AGRONEGÓCIO

Procer Lança Software Inovador para Monitoramento de Armazenagem de Grãos com Alta Precisão

Publicado em

A Procer, referência em soluções tecnológicas para o setor de armazenagem agrícola, anunciou o lançamento de um software capaz de determinar o volume de grãos armazenados com 98% de precisão. Este novo sistema é o resultado de três anos de intensos investimentos em inovação e desenvolvimento de tecnologia.

O projeto envolveu uma equipe multidisciplinar composta por 50 profissionais, incluindo engenheiros de software, analistas de dados e especialistas do setor agrícola, que trabalharam de forma colaborativa para criar uma solução que atenda à crescente demanda por maior eficiência na gestão de estoques.

“Com essa nova ferramenta, oferecemos aos produtores uma maneira mais eficiente de controlar seus estoques, reduzindo perdas e otimizando a gestão da armazenagem de grãos”, afirmou Murilo Schneider, co-CEO da Procer.

O software, denominado CERES ORION 2.0, foi projetado para proporcionar funcionalidades avançadas, como análise preditiva, automação de processos e integração com equipamentos de última geração. Ele possibilita maior controle e previsibilidade nas operações agrícolas, atendendo às necessidades de eficiência e inovação do setor.

Leia Também:  Novo método inovador detecta micotoxina em grãos de milho com tecnologia hiperespectral

Uma das principais características do sistema é a visualização em 3D das unidades de armazenagem, que permite o monitoramento em tempo real da distribuição e movimentação dos grãos em cada silo. Essa tecnologia facilita a gestão do espaço de armazenagem, otimizando o uso e aumentando a eficácia operacional. Além disso, o sistema elimina a necessidade de cubagem manual, evitando o risco de acidentes, uma vez que os colaboradores não precisam acessar fisicamente os silos para realizar medições.

Com dados precisos e atualizados, os produtores poderão tomar decisões mais assertivas, impactando positivamente na rentabilidade das operações. A Procer, que teve 50% de suas ações adquiridas pela Kepler Weber em 2022, investiu 10% de sua receita no desenvolvimento de novas soluções tecnológicas, reforçando seu compromisso com o avanço do agronegócio brasileiro.

“A mão de obra para operar unidades de beneficiamento e armazenagem de grãos sempre foi um desafio para o agricultor, e a tecnologia tem se mostrado uma alternativa importante”, comentou Bernardo Nogueira, CEO da Kepler Weber.

Atualmente, apenas 16% da capacidade total de armazenamento no Brasil é monitorada, mas a Procer, líder no setor, já monitora mais de 2 mil unidades de armazenagem espalhadas por todo o país. “Esse lançamento é fruto de um esforço contínuo para trazer mais inovação ao setor. Estamos focados em oferecer soluções que não apenas atendam, mas também antecipem as necessidades dos produtores”, concluiu o executivo da Procer.

Leia Também:  Destaques do monitoramento agrícola global: Condições das principais culturas no Brasil

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

Advertisement

AGRONEGÓCIO

Pressão sobre preços nos EUA abre nova oportunidade para o agronegócio brasileiro

Published

on

A escalada do custo dos alimentos e dos combustíveis nos Estados Unidos começa a produzir uma mudança que pode favorecer o agronegócio brasileiro. Pressionado pela inflação e pela proximidade das eleições legislativas de novembro, o governo de Donald Trump passou a adotar medidas para ampliar a oferta de produtos e tentar reduzir preços ao consumidor. Na carne bovina, a decisão já abre uma nova janela para exportadores do Brasil.

Trump autorizou nesta semana a entrada adicional de 300 mil toneladas de carne bovina magra pelas condições mais favoráveis da cota tarifária americana. O volume será dividido em três parcelas de 100 mil toneladas, entre setembro e novembro, e ficará disponível para países enquadrados na categoria de “outros países ou áreas”, na qual o Brasil disputa espaço com outros fornecedores.

A mudança é relevante porque a cota compartilhada à qual a carne brasileira tem acesso normalmente é preenchida rapidamente. Depois de esgotado o limite, os embarques passam a enfrentar uma tarifa extra-cota de 26,4%, reduzindo a competitividade do produto.

