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CNI Considera Aumento da Selic um Erro e Aponta Impactos Negativos para a Economia

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A Confederação Nacional da Indústria (CNI) avaliou que um possível aumento da taxa Selic representaria um erro do Banco Central, ao desconsiderar aspectos importantes dos cenários econômicos nacionais e internacionais. Para a CNI, tornar a política monetária ainda mais restritiva é inadequado, especialmente em um momento em que a política fiscal já está reduzindo de forma significativa o estímulo à atividade econômica.

A instituição destacou que, além das mudanças fiscais, a desaceleração em curso da economia brasileira e a tendência de queda das taxas de juros nas principais economias globais não devem ser ignoradas. Segundo o presidente da CNI, Ricardo Alban, “subir a Selic agora seria excessivo para o controle da inflação e só traria mais restrições ao crescimento do país. A prioridade deve ser a implementação de uma agenda que permita a redução dos juros.”

Pacote de Redução de Despesas: Medidas Estruturais e Potencial de Impacto Fiscal Positivo

A CNI também elogiou as propostas de redução de despesas federais apresentadas pelo Governo Federal, que podem gerar uma economia de R$ 30,5 bilhões em 2025 e R$ 41,2 bilhões em 2026. Essas medidas não apenas favorecem a sustentabilidade do novo arcabouço fiscal, como também alinham mais eficazmente as políticas fiscal e monetária. Entre as ações estruturais, estão a revisão das regras de reajuste do salário mínimo, do abono salarial e da contabilização da renda para o Benefício de Prestação Continuada (BPC).

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Apesar da desvalorização da taxa de câmbio e da alta nos juros futuros em resposta ao pacote de redução de despesas, a CNI acredita que essa reação é exagerada e que, com o tempo, o impacto fiscal será neutro. Além disso, a instituição alerta para o fato de que qualquer aumento na Selic elevaria o custo da dívida pública, prejudicando o esforço fiscal em andamento.

Desaceleração Econômica e Perspectivas de Crescimento em 2025

A CNI também ressaltou os sinais de desaceleração da economia brasileira, observados nos resultados do PIB do terceiro trimestre, que apresentaram crescimento de 0,9%, abaixo dos 1,4% do trimestre anterior. O mercado de trabalho também começa a dar sinais de desaceleração, com a criação de novos postos de trabalho formais caindo 29,1% em outubro em relação ao mesmo mês de 2023.

Com um crescimento projetado do PIB de 2% em 2025, bem abaixo da estimativa de 3,4% para 2024, a CNI acredita que o controle da inflação deve ser mais eficaz, reforçando o argumento contra o aumento da Selic.

Cenário Internacional e Oportunidades para Redução da Selic

A CNI apontou que o cenário internacional, com a tendência de redução das taxas de juros em economias como a zona do euro e os Estados Unidos, favorece uma política monetária mais flexível no Brasil. A redução da Selic não diminuiria o diferencial de juros em relação às principais economias globais e poderia evitar a pressão sobre a taxa de câmbio e a inflação. A instituição argumenta que qualquer aumento na Selic colocaria o Brasil na contramão da tendência mundial.

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Expectativas para Inflação e Impactos do Aperto Monetário

Com a expectativa de uma melhora nas condições climáticas e a regularização das chuvas em 2025, a CNI projeta uma desaceleração da inflação, com a oferta de alimentos e a tarifa de energia elétrica sendo favorecidas. Além disso, o cenário internacional de preços mais baixos para commodities energéticas, como o petróleo, deve contribuir para o controle da inflação.

A CNI também alertou sobre a intensificação do aperto monetário desde fevereiro de 2022 e a alta da taxa de juros real, que já ultrapassa o limite da taxa neutra estimada pelo Banco Central, o que coloca o Brasil entre os países com as maiores taxas de juros reais no mundo, ao lado de nações como México, Rússia e Turquia.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Atacado e exportação estabelecem ritmo recorde em agosto

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Os preços da carne de frango voltaram a subir no mercado interno, enquanto as exportações brasileiras iniciaram agosto no maior ritmo diário já registrado. A combinação de estoques ajustados, recuperação do consumo doméstico e forte procura internacional dá sustentação às cotações neste começo de mês.

