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Produção de açúcar no Brasil tem queda histórica e impacta mercados internacionais

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Os contratos futuros de açúcar encerraram o pregão desta quarta-feira (27) com desempenhos mistos na Bolsa de Nova York, refletindo os números alarmantes da queda na produção brasileira. Enquanto isso, em Londres, todos os lotes de açúcar branco registraram alta.

De acordo com dados divulgados pela União da Indústria de Cana-de-açúcar e Bioenergia (Unica), a produção de açúcar no centro-sul do Brasil, principal região produtora do país, caiu 60% na primeira quinzena de novembro em comparação ao mesmo período de 2023. Essa retração marcou, pela primeira vez, um acumulado da safra inferior ao da temporada anterior.

“Na primeira quinzena de novembro de 2023, as usinas dessa região produziram 2,2 milhões de toneladas de açúcar. Com a queda acentuada, a safra 2024/25 acumulou uma redução de 3%, totalizando 38,27 milhões de toneladas. No ciclo anterior, o país atingiu um volume recorde”, informou a Reuters.

A baixa foi atribuída a uma menor oferta de cana, impactada pela seca, e a um redirecionamento da matéria-prima para o etanol, que voltou a ganhar espaço no mercado. O volume de cana processada no centro-sul atingiu 16,46 milhões de toneladas na primeira quinzena, uma redução de 52,8% em relação ao ano anterior. No acumulado da safra, a queda foi de 2,2%, totalizando 582,6 milhões de toneladas, segundo a Agência Internacional de Notícias.

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Desempenho no mercado internacional

Na ICE Futures de Nova York, o contrato de açúcar bruto para março de 2025 registrou alta de 12 pontos, sendo negociado a 21,69 centavos de dólar por libra-peso. Já os contratos de julho e outubro de 2026 fecharam em baixa de 9 e 14 pontos, respectivamente.

Em Londres, o açúcar branco teve valorização em todos os lotes. O contrato para março de 2025 foi negociado a US$ 560,20 por tonelada, alta de US$ 5 em relação ao dia anterior. O vencimento de maio de 2025 subiu US$ 5,60, alcançando US$ 558,00 por tonelada. Outras variações positivas oscilaram entre US$ 1,20 e US$ 4,30.

Mercado doméstico

No mercado interno, o Indicador Cepea/Esalq, da USP, registrou desvalorização de 0,62% no preço do açúcar cristal. A saca de 50 kg foi negociada a R$ 165,53, ante os R$ 166,57 da véspera.

Etanol hidratado apresenta recuperação

Já o etanol hidratado voltou a registrar alta após dois dias de queda. Segundo o Indicador Diário Paulínia, o biocombustível foi negociado a R$ 2.721,50 por metro cúbico, uma leve alta de 0,11% frente ao valor de R$ 2.718,50 praticado no dia anterior.

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A combinação de fatores climáticos e o ajuste na destinação da cana-de-açúcar reforça os desafios enfrentados pelo setor sucroalcooleiro, tanto no mercado interno quanto nas bolsas internacionais.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Mercado de arroz segue travado no Brasil, mas fundamentos globais apontam cenário mais favorável para os preços

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O mercado brasileiro de arroz continua operando em ritmo lento, com baixa liquidez e poucas referências de preços, refletindo a cautela de produtores e compradores diante de um cenário ainda marcado pelo excesso de oferta e pela necessidade de ampliar as exportações. Apesar das dificuldades no mercado interno, indicadores internacionais começam a sinalizar fundamentos mais positivos para o setor no médio prazo.

Segundo análise de Safras & Mercado, o ambiente segue sem fatores capazes de provocar mudanças significativas na dinâmica entre oferta e demanda, mantendo os agentes à espera de sinais mais consistentes para a tomada de decisões comerciais.

“O sentimento predominante continua sendo de espera, tanto por parte dos vendedores quanto dos compradores”, destaca o analista e consultor Evandro Oliveira.

Escoamento dos excedentes continua sendo principal desafio

Após a conclusão da colheita, o setor arrozeiro concentra atenções na necessidade de reduzir os estoques acumulados. O volume disponível no mercado doméstico permanece elevado, aumentando a dependência do comércio exterior para equilibrar a oferta.

Embora as exportações sigam ocorrendo, o ritmo dos embarques ainda está abaixo do necessário para promover uma redução significativa da disponibilidade física do cereal.

Na avaliação dos especialistas, o desempenho das vendas externas será determinante para a recuperação dos preços e para o equilíbrio do mercado nos próximos meses.

Dólar mais fraco reduz competitividade do arroz brasileiro

Outro fator que tem limitado o avanço do setor é o comportamento do câmbio. Após um período de valorização, o dólar perdeu força nas últimas semanas e voltou a operar próximo da faixa de R$ 5,00.

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A movimentação reduz a competitividade do arroz brasileiro no mercado internacional, uma vez que diminui a atratividade das exportações e enfraquece a paridade de exportação.

Em um momento em que o setor depende fortemente da ampliação dos embarques para absorver os excedentes da safra, o recuo da moeda norte-americana representa um desafio adicional para a cadeia produtiva.

Relatório do USDA fortalece perspectiva altista para o mercado global

Enquanto o mercado doméstico enfrenta dificuldades, o cenário internacional apresenta sinais mais construtivos para os próximos meses.

O relatório de junho do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) trouxe revisões importantes para o balanço global do arroz, indicando um aperto gradual na oferta mundial.

Entre os principais destaques estão:

  • Redução de 3,53 milhões de toneladas na produção global de arroz beneficiado;
  • Corte de 1,51 milhão de hectares na área cultivada mundial;
  • Diminuição dos estoques finais globais;
  • Manutenção do consumo mundial em níveis recordes.

Os números reforçam a percepção de que o mercado internacional poderá operar com menor folga entre oferta e demanda durante a temporada 2025/26.

Embora os estoques globais ainda sejam considerados confortáveis, a redução observada em relação aos últimos ciclos fortalece a expectativa de um ambiente mais favorável para a sustentação dos preços internacionais.

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Preços continuam pressionados no Rio Grande do Sul

Mesmo diante dos sinais positivos no mercado externo, os preços do arroz seguem pressionados no principal estado produtor do país.

A média da saca de 50 quilos de arroz em casca no Rio Grande do Sul, com padrão de 58% a 62% de grãos inteiros e pagamento à vista, encerrou a última quinta-feira cotada a R$ 58,79.

O valor representa:

  • Queda de 0,37% em relação à semana anterior;
  • Recuo de 3,54% na comparação mensal;
  • Desvalorização de 13,03% frente ao mesmo período de 2025.

Os números refletem a dificuldade do mercado em absorver a oferta disponível e a necessidade de uma aceleração das exportações para que ocorra uma recuperação mais consistente das cotações.

Perspectiva para o setor

A expectativa dos agentes do mercado é de que a combinação entre redução da oferta mundial, estoques globais menores e consumo crescente possa criar um ambiente mais favorável para o arroz nos próximos meses.

Entretanto, a recuperação dos preços no Brasil continuará diretamente ligada ao desempenho das exportações, ao comportamento do câmbio e à capacidade de escoamento dos excedentes da safra.

Enquanto esses fatores não apresentarem mudanças mais significativas, o mercado deverá permanecer operando com baixa liquidez, negociações pontuais e forte atenção aos movimentos do cenário internacional.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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