquanto as exportações brasileiras iniciaram agosto no maior ritmo diário já registrado. A combinação de estoques ajustados, recuperação do consumo doméstico e forte procura internacional dá sustentação às cotações neste começo de mês.

Na quinta-feira (13.08), o frango congelado foi negociado no atacado da Grande São Paulo a R$ 7,20 o quilo, segundo o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea). O valor acumula alta de 0,84% desde o início de agosto.

A reação ocorre depois de um período de pressão sobre os preços no fim de julho e nos primeiros dias deste mês. O recebimento de salários aumentou o poder de compra das famílias, enquanto a volta às aulas impulsionou a procura por uma proteína amplamente utilizada no consumo doméstico, em restaurantes e na alimentação escolar.

Os estoques também estão relativamente ajustados à demanda. Esse equilíbrio reduz a necessidade de concessão de descontos por atacadistas e frigoríficos e ajuda a conter a pressão provocada pela maior oferta nacional de carne de frango.

A melhora no atacado, entretanto, não significa necessariamente uma recuperação imediata e na mesma proporção para todos os elos da cadeia. O efeito sobre a remuneração dos avicultores depende dos contratos de integração, dos custos de produção e do comportamento dos preços do milho e do farelo de soja, principais componentes da alimentação das aves.

No mercado externo, os números indicam uma procura ainda mais forte. Dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), analisados pelo Cepea, mostram que o Brasil embarcou, em média, 30 mil toneladas de carne de frango in natura por dia nos cinco primeiros dias úteis de agosto.

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É a maior média diária para o período desde o início da série histórica, em 1997. Considerada a parcial, aproximadamente 150 mil toneladas foram exportadas nos cinco primeiros dias úteis do mês.

O resultado deve ser interpretado com cautela, porque ainda não permite projetar o volume total de agosto. O ritmo dos embarques pode variar ao longo do mês devido à programação dos portos, à disponibilidade de navios, aos contratos dos frigoríficos e ao calendário dos países compradores.

A arrancada de agosto, porém, dá sequência a um julho de forte desempenho. No mês passado, o Brasil exportou 519,2 mil toneladas de carne de frango, considerando produtos in natura e processados, crescimento de 29,9% em relação a julho de 2025. A receita ficou próxima de R$ 5,2 bilhões, alta de 34,3% na comparação anual, medida originalmente em dólares.

O avanço elevado também reflete a base mais fraca de 2025, quando restrições sanitárias temporárias adotadas após a confirmação de influenza aviária em uma granja comercial afetaram as vendas brasileiras. O foco foi eliminado e o Brasil recuperou gradualmente o acesso aos mercados que haviam suspendido as compras.

No primeiro semestre de 2026, os embarques chegaram a 2,936 milhões de toneladas, alta de 12,9% sobre igual período do ano anterior e recorde para os seis primeiros meses do ano.

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O desempenho reforça a posição do Brasil como maior exportador mundial de carne de frango. A Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) estima que o país poderá produzir entre 16 milhões e 16,15 milhões de toneladas em 2026, crescimento de até 5,6% sobre as 15,289 milhões de toneladas de 2025.

As exportações podem alcançar 5,875 milhões de toneladas neste ano, avanço de até 10,3%. Mesmo com o crescimento dos embarques, a disponibilidade para o mercado interno está estimada em aproximadamente 10,275 milhões de toneladas, 3,1% acima do volume registrado no ano passado.

A presença simultânea de demanda doméstica mais aquecida e exportações em ritmo elevado tende a reduzir a pressão de oferta sobre o atacado. A continuidade da recuperação, contudo, dependerá do consumo após o período de pagamento de salários e da manutenção das encomendas internacionais.

Para produtores e agroindústrias, o cenário é favorável, mas exige atenção aos custos. A valorização da carne melhora a capacidade de absorver despesas, enquanto uma eventual alta do milho ou do farelo de soja pode limitar as margens. Nas próximas semanas, o mercado acompanhará se o recorde diário dos embarques será mantido e se a reação observada no atacado chegará aos demais elos da cadeia.

Fonte: Pensar Agro

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