AGRONEGÓCIO

Prefeitura de Cuiabá divulga nova lista de classificados do processo seletivo da Educação nesta quarta

Publicado em

A Prefeitura de Cuiabá, por meio da Secretaria Municipal de Educação (SME), informa que serão mantidas integralmente as regras estabelecidas no edital do Processo Seletivo Simplificado destinado à contratação temporária de profissionais da Educação. A nova lista de classificados será publicada nesta quarta-feira (5), na Gazeta Municipal.

Após análise técnica e jurídica, a SME constatou uma interpretação equivocada que resultou na divulgação de uma lista preliminar de classificados que não considerou um dos critérios previstos no edital. Por esse motivo, o documento passará por retificação, com a devida correção e republicação da listagem oficial dentro do prazo estipulado.

Conforme as regras do edital, serão desclassificados apenas os candidatos que obtiverem nota zero em uma das duas áreas do conhecimento avaliadas. Nenhuma outra modificação nos critérios de avaliação será realizada, garantindo o cumprimento rigoroso das normas estabelecidas.

A Secretaria reforça que o processo está sendo conduzido com total transparência, responsabilidade e dentro da legalidade. O compromisso da SME é assegurar que todas as etapas ocorram de forma justa e equitativa, preservando a lisura e a credibilidade do processo seletivo.

Leia Também:  Radiografia do Agro destaca a contribuição do campo para a balança comercial goiana

O edital do processo seletivo foi publicado na Gazeta Municipal em agosto deste ano, oferecendo um total de 1.985 vagas para funções de nível médio e superior, além de formação de cadastro de reserva. O objetivo é atender à demanda temporária das unidades educacionais da rede municipal de ensino.

Entre as oportunidades de nível superior, estão 105 vagas para professor de Educação Artística/Arte, 63 para professores de Educação Física, 294 para pedagogos, além de 42 vagas para pedagogos que atuarão em salas de recurso multifuncional. Também haverá cadastro de reserva para professores de Inglês.

Para cargos de nível médio, são oferecidas vagas para instrutor e intérprete de Libras, técnicos em desenvolvimento infantil, técnicos em manutenção e infraestrutura (auxiliar de serviços gerais e motorista com CNH “D”) e técnico em nutrição escolar (merendeira).

Já para o nível superior, além das funções docentes, há vagas para nutricionistas, fonoaudiólogos, psicólogos, engenheiros ambientais e sanitaristas, engenheiros civis, assistentes sociais e profissionais da área de ciência da computação.

Leia Também:  Leite e queijo registram retração nos preços no terceiro trimestre e impactam faturamento do segmento de lácteos

Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT

Advertisement

AGRONEGÓCIO

Decisão judicial extingue ação da Aprosoja que cobrava R$ 1,1 bilhão por Moratória da Soja

Published

on

A Justiça de Mato Grosso encerrou a ação em que a Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja-MT) cobrava R$ 1,1 bilhão de empresas e entidades por prejuízos que atribuía à Moratória da Soja. A sentença, proferida na terça-feira (13), fecha na primeira instância a tentativa de obter uma reparação coletiva aos agricultores atingidos pelas restrições de compra do acordo.

A cobrança buscava compensar perdas que, segundo a associação, decorreram da dificuldade de vender soja mesmo quando a produção atendia à legislação ambiental. A Aprosoja-MT pretendia que empresas comercializadoras, entidades setoriais e seus representantes respondessem financeiramente por esses danos.

O processo discutia os efeitos de um pacto do qual a Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove) anunciou sua saída em janeiro de 2026. A retirada ocorreu após a entrada em vigor da lei mato-grossense que restringiu incentivos fiscais a empresas participantes de acordos com exigências superiores às da legislação ambiental. Em agosto, depois do julgamento do Supremo Tribunal Federal (STF), a entidade reafirmou que não pretendia retomar a moratória. Saiba mais aqui

Criado em 2006, o compromisso previa a recusa de soja cultivada em áreas do bioma Amazônia desmatadas depois de julho de 2008. A restrição alcançava também áreas abertas com autorização. Para a Aprosoja-MT, esse critério prejudicava agricultores que cumpriam a lei, mas encontravam menos alternativas de compradores para sua produção.

