AGRONEGÓCIO

Nova Solução para Armazenamento de Algodão no Campo

Publicado em

O Brasil se destaca mundialmente na produção de algodão, e para a safra 2024/25, a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) projeta um aumento de 2,9% na área plantada, totalizando dois milhões de hectares. Esse crescimento é impulsionado pela alta rentabilidade da cultura, que tem atraído cada vez mais produtores. Visando atender às demandas desse mercado crescente, a Nortène apresenta uma nova alternativa para o enfardamento da pluma no campo: o filme premium Polimanta Wrap, que promete proteger o algodão contra as intempéries, preservando a qualidade da fibra e gerando economia em logística.

Proteção e Qualidade no Armazenamento do Algodão

O principal benefício do Polimanta Wrap é sua capacidade de proteger o algodão das condições climáticas adversas durante o armazenamento, mantendo suas características intactas até o momento do beneficiamento. “Após a colheita, para otimizar a logística, os cotonicultores costumam enfardar a pluma e mantê-la na lavoura até ser transportada para o beneficiamento. Porém, isso a expõe ao tempo e a outros riscos”, explica Bruno Rossafa, da Nortène.

Para garantir que o armazenamento seja eficiente e a qualidade da fibra seja preservada ao longo de todo o processo, Rossafa destaca a importância de escolher um bom material para o enfardamento. A Polimanta Wrap foi desenvolvida com um sistema exclusivo de “Cover Edge”, que adiciona uma borda de fechamento nos fardos, proporcionando maior segurança à integridade do algodão.

Leia Também:  Atentado contra Trump: atirador visitou um campo de tiro antes do ataque

Além disso, com o mercado de algodão cada vez mais exigente, a redução da contaminação e o não comprometimento da qualidade da pluma são essenciais para evitar perdas financeiras. “Ao eliminar a contaminação e garantir a integridade do produto, o cotonicultor não sofre com prejuízos financeiros, o que é um fator crucial em um mercado competitivo”, reforça o especialista.

Inovação e Pesquisa no Desenvolvimento do Produto

Antes do lançamento do Polimanta Wrap, os produtores enfrentavam limitações quanto à qualidade dos filmes disponíveis para enfardar o algodão. A Nortène, ciente dessa demanda, investiu mais de dois anos em pesquisa e desenvolvimento para criar uma solução que atendesse plenamente às necessidades do cotonicultor. O produto foi submetido a rigorosos testes de campo e é fabricado com material 100% virgem, sem a utilização de recicláveis em sua composição, o que assegura maior resistência e durabilidade. “Queríamos entregar uma solução que fosse moderna e de altíssima qualidade, sem comprometer a integridade da pluma”, afirma Rossafa.

Embora haja outras opções de filmes no mercado, Rossafa ressalta que muitos lançamentos recentes não passaram por testes adequados, resultando em produtos frágeis e de baixo desempenho. “O feedback dos produtores tem sido negativo, com relatos de materiais que não atendem às expectativas e geram prejuízos financeiros”, explica.

Leia Também:  Plantio Direto sob ameaça: falhas no manejo comprometem sustentabilidade de solos agrícolas

Com a experiência consolidada da Nortène em produtos como silo-bolsa e geomembranas para irrigação, a nova Polimanta Wrap segue o padrão de excelência da empresa. Uma das inovações do produto é o duplo sistema de fechamento dos fardos com fita adesiva, que reforça o selamento e garante a proteção adicional do algodão. Além disso, as bobinas são entregues com alinhamento eletrônico, o que assegura um corte preciso e reduz o desperdício durante a aplicação.

Com esse lançamento, a Nortène oferece uma solução eficaz e inovadora para o armazenamento do algodão, garantindo maior eficiência no processo logístico e, sobretudo, preservando a qualidade da fibra, o que representa um avanço significativo para os cotonicultores brasileiros.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

COMENTE ABAIXO:
Advertisement

AGRONEGÓCIO

Safra de trigo no Rio Grande do Sul deve cair em 2026 com impacto do El Niño e custos elevados

Published

on

A safra de trigo no Rio Grande do Sul deve registrar nova retração em 2026, em meio a um cenário de custos elevados, menor atratividade econômica e aumento da percepção de risco climático associado ao fenômeno El Niño. A semeadura já teve início no Estado, acompanhando a abertura do Zoneamento Agrícola de Risco Climático (ZARC) para as principais cultivares.

De acordo com o Informativo Conjuntural da Emater/RS-Ascar, o cenário inicial indica redução significativa da área cultivada em relação ao ciclo anterior, com impacto direto sobre o planejamento das lavouras.

