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Produção de Cafés do Brasil para 2025: Estimativas de 51,81 milhões de sacas e área de 1,85 milhão de hectares

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A produção de cafés do Brasil para o ano de 2025 está estimada em 51,81 milhões de sacas de 60 kg, com a cultura sendo cultivada em uma área de 1,85 milhão de hectares. Essa estimativa aponta para uma produtividade média de 28,0 sacas por hectare a nível nacional. Comparado com a safra de 2024, observa-se uma redução de 4,4% na produção total, que foi de 54,21 milhões de sacas, e uma ligeira queda na produtividade, inferior a 3%, já que no ano passado o país cultivou 1,88 milhão de hectares com produtividade média de 28,8 sacas/ha.

Quando analisadas as cinco regiões cafeeiras do Brasil, é possível perceber variações importantes. A Região Sudeste continua sendo a maior produtora de café do país, com uma estimativa de produção de 44,93 milhões de sacas, o que representa 86,7% da produção nacional. A área destinada à produção de café nesta região será de 1,66 milhão de hectares, o que corresponde a 89,8% da área nacional. No entanto, essa produção apresenta uma redução de 1,7% na área, que foi de 1,69 milhão de hectares em 2024, além de uma queda de 4,3% na produtividade, que foi de 28,2 sacas/ha no ano anterior.

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A Região Nordeste, com produção estimada em 3,41 milhões de sacas, será responsável por 6,6% da produção nacional. A área cultivada na região será de 101,24 mil hectares, representando 5,5% da área total do país. A produtividade média nesta região será de 33,7 sacas/ha, com um aumento de 11,4% em relação ao ano anterior, quando a produtividade foi de 30,3 sacas/ha, apesar de um pequeno decréscimo na área cultivada, inferior a 1%.

A Região Norte, em terceiro lugar, terá uma produção estimada de 2,24 milhões de sacas, representando 4,4% da produção nacional. A área cultivada será de 41,44 mil hectares, com um aumento de 2,8% em relação aos 40,33 mil hectares do ano passado. A produtividade média será de 54,3 sacas/ha, representando um crescimento de 3,6% em comparação à produtividade de 52,4 sacas/ha de 2024.

A Região Sul, com produção estimada em 675,3 mil sacas, ocupará 1,4% da produção nacional. A área de cultivo será de 25,28 mil hectares, mantendo-se estável em relação à safra anterior, e a produtividade média permanecerá em 26,7 sacas/ha.

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Por fim, a Região Centro-Oeste, com produção estimada em 463,1 mil sacas, representará menos de 1% da produção nacional. A área cultivada será de 17,39 mil hectares, o que significa uma redução de 11,6% em comparação com a produção de 524 mil sacas no ano anterior. A produtividade média na região deverá ser de 26,6 sacas/ha, uma queda de 10,7% em relação aos 29,8 sacas/ha da safra de 2024.

Esses dados fazem parte do Sumário Executivo do Café – Março 2025, elaborado mensalmente pela Secretaria de Política Agrícola (SPA) do Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA), e também estão disponíveis no Observatório do Café do Consórcio Pesquisa Café, coordenado pela Embrapa Café.

Sumário Executivo do Café – Março 2025

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Preços do trigo sobem no Brasil com oferta restrita e ajuste no mercado em abril

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O mercado brasileiro de trigo encerrou abril com valorização nas principais regiões produtoras, sustentado pela oferta restrita, firmeza dos vendedores e necessidade de recomposição de estoques por parte dos moinhos. O movimento reflete um ajuste no mercado interno, especialmente diante da menor disponibilidade no Sul e da crescente exigência por qualidade do grão.

Mercado interno: escassez e qualidade sustentam preços

A baixa oferta disponível nas regiões produtoras foi determinante para a sustentação das cotações ao longo do mês. A comercialização mais seletiva, com foco em lotes de melhor qualidade, também contribuiu para o cenário de valorização.

No Paraná, a média FOB interior avançou 3% em abril, alcançando R$ 1.407 por tonelada. Já no Rio Grande do Sul, o movimento foi mais expressivo, com alta de 8%, elevando a referência para R$ 1.295 por tonelada.

O comportamento reforça um mercado mais ajustado, com menor volume disponível e maior rigor na negociação, principalmente em relação ao padrão do produto.

Acumulado de 2026 mostra recuperação relevante

No primeiro quadrimestre de 2026, a alta acumulada dos preços é significativa, indicando uma mudança importante na dinâmica do mercado desde o início do ano:

  • Paraná: +20%
  • Rio Grande do Sul: +25%
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Apesar da recuperação no curto prazo, na comparação anual as cotações ainda permanecem abaixo dos níveis registrados no mesmo período do ano anterior, com recuos de 9% no Paraná e 10% no Rio Grande do Sul.

Esse cenário evidencia que o mercado doméstico reage aos fundamentos internos, mas ainda enfrenta limitações impostas pelo ambiente externo.

Mercado externo: referência argentina e incertezas de qualidade

A Argentina segue como principal referência para a formação de preços do trigo no Brasil. Em abril, as indicações nominais para o produto com teor de proteína acima de 11,5% permaneceram estáveis, ao redor de US$ 240 por tonelada.

No entanto, o cenário internacional aponta para possíveis ajustes. O trigo hard norte-americano registrou valorização de 7,8% no mês e acumula alta de 27% em 2026, sinalizando pressão altista global.

Além disso, persistem incertezas quanto ao padrão de qualidade do trigo argentino disponível para exportação, o que pode influenciar diretamente a competitividade e os preços no mercado regional.

Câmbio limita repasse da alta internacional

Apesar do viés altista nos fundamentos domésticos e da pressão externa, o câmbio tem atuado como principal fator de contenção para os preços no Brasil.

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A valorização do real frente ao dólar reduz a paridade de importação, limitando o repasse das altas internacionais para o mercado interno. Com isso, mesmo diante de um cenário global mais firme, os avanços nas cotações domésticas ocorrem de forma mais moderada.

Tendência: mercado segue sensível à oferta e ao câmbio

A perspectiva para o curto prazo é de manutenção de um mercado ajustado, com preços sustentados pela oferta restrita e pela demanda pontual dos moinhos.

No entanto, a evolução do câmbio e o comportamento das cotações internacionais seguirão sendo determinantes para a intensidade dos movimentos no Brasil, especialmente em um cenário de integração crescente com o mercado global.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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