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Soja no Paraná registra alta histórica de produtividade e reforça importância da tecnologia no campo

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Produtividade impulsiona a safra 2024/25

O Paraná está prestes a finalizar a colheita da safra de soja 2024/25 com uma produção estimada em 21,2 milhões de toneladas, um crescimento de 14% em relação ao ano anterior. Apesar da área plantada permanecer praticamente estável, com 5,786 milhões de hectares, a produtividade média aumentou significativamente, passando de 3.200 kg por hectare para 3.673 kg por hectare. Esse avanço é resultado da combinação entre condições climáticas favoráveis e práticas de manejo mais eficientes.

Qualidade das lavouras destaca protagonismo do Paraná

Atualmente, 90% das lavouras do estado estão em boas condições, enquanto 10% apresentam situação mediana. Nenhuma área foi classificada como ruim, o que reforça o papel do Paraná como um dos principais produtores nacionais de soja.

Nutrição equilibrada é fundamental para o desempenho das plantas

Sabrina Coneglian, gerente Nacional de Desenvolvimento de Mercado da Mosaic, destaca que a nutrição adequada do solo é essencial para que as plantas resistam melhor a condições climáticas adversas. “Quando o solo está bem nutrido, a soja apresenta maior biomassa, melhor absorção de nutrientes e grãos de alta qualidade”, explica.

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Tecnologias inovadoras elevam a produtividade

Entre as soluções da Mosaic que contribuem para esses resultados está o fertilizante Aspire, que combina potássio com duas formas de boro em um único grânulo, liberado conforme a demanda da planta, gerando um incremento médio de 3,5 sacas por hectare. Outro produto é o MicroEssentials, um fertilizante fosfatado de alta performance que contém nitrogênio, fósforo e dois tipos de enxofre em cada grânulo, tendo alcançado um recorde brasileiro de produtividade de soja, com 149 sacas por hectare (8.940 kg/ha), registrado no Centro de Excelência em Soja do Brasil (CESB).

Fertilizantes multinutrientes mantêm a rentabilidade

Sabrina reforça que o fósforo é essencial para processos vitais das plantas, como a formação de ácidos nucleicos e o metabolismo energético. A aplicação correta desse nutriente aumenta a biomassa da soja e melhora a absorção dos demais nutrientes, resultando em plantas mais saudáveis e grãos de qualidade superior. Ela ainda destaca que o investimento em tecnologias de nutrição é uma estratégia eficaz para garantir margens comerciais positivas, mesmo diante da volatilidade dos preços.

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Sustentabilidade e inovação caminham juntas

Com um forte compromisso em pesquisa e desenvolvimento, a Mosaic segue oferecendo soluções que promovem a produtividade sem comprometer a sustentabilidade do solo. “Ver os sojicultores brasileiros adotando tecnologias que preservam a saúde do solo e aumentam a rentabilidade nos confirma que estamos trilhando o caminho correto”, conclui Sabrina.

Em suma, a combinação entre clima favorável, manejo eficiente e fertilizantes de alta tecnologia mantém o Paraná como referência nacional em produtividade de soja, apontando para uma agricultura cada vez mais rentável e sustentável.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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BNDES financia R$ 83,96 milhões para biotecnologia e impulsiona sementes sintéticas de cana-de-açúcar no Brasil

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O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) aprovou financiamentos que somam R$ 83,96 milhões para três projetos estratégicos do Centro de Tecnologia Canavieira (CTC), referência global em pesquisa e inovação na cana-de-açúcar.

As iniciativas incluem o desenvolvimento de sementes sintéticas de cana-de-açúcar, a implantação de uma planta industrial de demonstração e a criação de uma variedade resistente ao besouro Sphenophorus levis, conhecido como bicudo-da-cana.

Investimento total ultrapassa R$ 165 milhões

Os recursos serão viabilizados pela linha BNDES Mais Inovação e poderão ser aplicados em obras civis, aquisição de equipamentos, serviços técnicos especializados em pesquisa e desenvolvimento, além de custos operacionais.