Avanço inicial do plantio ocorre com limitações de umidade

As condições de tempo seco têm favorecido operações de manejo da resteva, dessecação e preparo de solo, permitindo o avanço inicial da implantação das lavouras. No entanto, a baixa umidade do solo em diversas regiões tem dificultado a germinação e emergência das primeiras áreas semeadas, levando produtores a aguardarem chuvas mais regulares.

Na safra anterior, o Estado cultivou 1,16 milhão de hectares de trigo, com produção de 3,45 milhões de toneladas e produtividade média de 2.968 kg/ha, segundo dados do IBGE.

Fatores econômicos e climáticos pressionam decisão dos produtores

Segundo a Emater/RS-Ascar, a expectativa de redução da área está ligada a três fatores principais: custos elevados de produção, baixa rentabilidade do cereal e maior percepção de risco climático durante o inverno e a primavera.

Mesmo com esse cenário, parte dos produtores tem optado por antecipar a semeadura em áreas sem financiamento ou seguro rural, buscando posicionar fases críticas da cultura, como florescimento e enchimento de grãos, fora dos períodos de maior intensidade de chuvas da primavera.

Leia Também:  China ultrapassa Rússia e assume liderança nas vendas de fertilizantes ao Brasil, aponta CNA
Regiões gaúchas apresentam comportamento desigual na safra

Na Fronteira Oeste, municípios como Manoel Viana e São Borja registram avanço lento da semeadura. Em Manoel Viana, produtores já possuem insumos e áreas preparadas, mas aguardam precipitações para melhorar a umidade do solo. Em São Borja, cresce o número de desistências do cultivo, impulsionado pela combinação entre incertezas climáticas, custos elevados e exigências de qualidade.

Na região da Campanha, produtores seguem aproveitando o tempo seco para preparo do solo, com expectativa de início mais intenso do plantio no fim de junho.

Na Serra Gaúcha, a semeadura ainda não começou. Em Caxias do Sul, o plantio deve ocorrer entre a segunda quinzena de junho e início de julho, enquanto nos Campos de Cima da Serra a concentração das atividades ocorre ao longo de julho. A estimativa regional aponta retração de aproximadamente 30% da área cultivada.

Já na regional de Frederico Westphalen, a projeção inicial indica redução próxima de 20% na área plantada.

Avanço da semeadura ainda é pontual em algumas regiões

Em Ijuí, cerca de 7% da área projetada já foi semeada. As sementes encontram-se em fase de embebição, sem emergência observada até o momento. O avanço foi favorecido pelo início do período recomendado pelo zoneamento e por melhores condições operacionais do solo, além da continuidade dos trabalhos de dessecação para controle de plantas espontâneas.

Na regional de Santa Rosa, a semeadura atinge cerca de 6% da área prevista, concentrada principalmente em lavouras sem financiamento ou cobertura de seguro rural. A expectativa de menor incidência de geadas também tem estimulado a antecipação do plantio.

Leia Também:  Pressão Externa Resulta em Queda dos Preços do Algodão no Brasil

Em Soledade, a projeção é de redução superior a 30% da área cultivada, com cerca de 7% já semeada até o momento.

Mudanças estruturais e migração de culturas

O boletim da Emater destaca ainda mudanças no perfil produtivo regional. Empresas do setor energético vêm incentivando o cultivo de grãos voltados à produção de etanol, o que tem estimulado a substituição parcial do trigo destinado à indústria alimentícia.

Além disso, a baixa disponibilidade de crédito e menor acesso a sementes fiscalizadas têm levado ao aumento do uso de sementes salvas e recursos próprios, reforçando a tendência de redução da área cultivada.

Em algumas regiões, produtores também têm migrado para culturas alternativas como canola, carinata, linhaça e painço, diante da maior previsibilidade econômica dessas atividades.

Tendência de retração marca safra 2026

A combinação entre fatores climáticos, econômicos e estruturais reforça a expectativa de retração da safra de trigo no Rio Grande do Sul em 2026. Mesmo com o início do plantio dentro do período recomendado pelo ZARC, o cenário aponta para uma reconfiguração da cultura no Estado, com menor área e maior seletividade produtiva.

A evolução das chuvas nas próximas semanas e o comportamento do mercado serão determinantes para o ritmo final da semeadura e para o tamanho efetivo da safra gaúcha.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

COMENTE ABAIXO:
Continuar lendo

CUIABÁ

MATO GROSSO

POLÍCIA

FAMOSOS

ESPORTES

MAIS LIDAS DA SEMANA