Com a ampliação temporária, abre-se espaço para que mais carne brasileira chegue ao mercado norte-americano sem essa tarifa adicional. A Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec) considera a medida uma oportunidade comercial, embora ressalte que o Brasil terá de disputar o novo volume com outros países habilitados.

O momento é particularmente favorável porque os Estados Unidos enfrentam falta de animais. O rebanho bovino americano caiu para o menor nível em cerca de 75 anos, depois de anos de seca, custos elevados e redução do número de matrizes. Como a recomposição do plantel leva tempo, aumentar as importações tornou-se uma das alternativas de curto prazo para ampliar a oferta.

O Brasil chega a essa abertura em posição importante. Entre janeiro e julho deste ano, os Estados Unidos compraram 233,8 mil toneladas de carne bovina brasileira, 17,1% mais que no mesmo período de 2025, tornando-se o segundo maior destino do produto nacional.

Leia Também:  Grupo de Monitoramento e Fiscalização inspeciona Centro Socioeducativo de Cuiabá

No total, o Brasil exportou 1,97 milhão de toneladas de carne bovina nos primeiros sete meses de 2026, crescimento de 9,9%. A China continua como principal compradora, mas a abertura de espaço adicional nos Estados Unidos ganha importância justamente porque permite ao setor reduzir a dependência do mercado chinês.

Para o pecuarista brasileiro, uma demanda externa maior significa mais competição pela matéria-prima dentro do País. O efeito sobre a arroba não é automático, mas novos canais de exportação tendem a ampliar as alternativas comerciais dos frigoríficos e, principalmente em períodos de oferta mais ajustada de animais, podem contribuir para dar sustentação aos preços pagos pelo boi.

Combustível entra na mesma pressão

A carne não é o único produto que levou o governo americano a buscar alternativas para aumentar a oferta. A guerra contra o Irã elevou fortemente os preços do petróleo e levou a gasolina comum nos Estados Unidos para acima de US$ 4 por galão, cerca de US$ 1 a mais que há um ano.

Trump deve se reunir na próxima semana com representantes de refinarias e grandes redes de combustíveis para discutir formas de reduzir o preço nas bombas. O petróleo chegou a superar US$ 110 por barril durante o conflito, principalmente depois das restrições ao tráfego pelo Estreito de Ormuz, rota por onde passava aproximadamente 20% do petróleo mundial.

Nesta sexta-feira (28), as cotações internacionais recuavam e caminhavam para encerrar a semana em queda, acompanhando a retomada parcial do fluxo de navios pela região. Ainda assim, o petróleo permanece bem acima dos níveis anteriores à guerra.

Leia Também:  Conab vai ampliar o monitoramento agrícola em todo Brasil

A situação colocou também os biocombustíveis no centro da disputa. Os Estados Unidos possuem uma das maiores indústrias de etanol do mundo e adotaram neste ano metas recordes de incorporação de combustíveis renováveis. Ao mesmo tempo, refinarias pressionam por dispensas que reduziriam temporariamente suas obrigações de mistura.

O governo Trump discute justamente como aliviar os custos das refinarias sem prejudicar agricultores e produtores de biocombustíveis. Uma das possibilidades avaliadas é compensar eventuais dispensas concedidas agora com aumento das metas de combustíveis renováveis em 2027.

Para o Brasil, maior utilização de etanol nos Estados Unidos seria positiva para o mercado internacional, mas ainda não há uma decisão que permita afirmar que haverá aumento das compras do produto brasileiro. Ao contrário da carne bovina, portanto, a oportunidade para o etanol ainda é potencial.

O ponto em comum entre os dois mercados está na mudança de prioridade em Washington. Com alimentos e combustíveis mais caros pressionando o orçamento das famílias, o governo americano passou a procurar rapidamente formas de aumentar a oferta e reduzir custos.

Na carne, essa necessidade já derrubou parcialmente uma barreira que limitava o acesso ao maior mercado consumidor do mundo. Para o Brasil, que já é o maior exportador global de carne bovina e tem capacidade para ampliar embarques, a crise de preços americana pode se transformar em uma oportunidade adicional para pecuaristas e frigoríficos nos últimos meses de 2026.

Fonte: Pensar Agro

Continuar lendo

CUIABÁ

MATO GROSSO

POLÍCIA

FAMOSOS

ESPORTES

MAIS LIDAS DA SEMANA