A saída das empresas e a cobrança pelas perdas anteriores seguiram caminhos diferentes. Enquanto a Abiove abandonou o pacto coletivo, a associação dos produtores manteve a tentativa de responsabilizar seus participantes pelos efeitos que atribuía à aplicação das restrições.

Leia Também:  Confira as vagas de emprego; Sine oferta 441 vagas nesta terça-feira (19)

Essa cobrança foi atingida pelo julgamento do STF de 12 de agosto. O Supremo considerou que o acordo respeitava a Constituição e determinou o encerramento dos processos judiciais e administrativos baseados na sua suposta ilegalidade, inclusive dos pedidos de responsabilização financeira. A Vara Especializada em Ações Coletivas de Cuiabá aplicou essa ordem ao processo da Aprosoja-MT. portal.stf.jus.br

Com isso, o pedido de R$ 1,1 bilhão foi encerrado antes da análise dos prejuízos alegados. A sentença deixa os agricultores representados pela associação sem a reparação buscada nessa ação e afasta das empresas processadas, nesta primeira instância, a cobrança coletiva.

O Supremo também manteve as leis estaduais que restringem incentivos a participantes de acordos dessa natureza. Estabeleceu, porém, que a retirada de benefícios deve respeitar os prazos tributários e a proteção das isenções concedidas mediante condições assumidas pelas empresas. O resultado preservou tanto a validade jurídica do pacto quanto a possibilidade de os estados estabelecerem condições para conceder incentivos.

Na mesma sentença, a Justiça rejeitou os pedidos para que a Aprosoja-MT pagasse honorários, despesas processuais e multa por má-fé. A associação teve sua cobrança encerrada, mas ficou livre dessas despesas reclamadas pelos réus.

Na comercialização atual, a Abiove informou que suas associadas passaram a atender individualmente às exigências dos mercados compradores. Para o produtor, as condições de aceitação da soja dependem das políticas de cada empresa. Já a sentença desta semana trata da disputa pelas perdas atribuídas ao antigo compromisso coletivo e encerra, nessa primeira instância, a tentativa de recuperação desses valores.

Isan Rezende

Com isso, os produtores representados pela Aprosoja-MT não receberão qualquer indenização das empresas ligadas à Moratória da Soja. A Aprosoja-MT buscava responsabilizar empresas e entidades por prejuízos que atribuía à moratória. Seu argumento era que agricultores que respeitavam a legislação ambiental também podiam ficar sem acesso a compradores por causa das exigências do acordo.

Leia Também:  Grunner recebe patente de invenção tecnológica agrícola do INPI

O presidente do Instituto do Agronegócio (IA), Isan Rezende, lamentou a decisão. “O encerramento da ação frustra a expectativa de reparação dos produtores que se consideram prejudicados pela Moratória da Soja. A cobrança da Aprosoja procurava dar uma resposta a quem cumpriu a legislação ambiental, investiu na propriedade e encontrou restrições para vender. A sentença encerrou esse pedido sem examinar os prejuízos alegados. Isso precisa ficar claro para o agricultor”, comentou.

“O problema comercial continua exigindo atenção. O produtor precisa saber, antes de plantar e de assumir compromissos, quais critérios serão usados para receber sua soja. Quem trabalha dentro da lei precisa de previsibilidade para investir. Também é necessário dar transparência às exigências dos compradores, para que o agricultor consiga avaliar suas alternativas de venda e os custos envolvidos”, disse Rezende.

“Agora, o setor precisa concentrar esforços para ampliar mercados e construir condições comerciais mais claras. Sair de um acordo coletivo não significa, necessariamente, abandonar as restrições de compra. Por isso, a representação dos produtores deve acompanhar as regras adotadas por cada empresa e buscar soluções que preservem o acesso aos mercados e a renda de quem produz”, recomendou o presidente do IA.

Fonte: Pensar Agro

Continuar lendo

CUIABÁ

MATO GROSSO

POLÍCIA

FAMOSOS

ESPORTES

MAIS LIDAS DA SEMANA