Na quinta-feira (13.08), o frango congelado foi negociado no atacado da Grande São Paulo a R$ 7,20 o quilo, segundo o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea). O valor acumula alta de 0,84% desde o início de agosto.

A reação ocorre depois de um período de pressão sobre os preços no fim de julho e nos primeiros dias deste mês. O recebimento de salários aumentou o poder de compra das famílias, enquanto a volta às aulas impulsionou a procura por uma proteína amplamente utilizada no consumo doméstico, em restaurantes e na alimentação escolar.

Os estoques também estão relativamente ajustados à demanda. Esse equilíbrio reduz a necessidade de concessão de descontos por atacadistas e frigoríficos e ajuda a conter a pressão provocada pela maior oferta nacional de carne de frango.

A melhora no atacado, entretanto, não significa necessariamente uma recuperação imediata e na mesma proporção para todos os elos da cadeia. O efeito sobre a remuneração dos avicultores depende dos contratos de integração, dos custos de produção e do comportamento dos preços do milho e do farelo de soja, principais componentes da alimentação das aves.

No mercado externo, os números indicam uma procura ainda mais forte. Dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), analisados pelo Cepea, mostram que o Brasil embarcou, em média, 30 mil toneladas de carne de frango in natura por dia nos cinco primeiros dias úteis de agosto.

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É a maior média diária para o período desde o início da série histórica, em 1997. Considerada a parcial, aproximadamente 150 mil toneladas foram exportadas nos cinco primeiros dias úteis do mês.

O resultado deve ser interpretado com cautela, porque ainda não permite projetar o volume total de agosto. O ritmo dos embarques pode variar ao longo do mês devido à programação dos portos, à disponibilidade de navios, aos contratos dos frigoríficos e ao calendário dos países compradores.

A arrancada de agosto, porém, dá sequência a um julho de forte desempenho. No mês passado, o Brasil exportou 519,2 mil toneladas de carne de frango, considerando produtos in natura e processados, crescimento de 29,9% em relação a julho de 2025. A receita ficou próxima de R$ 5,2 bilhões, alta de 34,3% na comparação anual, medida originalmente em dólares.

O avanço elevado também reflete a base mais fraca de 2025, quando restrições sanitárias temporárias adotadas após a confirmação de influenza aviária em uma granja comercial afetaram as vendas brasileiras. O foco foi eliminado e o Brasil recuperou gradualmente o acesso aos mercados que haviam suspendido as compras.

No primeiro semestre de 2026, os embarques chegaram a 2,936 milhões de toneladas, alta de 12,9% sobre igual período do ano anterior e recorde para os seis primeiros meses do ano.

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O desempenho reforça a posição do Brasil como maior exportador mundial de carne de frango. A Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) estima que o país poderá produzir entre 16 milhões e 16,15 milhões de toneladas em 2026, crescimento de até 5,6% sobre as 15,289 milhões de toneladas de 2025.

As exportações podem alcançar 5,875 milhões de toneladas neste ano, avanço de até 10,3%. Mesmo com o crescimento dos embarques, a disponibilidade para o mercado interno está estimada em aproximadamente 10,275 milhões de toneladas, 3,1% acima do volume registrado no ano passado.

A presença simultânea de demanda doméstica mais aquecida e exportações em ritmo elevado tende a reduzir a pressão de oferta sobre o atacado. A continuidade da recuperação, contudo, dependerá do consumo após o período de pagamento de salários e da manutenção das encomendas internacionais.

Para produtores e agroindústrias, o cenário é favorável, mas exige atenção aos custos. A valorização da carne melhora a capacidade de absorver despesas, enquanto uma eventual alta do milho ou do farelo de soja pode limitar as margens. Nas próximas semanas, o mercado acompanhará se o recorde diário dos embarques será mantido e se a reação observada no atacado chegará aos demais elos da cadeia.

Fonte: Pensar Agro

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