AGRONEGÓCIO

Produção brasileira de amendoim cresceu 60% nos últimos 3 anos

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O Brasil está se tornando um grande produtor de amendoim. Apesar de que no mercado internado o amendoim seja tradicionalmente associado a doces e quitutes de festas juninas, no mercado internacional há um enorme potencial a ser explorado.

Nos últimos três anos, a produção de amendoim cresceu incríveis 60%, atingindo uma marca de quase 900 mil toneladas. Em 2022, as exportações alcançaram a marca de 285,6 mil toneladas, gerando uma receita de US$ 333,4 milhões, o que levou o Brasil ao 6º lugar no ranking mundial de exportadores de amendoim, de acordo com a Associação Brasileira da Indústria de Chocolates, Amendoim e Balas (Abicab).

Além do amendoim em grão, o Brasil também exporta óleo de amendoim bruto, embora seja um produto de menor valor agregado, com destinos como a China e a Itália. No ano passado, o país enviou 152 mil toneladas de óleo de amendoim, gerando uma receita de US$ 133,48 milhões, um grande aumento em relação às 84 mil toneladas exportadas em 2021.

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A produção de amendoim no Brasil se concentra principalmente no estado de São Paulo, que é responsável por cerca de 93% da safra nacional, de acordo com a Abicab. O interior do estado de São Paulo abriga diversas empresas que estão aproveitando as oportunidades do mercado de amendoim e colhendo os benefícios desse crescimento.

Fonte: Pensar Agro

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AGRONEGÓCIO

Negociação entre os dois países vai discutir sobretaxas de até 37,5%

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Açúcar, pescados e produtos de madeira estão entre os segmentos do agronegócio que poderão se beneficiar de um eventual acordo comercial entre Brasil e Estados Unidos. Os dois países decidiram criar um grupo de trabalho para discutir as barreiras ao comércio bilateral, abrindo uma nova etapa de negociação sobre cobranças adicionais que, para determinados produtos, chegam a 37,5%. Ainda não houve anúncio de redução das tarifas.

O peso dessas medidas é desigual dentro do setor. Enquanto o açúcar enfrenta sobretaxa de 25% e os pescados estão sujeitos à cobrança adicional de 12,5%, vários tipos de madeira, gorduras e óleos podem ser alcançados pela soma das duas alíquotas. Para esses exportadores, a negociação representa a possibilidade de recuperar competitividade no mercado americano.

Outras cadeias importantes do agro foram preservadas das medidas. Segundo levantamento divulgado em julho pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic), café, carnes, suco de laranja, frutas e a maior parte das exportações de celulose estão entre as mercadorias excluídas dessas sobretaxas. A distinção é relevante porque as restrições não atingem todos os produtos brasileiros da mesma forma.

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A criação do grupo foi acertada na quarta-feira (30), em Milwaukee, no estado americano de Wisconsin. Participaram da reunião os ministros Mauro Vieira, das Relações Exteriores, e Márcio Elias Rosa, do Mdic, além do representante comercial dos Estados Unidos, Jamieson Greer. O encontro ocorreu durante a reunião de ministros do Comércio do G20.

O próximo movimento cabe a Washington, que deverá apresentar nas próximas semanas um documento com os temas propostos para a negociação. Além das tarifas, o trabalho deverá abranger outros entraves às trocas comerciais. O comunicado brasileiro não detalhou quais produtos serão discutidos nem estabeleceu uma data para a conclusão de um acordo.

As sobretaxas anunciadas em julho resultam de duas investigações conduzidas pelos Estados Unidos. Uma delas trata de práticas comerciais brasileiras contestadas pelo governo americano, incluindo as condições de acesso ao mercado de etanol. A outra envolve exigências americanas para impedir a importação de mercadorias produzidas com trabalho forç

Fonte: Pensar Agro

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