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Produção de Açúcar no Brasil Aumenta 6,3% em Relação ao Ano Anterior, Impactando Contratos Futuros de Açúcar

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Os contratos futuros do açúcar apresentaram resultados mistos nas bolsas internacionais nesta quinta-feira (23), refletindo uma tendência de alta em todos os lotes da ICE Futures de Nova York, enquanto em Londres, o açúcar branco registrou recuos nos lotes de maior liquidez e valorizações nos contratos de longo prazo.

Produção em Ascensão no Brasil

Segundo pesquisa divulgada pela S&P Global Commodity Insights, a produção de açúcar no Centro-Sul do Brasil na primeira quinzena de maio atingiu a marca de 2,7 milhões de toneladas, representando um aumento anual de 6,3%. Esse crescimento é atribuído ao aproveitamento eficiente do tempo de colheita, com apenas 0,1 dia perdido devido a chuvas, muito abaixo da média para o período.

A analista de açúcar da Commodity Insights, Bianca Guimarães, ressaltou que as condições climáticas secas predominaram durante esse período, provavelmente resultando em uma produção robusta de açúcar e antecipando uma oferta maior no mercado mundial. No entanto, há preocupações com a continuidade do tempo seco, que poderia impactar negativamente a cana a ser colhida na segunda metade da temporada e, consequentemente, levar ao encerramento prematuro da temporada de moagem.

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Variações nos Contratos Futuros

Em Nova York, o contrato julho/24 do açúcar bruto foi negociado a 18,26 centavos de dólar por libra-peso, com uma valorização de 3 pontos em comparação com o dia anterior. Já em Londres, o açúcar branco fechou com desvalorizações nos lotes de agosto e outubro/24, mas registrou altas nos demais contratos.

Mercado Doméstico e Etanol Hidratado

No mercado doméstico, as cotações do açúcar cristal apresentaram valorização pelo segundo dia consecutivo, de acordo com o Indicador Cepea/Esalq, atingindo R$ 139,44 por saca de 50 quilos.

Enquanto isso, o etanol hidratado registrou mais um dia de baixa, conforme o Indicador Diário Paulínia, sendo negociado a R$ 2.345,50 o m³, acumulando sua 11ª queda consecutiva desde o dia 8 de maio, com uma perda mensal de 4,32%.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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StoneX ajusta leve queda na 2ª safra de milho 2025/26 no Brasil; MT e MS compensam perdas em Goiás

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A consultoria StoneX promoveu um leve ajuste na projeção da segunda safra de milho do Brasil para o ciclo 2025/26. A estimativa passou de 106,15 milhões para 106 milhões de toneladas, indicando estabilidade no cenário geral da safrinha, que já se encontra em fase inicial de colheita em algumas regiões do país.

Segundo a consultoria, o equilíbrio nacional reflete movimentos opostos entre os estados produtores: enquanto algumas regiões registraram ganhos de produtividade, outras foram impactadas negativamente por condições climáticas adversas, especialmente a irregularidade das chuvas.

Mato Grosso e Mato Grosso do Sul sustentam produção nacional

O destaque positivo da revisão ficou com o Mato Grosso, principal produtor de milho do país. A StoneX elevou a estimativa para o estado, que agora deve alcançar 51,3 milhões de toneladas, impulsionado por melhores níveis de produtividade observados ao longo do desenvolvimento das lavouras.

O Mato Grosso do Sul também apresentou revisão positiva, contribuindo para compensar as perdas registradas em outras regiões e ajudando a manter a produção nacional praticamente estável.

De acordo com a consultoria, o comportamento regional demonstra um cenário de forte heterogeneidade produtiva, em que ganhos pontuais ajudam a equilibrar perdas localizadas.

Goiás sofre impacto da seca e reduz estimativa de produção

Na contramão dos estados do Centro-Oeste com desempenho mais favorável, Goiás teve sua projeção reduzida de forma significativa. A StoneX estima agora uma produção de 10,8 milhões de toneladas, o que representa uma queda de 19,3% em relação ao levantamento divulgado em maio.

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O recuo é atribuído principalmente ao clima mais seco durante fases críticas do desenvolvimento das lavouras, o que comprometeu o potencial produtivo em diversas áreas do estado.

Apesar da revisão negativa, o estado segue entre os importantes polos produtores da segunda safra brasileira.

Segunda safra de milho deve recuar 5,4% no comparativo anual

Mesmo com a estabilidade na revisão mensal, a StoneX projeta uma queda de 5,4% na comparação com o ciclo anterior. A segunda safra representa a maior parte da produção total de milho do Brasil, sendo fundamental para o abastecimento interno e para o mercado exportador.

A consultoria destaca que o desempenho final da safrinha ainda dependerá do andamento da colheita e da confirmação das produtividades em campo, especialmente nas regiões onde o clima foi mais irregular.

Primeira safra de milho mantém estimativa e cresce 11%

Para a primeira safra de milho 2025/26, a StoneX manteve sua projeção em 28,32 milhões de toneladas. O volume representa um crescimento de 11% em relação ao ciclo anterior, refletindo condições mais favoráveis em parte das regiões produtoras.

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A manutenção da estimativa indica estabilidade no cenário da safra de verão, que já foi amplamente definida em termos de área e produtividade.

Safra de soja é ajustada para novo recorde histórico

A produção de soja do Brasil, já totalmente colhida, também teve leve ajuste positivo. A StoneX elevou a estimativa para 181,8 milhões de toneladas, ante 181,62 milhões no relatório anterior.

O volume confirma mais um recorde histórico para a oleaginosa, com crescimento anual de 7,7%, consolidando o Brasil como maior produtor e exportador global do grão.

Perspectivas para o mercado de grãos

O cenário projetado pela StoneX reforça a tendência de oferta elevada no Brasil, com destaque para a força da soja e a estabilidade da segunda safra de milho, apesar dos impactos climáticos regionais.

O comportamento das lavouras nas próximas semanas, especialmente durante o avanço da colheita da safrinha, será determinante para validar as projeções e ajustar o balanço final da oferta de grãos no país.

Fonte: Portal do Agronegócio

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