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Produção de Soja no Paraná: Expectativa de Safra Recorde

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A colheita da soja 2024/25 no Paraná está prestes a começar em fevereiro, e as expectativas são otimistas. Com uma produção prevista superior a 22 milhões de toneladas, o estado deve alcançar um aumento de 20% em relação à safra anterior, que foi de 18,56 milhões de toneladas. A estimativa foi divulgada pelo Departamento de Economia Rural (Deral) da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Paraná (Seab).

Condições climáticas favoráveis e área plantada estável

A área plantada com soja no Paraná foi de 5,776 milhões de hectares, um número praticamente estável em relação aos 5,784 milhões de hectares do ciclo anterior. O processo de plantio transcorreu sem grandes problemas, exceto por questões pontuais e localizadas que não devem afetar significativamente os resultados. As condições climáticas, em geral, foram favoráveis ao desenvolvimento das lavouras. Embora algumas regiões tenham enfrentado déficit hídrico no início do plantio, as chuvas subsequentes proporcionaram um alívio e favoreceram o crescimento saudável das plantas. O cenário é considerado promissor, e os produtores estão confiantes de que as expectativas de produtividade serão atendidas.

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Tecnologia como aliada na garantia da qualidade dos grãos

À medida que a colheita se aproxima, os produtores estão cada vez mais focados em garantir a qualidade dos grãos. O uso de tecnologias acessíveis, como medidores de umidade, tem se tornado uma prática comum no campo. Esses equipamentos ajudam a monitorar as condições dos grãos antes da colheita, mitigando os riscos climáticos e proporcionando previsibilidade e segurança no momento da colheita. “Com isso, é possível mitigar riscos climáticos, garantindo previsibilidade e segurança na hora da colheita”, afirma Roney Smolareck, engenheiro agrônomo da Loc Solution, empresa responsável pela marca Motomco, especializada em medidores de umidade.

Recentemente, a Loc Solution concluiu a atualização de seus medidores de umidade no Laboratório de Cascavel (LACAS), que faz parte da Rede Brasileira de Metrologia Legal e Qualidade do INMETRO. “Com o apoio do supervisor do laboratório, Celso Antônio Claser, fortalecemos a precisão e confiabilidade dos processos na região”, complementa Smolareck. O LACAS, inaugurado em 2002, é fundamental para fornecer suporte técnico aos produtores, garantindo a precisão dos equipamentos utilizados em propriedades, armazéns e cooperativas agrícolas.

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Inovações no armazenamento de grãos

No setor de armazenamento, a Motomco também lançou um medidor de fluxo para controle e rastreabilidade no manejo de grãos. Este novo equipamento pode ser instalado em pontos estratégicos da unidade armazenadora, como na moega, na entrada do silo e na expedição de cargas durante o carregamento dos caminhões. Com isso, é possível realizar um monitoramento mais eficaz em todas as etapas do armazenamento. “Com a previsão de uma safra abundante e o avanço das tecnologias no campo, estamos confiantes em uma safra muito positiva”, afirma Smolareck.

Produção nacional de soja também em alta

No cenário nacional, a produção de soja segue a tendência de crescimento, com uma estimativa de 166 milhões de toneladas para a safra 2024/25, de acordo com o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA). Esse desempenho consolidará ainda mais o Brasil como líder mundial na produção e exportação de soja.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Espírito Santo testa secagem de café com gás natural e aposta em inovação para elevar qualidade do conilon

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O Espírito Santo iniciou um projeto inédito que pode transformar a secagem do café conilon no Brasil. A partir da safra de maio, produtores capixabas começam a testar o uso de gás natural no processo de secagem dos grãos, em uma iniciativa voltada ao aumento da qualidade, eficiência operacional e sustentabilidade da produção cafeeira.

Os testes serão realizados na Fazenda Chapadão, em Linhares, no norte do Espírito Santo, durante a colheita do conilon. O projeto faz parte do programa de Pesquisa e Desenvolvimento (P&D) da ES Gás e conta com aprovação da Agência de Regulação de Serviços Públicos do Espírito Santo (ARSP).

