AGRONEGÓCIO

Procon notifica empresa de eventos por irregularidade na venda de meia-entrada

Publicado em

O Procon Municipal, vinculado à Secretaria de Ordem Pública (Sorp), fiscalizou e notificou, na tarde desta quarta-feira, uma empresa de marketing e promoção de eventos suspeita de descumprir a legislação referente à meia-entrada na venda de ingressos para uma festividade na capital.

A operação foi conduzida pela secretária-adjunta do Procon, Mariana Almeida Borges, com apoio de fiscais da Sorp. A ação teve início após denúncia recebida pelo canal do Procon via WhatsApp, na qual o consumidor anexou um print comprovando que o valor da meia-entrada não correspondia à metade do valor do ingresso inteiro, como determina a legislação.

“Hoje viemos fiscalizar uma empresa que promove eventos que está promovendo um festival em Cuiabá, analisando a venda de ingressos com foco nos valores praticados para meia-entrada e também na chamada ‘entrada solidária’, que consiste no pagamento de um valor reduzido mediante a doação de 1 kg de alimento”, explicou Mariana Borges.

Durante a fiscalização, os responsáveis pelo acontecimento foram notificados para que realizem as adequações exigidas pelo Código de Defesa do Consumidor. “Comunicamos à organização do evento que estamos monitorando a situação e, caso as irregularidades não sejam corrigidas, poderemos aplicar as sanções cabíveis”, informou a secretária.

Leia Também:  Depois de se meter num imbróglio, governo faz acordo com o setor produtivo e a indústria

A orientação do Procon Municipal é que os consumidores que pagaram valores incorretos procurem a empresa para solicitar o ressarcimento. “A medida não interfere na realização do evento. Nosso objetivo é garantir que o consumidor tenha seu direito respeitado, conforme prevê a legislação”, ressaltou. Ela orienta que consumidores que pagaram valores incorretos procurem a empresa para solicitar o ressarcimento. “A medida não interfere na realização do festival. Nosso objetivo é garantir que o consumidor tenha seu direito respeitado, conforme prevê a legislação”, ressaltou.

Código de Defesa do Consumidor

A secretária reforçou que a lei é clara ao exigir que o valor da meia-entrada corresponda exatamente à metade do ingresso inteiro, em qualquer setor do evento. “Estamos fiscalizando esta empresa, mas identificamos que outras casas de eventos do município, inclusive de grande porte, também podem estar descumprindo a norma. Todas serão notificadas para que se adequem e passem a cumprir corretamente a legislação”, afirmou.

Posicionamento da empresa

Em nota, a direção da empresa alvo da fiscalização orientou os consumidores a buscarem reembolso diretamente pelos canais oficiais da empresa ou do evento. Segundo a organização, a irregularidade foi causada por um erro no sistema de etiquetagem dos lotes de ingressos, o que levou à equiparação indevida dos valores.

Leia Também:  Piano, balé e saxofone: Prefeitura de Cuiabá dá início a espetáculo nas escolas

#PraCegoVer
A imagem mostra a equipe do Procon/Sorp durante fiscalização da empresa promotora de shows.

Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT

Advertisement

AGRONEGÓCIO

Crédito privado do agro supera R$ 1,34 trilhão e CPR lidera financiamento

Published

on

O estoque dos principais instrumentos privados de financiamento do agronegócio superou R$ 1,34 trilhão em julho, primeiro mês da safra 2026/27. O resultado mostra o aumento da participação do mercado de capitais no custeio da produção, na comercialização antecipada da safra e no financiamento de empresas ligadas às cadeias agroindustriais.

Os dados foram divulgados pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) e abrangem as Cédulas de Produto Rural (CPR), as Letras de Crédito do Agronegócio (LCA), os Certificados de Recebíveis do Agronegócio (CRA) e os Certificados de Direitos Creditórios do Agronegócio (CDCA).