No total, os três projetos somam R$ 165,54 milhões, com participação adicional da Finep (R$ 72,9 milhões) e do próprio CTC (R$ 8,68 milhões).

Sementes sintéticas podem transformar o plantio de cana

A principal inovação do pacote é o desenvolvimento das sementes sintéticas de cana-de-açúcar, tecnologia que promete mudar o modelo tradicional de plantio da cultura no Brasil.

Hoje, o sistema convencional utiliza grandes volumes de colmos e máquinas pesadas, o que gera alto custo operacional, consumo elevado de combustível e impactos como compactação do solo e erosão.

Com a nova tecnologia, o plantio passaria a se assemelhar ao de culturas como soja e milho, utilizando cerca de 400 kg de sementes sintéticas por hectare.

Entre os benefícios esperados estão:

  • Redução da compactação do solo
  • Menor consumo de combustíveis e insumos
  • Diminuição do uso de água no plantio
  • Eliminação de viveiros de colmos
  • Maior rapidez na renovação dos canaviais
  • Aumento da produtividade agrícola
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As sementes são produzidas in vitro e envolvidas por uma estrutura protetiva que permite armazenamento, transporte e plantio mecanizado, além de já serem livres de doenças.

Planta-piloto será instalada em Piracicaba (SP)

Parte do investimento será destinada à implantação da primeira planta industrial de demonstração de sementes sintéticas, na Fazenda Santo Antônio, sede do CTC em Piracicaba (SP).

A unidade ocupará 10 mil metros quadrados e terá capacidade inicial para produzir sementes suficientes para até 500 hectares de cana por ano. A operação deve gerar 72 novos empregos diretos.

Segundo o CEO do CTC, César Barros, a tecnologia representa uma mudança estrutural no setor.

“Estamos dando um passo fundamental para colher os resultados dessa tecnologia. O uso da semente sintética será uma disrupção no plantio da cana, com ganhos de produtividade, margens agroindustriais e redução de emissões”, afirmou.

Pesquisa busca ampliar eficiência e escala da tecnologia

Outro eixo do investimento prevê avanços na qualidade das sementes sintéticas, com foco em maior taxa de germinação, maior seletividade do material biológico e ampliação da vida útil, permitindo armazenamento prolongado e logística mais eficiente.

A meta é expandir o alcance da tecnologia para produtores em regiões mais distantes dos centros de produção.

Nova variedade combate principal praga da cana no Brasil

O terceiro projeto apoiado pelo BNDES envolve o desenvolvimento de variedades de cana-de-açúcar resistentes a insetos, com destaque para o Sphenophorus levis, o bicudo-da-cana.

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A praga é uma das mais agressivas à cultura no país, com registros significativos em estados como São Paulo, Minas Gerais, Goiás, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul, podendo levar à morte da planta e perdas expressivas de produtividade.

CTC reforça papel estratégico na inovação do agro

Fundado em 1969, o CTC é hoje uma das principais instituições de pesquisa em biotecnologia agrícola do mundo. A entidade tem participação relevante no desenvolvimento de variedades de cana que respondem por cerca de 31% da produção nacional.

Com histórico ligado ao Programa Nacional do Álcool (Proálcool), o centro evoluiu para uma sociedade anônima com forte atuação em melhoramento genético, biotecnologia e soluções sustentáveis para o setor sucroenergético.

A instituição também foi responsável pela primeira cana geneticamente modificada do mundo, aprovada em 2017 pela Comissão Técnica Nacional de Biossegurança (CTNBio), resistente à broca-da-cana (Diatraea saccharalis).

Inovação e sustentabilidade no centro da estratégia

Com os novos investimentos, o CTC reforça sua atuação em tecnologias voltadas à eficiência produtiva, redução de custos e menor impacto ambiental, alinhadas às demandas globais por sustentabilidade e transição energética no agronegócio.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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