A iniciativa reúne representantes da cadeia cafeeira, instituições de pesquisa e empresas de tecnologia em uma estratégia que busca modernizar uma das etapas mais críticas da produção de café.

Secagem do café entra em nova fase tecnológica

Tradicionalmente, a secagem do café utiliza lenha e outras biomassas como fonte de energia térmica. O novo projeto avalia o gás natural como alternativa capaz de proporcionar maior controle de temperatura, uniformidade no processo e redução das emissões ambientais.

A expectativa do setor é que a tecnologia contribua diretamente para ganhos de qualidade do café capixaba, especialmente no segmento de cafés especiais e de exportação.

Segundo Fabrício Tristão, presidente do Centro do Comércio de Café de Vitória (CCCV), o Espírito Santo já ocupa posição de destaque mundial na produção de café conilon e agora busca avançar também em qualidade e valor agregado.

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De acordo com ele, a etapa da secagem ainda representava um dos principais gargalos para ganhos mais expressivos na padronização e valorização do produto nos mercados internacionais.

Projeto busca ampliar competitividade do café capixaba

A iniciativa acompanha o movimento de modernização da cafeicultura brasileira, marcado pelo avanço tecnológico no campo, maior rastreabilidade e exigências crescentes dos compradores internacionais.

Para a ES Gás, o uso do gás natural na secagem pode abrir novas oportunidades para o agronegócio capixaba, além de estimular investimentos e ampliar o acesso do café brasileiro a mercados premium.

O diretor-presidente da companhia, Raphael Pereira, destacou que o gás natural já possui participação relevante em etapas industriais da cadeia do café, como torrefação e descafeinação, e agora passa a atuar também como ferramenta de inovação na produção rural.

Safra de conilon servirá como laboratório em ambiente real

Os testes ocorrerão em condições reais de safra, com monitoramento técnico e coleta de dados diretamente no campo. O objetivo é avaliar a viabilidade da tecnologia em diferentes aspectos:

  • Técnico-operacional
  • Econômico-financeiro
  • Socioambiental
  • Regulatório
  • Qualidade final do café

Os resultados servirão de base para analisar a possibilidade de expansão do modelo para outros polos produtores nos próximos ciclos agrícolas.

Projeto reúne universidades, setor produtivo e empresas de tecnologia

Além do CCCV e da ES Gás, o projeto conta com participação do Instituto Federal do Espírito Santo (Ifes), da Base 27 e de empresas responsáveis pelo fornecimento e adaptação dos equipamentos utilizados no sistema de secagem.

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O professor Aldemar Polonini Moreli, coordenador do Coffee Design no Ifes, destacou que a busca por cafés conilon especiais vem acelerando o desenvolvimento de novas técnicas de pós-colheita, especialmente na secagem.

Segundo ele, a inovação pode ampliar a sustentabilidade da cafeicultura e aumentar a disponibilidade de cafés de qualidade superior no mercado.

Sandbox regulatório permitirá testes inéditos no meio rural

Por envolver o uso de gás canalizado em ambiente rural, o projeto será conduzido dentro de um modelo de sandbox regulatório, com acompanhamento da ARSP.

A proposta permitirá avaliar novas aplicações do gás natural no agronegócio dentro de um ambiente controlado de inovação regulatória.

Para a diretora de Gás Canalizado da ARSP, Débora Niero, o projeto representa uma convergência entre inovação tecnológica, desenvolvimento regional e descarbonização da economia capixaba.

Investimento supera R$ 1 milhão em pesquisa e desenvolvimento

Com aporte aproximado de R$ 1,1 milhão em recursos de Pesquisa e Desenvolvimento, a iniciativa busca consolidar um modelo mais eficiente e sustentável para a cafeicultura do Espírito Santo.

A expectativa do setor é que os resultados fortaleçam ainda mais o protagonismo capixaba na produção nacional de café conilon, elevando a competitividade do produto brasileiro no mercado internacional e ampliando as oportunidades de exportação para os produtores rurais.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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