A CPR manteve a liderança entre os instrumentos analisados, com estoque de R$ 580,78 bilhões. O volume estava distribuído em 372 mil títulos, com valor médio de R$ 1,56 milhão por cédula.

Somente em julho foram emitidos R$ 37,53 bilhões em novas CPR. Esse é o dado que melhor indica o ingresso de operações no primeiro mês da nova temporada. O estoque total também inclui títulos emitidos anteriormente que ainda não foram liquidados.

A CPR permite ao produtor ou à cooperativa antecipar recursos para financiar a atividade. Na modalidade física, o compromisso pode ser liquidado com a entrega futura do produto agropecuário. Na CPR financeira, a quitação ocorre em dinheiro. O instrumento também é usado como garantia em operações para a compra de sementes, fertilizantes, defensivos e outros insumos.

Leia Também:  CNI Considera Aumento da Selic um Erro e Aponta Impactos Negativos para a Economia

O avanço das CPR amplia as alternativas ao crédito rural bancário, especialmente em períodos de juros elevados ou de maior restrição nas linhas oficiais. Ao mesmo tempo, exige atenção às condições estabelecidas no contrato, como taxa de juros, forma de liquidação, garantias, vencimento e consequências em caso de frustração da safra.

As Letras de Crédito do Agronegócio apresentaram o segundo maior estoque, com R$ 560,37 bilhões. As LCA são emitidas por instituições financeiras para captar dinheiro de investidores e financiar operações relacionadas ao setor.

Pelas regras atuais do Manual de Crédito Rural, pelo menos 60% do estoque das LCA deve ser reaplicado no financiamento da atividade agropecuária. Isso representa aproximadamente R$ 336,22 bilhões.

Dentro desse volume, ao menos 45% devem ser destinados ao crédito rural oficial, o equivalente a R$ 151,30 bilhões. Os valores incluem tanto operações da safra 2026/27 quanto contratos de temporadas anteriores que continuam em aberto.

Isso significa que o estoque divulgado não corresponde integralmente a recursos novos disponíveis para contratação imediata. Parte representa financiamentos já concedidos e títulos que ainda não chegaram ao vencimento.

Os Certificados de Recebíveis do Agronegócio somaram R$ 174,20 bilhões em julho. O CRA permite transformar créditos originados em negócios do setor em títulos negociados com investidores, aproximando empresas e cadeias produtivas do mercado de capitais.

Leia Também:  Avanço no Plantio de Soja e Milho no Brasil: Estados Tardios Assumem a Semeadura

Já os Certificados de Direitos Creditórios do Agronegócio alcançaram estoque de R$ 30,21 bilhões. O CDCA é emitido por cooperativas e empresas que atuam na comercialização, no beneficiamento ou na industrialização de produtos agropecuários e tem como lastro direitos de crédito ligados ao setor.

Fora da soma de R$ 1,34 trilhão, os Fundos de Investimento nas Cadeias Produtivas Agroindustriais (Fiagro) também avançaram como fonte privada de recursos. Os dados mais recentes, referentes a junho, mostram patrimônio líquido de R$ 64,13 bilhões distribuído entre 285 fundos.

Os Fiagro podem investir em imóveis rurais, participações em empresas, direitos creditórios e outros ativos ligados ao agronegócio. Para o setor produtivo, funcionam como uma ponte entre investidores e projetos de produção, armazenagem, logística, agroindústria e aquisição de ativos.

O crescimento desses instrumentos reforça a diversificação do financiamento rural, historicamente concentrado nos bancos e nos recursos do Plano Safra. Para o produtor, porém, maior oferta de alternativas não elimina a necessidade de comparar custos, garantias e riscos. O volume disponível no mercado é elevado, mas o acesso e as condições de pagamento variam conforme a atividade, o porte da operação e a capacidade financeira de cada tomador.

Fonte: Pensar Agro

Continuar lendo

CUIABÁ

MATO GROSSO

POLÍCIA

FAMOSOS

ESPORTES

MAIS LIDAS DA SEMANA