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Produção de açúcar dos EUA: USDA reduz estimativas para a safra 2023/24

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O relatório mensal de oferta e demanda de abril do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) trouxe revisões nas estimativas para a safra 2023/24 de açúcar no país. De acordo com os novos números, a produção está prevista em 9,215 milhões de toneladas curtas (*), uma redução em relação aos 9,243 milhões estimados em março. Para a safra anterior, 2022/23, a projeção de produção é de 9,250 milhões de toneladas.

Impacto nas Importações e Estoques

O USDA também ajustou suas previsões para as importações de açúcar em 2023/24, agora estimadas em 3,417 milhões de toneladas curtas, em comparação com 3,331 milhões no mês anterior. Em relação aos estoques finais, espera-se que a temporada 2023/24 encerre com 1,722 milhão de toneladas, ante 1,701 milhão em março. Para a safra anterior, 2022/23, os estoques finais são projetados em 1,843 milhão de toneladas.

Consumo Interno

Quanto ao consumo interno de açúcar nos Estados Unidos, o USDA prevê um aumento para 12,753 milhões de toneladas curtas em 2023/24, comparado às 12,715 milhões de toneladas projetadas anteriormente em março e às 12,843 milhões estimadas para 2022/23.

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Line-up de Embarques

Em relação ao transporte marítimo, o levantamento realizado pela agência marítima Williams Brasil indica um aumento no número de navios aguardando para embarcar açúcar nos portos brasileiros. Na semana encerrada em 10 de abril, o total chegou a 69 navios, em comparação com 49 na semana anterior (03 de abril). Está previsto o carregamento de 2,650 milhões de toneladas de açúcar, com destaque para o Porto de Santos (SP), que deve movimentar a maior parte da carga, seguido por outros portos como Paranaguá (PR), Maceió (AL), Santana (AP) e Recife (PE).

Detalhes da Exportação

A carga de açúcar a ser exportada inclui variedades como VHP, TBC e VHP em Bags, com quantidades específicas destinadas a diferentes portos e regiões.

(*) 1 tonelada curta equivale a 907,18 quilogramas.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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AGRONEGÓCIO

Mercado de bioinsumos no Brasil cresce 21% ao ano e alcança R$ 5 bilhões, impulsionado por inovação e sustentabilidade no agronegócio

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O mercado de bioinsumos no Brasil vem registrando expansão acelerada e já se consolida como um dos segmentos mais dinâmicos do agronegócio. Na safra 2023/2024, o setor movimentou aproximadamente R$ 5 bilhões, com crescimento médio anual de 21% nos últimos três anos — índice quatro vezes superior à média global, segundo dados da CropLife Brasil.

A projeção é de que o mercado brasileiro alcance R$ 9 bilhões até 2030, enquanto o volume global pode chegar a US$ 30 bilhões no mesmo período, reforçando o protagonismo do Brasil na adoção de soluções biológicas aplicadas à produção agrícola.

Bioinsumos ganham espaço como alternativa estratégica no campo

O avanço dos bioinsumos — que incluem biofertilizantes, bioinseticidas, biofungicidas e inoculantes — está diretamente ligado à busca por sistemas produtivos mais eficientes, sustentáveis e menos dependentes de insumos importados.

De acordo com a ABCBio, o segmento de biocontrole cresce 5,3 vezes mais rápido que o mercado de defensivos químicos, evidenciando uma mudança estrutural no modelo de manejo agrícola.

A combinação entre biológicos e fertilizantes tradicionais tem permitido ao produtor manter níveis elevados de produtividade, ao mesmo tempo em que reduz custos operacionais e impactos ambientais.

Dependência externa impulsiona adoção de soluções biológicas

Segundo especialistas do setor, a ampliação do uso de bioinsumos também está relacionada à necessidade de reduzir a dependência de insumos importados e de maior exposição às oscilações do mercado internacional.

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Para Fellipe Parreira, responsável por Portfólio e Acesso no Grupo GIROAgro, o movimento representa uma mudança estratégica para o agro brasileiro.

“Dependemos de insumos, defensivos e moléculas químicas que vêm do exterior, o que nos torna vulneráveis a oscilações geopolíticas. Os bioinsumos mudam esse cenário: são produzidos no país e fortalecem a resiliência da agricultura frente a crises globais”, afirma.

A GIROAgro tem investido no desenvolvimento de soluções que integram fertilizantes e biológicos, apostando na sinergia entre tecnologias para maior eficiência agronômica.

Tecnologia e drones ampliam escala de aplicação no campo

A incorporação de tecnologias como drones agrícolas tem acelerado a adoção de bioinsumos no Brasil. A aplicação aérea permite maior precisão, redução de perdas e ganho de escala, tornando o uso de biológicos viável até em áreas extensas.

Esse avanço tecnológico contribui para democratizar o acesso a soluções antes restritas a grandes propriedades, ampliando o potencial de adoção em diferentes perfis de produtores.

Integração entre biológicos e fertilizantes ganha protagonismo

Embora ainda exista no setor uma divisão conceitual entre biológicos e fertilizantes, empresas vêm adotando uma abordagem integrada, desenvolvendo soluções compatíveis entre as duas frentes.

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A estratégia busca unir eficiência agronômica, facilidade de aplicação e estabilidade de resultados, atendendo a um produtor cada vez mais exigente e orientado por produtividade e sustentabilidade.

Marco regulatório impulsiona inovação no setor

A aprovação da Lei de Bioinsumos em 2024 representa um marco importante para o segmento, ao reduzir burocracias e estimular investimentos em pesquisa, desenvolvimento e inovação.

O novo ambiente regulatório fortalece a cadeia produtiva e cria condições mais favoráveis para a expansão do mercado no Brasil, alinhando o país às tendências globais de agricultura sustentável.

Projeções indicam crescimento contínuo até 2030

De acordo com a ANPII Bio, o mercado brasileiro de bioinsumos deve crescer cerca de 60% até 2030, superando R$ 9 bilhões em faturamento.

Já a consultoria DunhamTrimmer estima que o mercado global alcance US$ 30 bilhões até o fim da década, com o Brasil respondendo por mais de 20% do crescimento no segmento de biocontrole.

Com expansão acelerada, avanço tecnológico e integração entre soluções, o setor de bioinsumos consolida sua posição como um dos pilares da agricultura moderna no Brasil.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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