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Procura sustentada e fixação fraca de vendas impulsionam preços do milho no Brasil

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O mercado brasileiro de milho vivenciou mais uma semana com demanda firme por parte dos compradores e uma fraca disposição dos produtores para fixarem suas ofertas de venda. Segundo análise da SAFRAS Consultoria, as altas regionais persistem, impulsionadas por especulações sobre o clima que afeta o desenvolvimento das lavouras de soja e milho na primeira safra, mesmo com o retorno gradual das chuvas no Brasil.

Com as exportações mantendo um ritmo sólido, projetadas para superar 55 milhões de toneladas até o encerramento do ano comercial, os preços continuam ganhando suporte nos portos, com negociações variando entre R$ 68,00 e R$ 70,00 ao longo da semana.

No cenário internacional, os preços mantêm uma tendência baixista, influenciada pela oferta abundante da safra norte-americana, apesar dos sinais de uma demanda mais aquecida pelo cereal no país. Os investidores também aguardam com atenção o relatório de oferta e demanda do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos para o mês de dezembro, cuja divulgação está programada para esta tarde (8).

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Preços Internos em Destaque

O preço médio da saca de milho no Brasil atingiu R$ 64,58 na quinta-feira (7), representando um aumento de 4,27% em comparação com os R$ 61,93 registrados na semana anterior. No mercado disponível ao produtor, o preço em Cascavel, Paraná, permaneceu estável em R$ 60,00. Em Campinas/CIF, a cotação subiu 8,27% ao longo da semana, passando de R$ 66,50 para R$ 72,00. Na região da Mogiana paulista, o cereal foi cotado a R$ 70,00, apresentando um aumento de 7,69% em relação à semana anterior, quando estava em R$ 65,00.

Em Rondonópolis, Mato Grosso, a cotação da saca aumentou 6,67% durante a semana, passando de R$ 45,00 para R$ 48,00. Em Erechim, Rio Grande do Sul, o preço passou de R$ 68,00 para R$ 70,00 na venda, crescendo 2,94%.

Em Uberlândia, Minas Gerais, o preço na venda atingiu R$ 70,00 a saca, representando um aumento de 6,06% em comparação com os R$ 66,00 registrados na última semana. Já em Rio Verde, Goiás, o preço na venda teve um incremento de 9,09% ao longo do mês, passando de R$ 55,00 para R$ 60,00.

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Exportações em Destaque

O line-up, que indica a programação de embarques nos portos brasileiros, sugere que poderão ser exportadas 6,536 milhões de toneladas de milho em dezembro, de acordo com levantamento da SAFRAS & Mercado. Desse total, 1,081 milhão de toneladas já foram embarcadas. Para janeiro/24, estão programados embarques de 848 mil toneladas de milho, e entre fevereiro/23 e janeiro/24, o line-up sinaliza embarques acumulados de 51,551 milhões de toneladas do cereal.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Atacado e exportação estabelecem ritmo recorde em agosto

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Os preços da carne de frango voltaram a subir no mercado interno, enquanto as exportações brasileiras iniciaram agosto no maior ritmo diário já registrado. A combinação de estoques ajustados, recuperação do consumo doméstico e forte procura internacional dá sustentação às cotações neste começo de mês.

Na quinta-feira (13.08), o frango congelado foi negociado no atacado da Grande São Paulo a R$ 7,20 o quilo, segundo o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea). O valor acumula alta de 0,84% desde o início de agosto.

A reação ocorre depois de um período de pressão sobre os preços no fim de julho e nos primeiros dias deste mês. O recebimento de salários aumentou o poder de compra das famílias, enquanto a volta às aulas impulsionou a procura por uma proteína amplamente utilizada no consumo doméstico, em restaurantes e na alimentação escolar.

Os estoques também estão relativamente ajustados à demanda. Esse equilíbrio reduz a necessidade de concessão de descontos por atacadistas e frigoríficos e ajuda a conter a pressão provocada pela maior oferta nacional de carne de frango.

A melhora no atacado, entretanto, não significa necessariamente uma recuperação imediata e na mesma proporção para todos os elos da cadeia. O efeito sobre a remuneração dos avicultores depende dos contratos de integração, dos custos de produção e do comportamento dos preços do milho e do farelo de soja, principais componentes da alimentação das aves.

No mercado externo, os números indicam uma procura ainda mais forte. Dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), analisados pelo Cepea, mostram que o Brasil embarcou, em média, 30 mil toneladas de carne de frango in natura por dia nos cinco primeiros dias úteis de agosto.

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É a maior média diária para o período desde o início da série histórica, em 1997. Considerada a parcial, aproximadamente 150 mil toneladas foram exportadas nos cinco primeiros dias úteis do mês.

O resultado deve ser interpretado com cautela, porque ainda não permite projetar o volume total de agosto. O ritmo dos embarques pode variar ao longo do mês devido à programação dos portos, à disponibilidade de navios, aos contratos dos frigoríficos e ao calendário dos países compradores.

A arrancada de agosto, porém, dá sequência a um julho de forte desempenho. No mês passado, o Brasil exportou 519,2 mil toneladas de carne de frango, considerando produtos in natura e processados, crescimento de 29,9% em relação a julho de 2025. A receita ficou próxima de R$ 5,2 bilhões, alta de 34,3% na comparação anual, medida originalmente em dólares.

O avanço elevado também reflete a base mais fraca de 2025, quando restrições sanitárias temporárias adotadas após a confirmação de influenza aviária em uma granja comercial afetaram as vendas brasileiras. O foco foi eliminado e o Brasil recuperou gradualmente o acesso aos mercados que haviam suspendido as compras.

No primeiro semestre de 2026, os embarques chegaram a 2,936 milhões de toneladas, alta de 12,9% sobre igual período do ano anterior e recorde para os seis primeiros meses do ano.

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O desempenho reforça a posição do Brasil como maior exportador mundial de carne de frango. A Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) estima que o país poderá produzir entre 16 milhões e 16,15 milhões de toneladas em 2026, crescimento de até 5,6% sobre as 15,289 milhões de toneladas de 2025.

As exportações podem alcançar 5,875 milhões de toneladas neste ano, avanço de até 10,3%. Mesmo com o crescimento dos embarques, a disponibilidade para o mercado interno está estimada em aproximadamente 10,275 milhões de toneladas, 3,1% acima do volume registrado no ano passado.

A presença simultânea de demanda doméstica mais aquecida e exportações em ritmo elevado tende a reduzir a pressão de oferta sobre o atacado. A continuidade da recuperação, contudo, dependerá do consumo após o período de pagamento de salários e da manutenção das encomendas internacionais.

Para produtores e agroindústrias, o cenário é favorável, mas exige atenção aos custos. A valorização da carne melhora a capacidade de absorver despesas, enquanto uma eventual alta do milho ou do farelo de soja pode limitar as margens. Nas próximas semanas, o mercado acompanhará se o recorde diário dos embarques será mantido e se a reação observada no atacado chegará aos demais elos da cadeia.

Fonte: Pensar Agro

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