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Problemas logísticos dificultam transporte de suínos no RS e afetam ritmo de negócios

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As enchentes no Rio Grande do Sul estão afetando seriamente o setor de suínos, reduzindo o ritmo de negócios no estado. Um levantamento do Cepea mostra que as enchentes causaram quedas de pontes e destruição de estradas, dificultando o transporte de suínos vivos para abate, o envio de carnes para mercados atacadistas e até o deslocamento de insumos necessários para a atividade.

O resultado dessas condições precárias é um ritmo significativamente mais lento de negociações tanto dentro quanto fora do estado. Além de prejudicar o transporte, o impacto logístico devido à destruição de infraestruturas-chave está gerando dificuldades adicionais para os produtores gaúchos.

Enquanto algumas áreas enfrentam problemas no transporte de suínos para abate, outros municípios no Rio Grande do Sul sofreram danos ainda mais graves, com relatos de perda de animais e danos extensos às propriedades. Isso cria uma preocupação para toda a cadeia produtiva, uma vez que o estado é um importante produtor de suínos no Brasil.

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Em 2023, o Rio Grande do Sul foi o terceiro estado com o maior número de suínos abatidos, representando 19,87% do total do país, com 9,2 milhões de cabeças abatidas naquele ano. O estado também é um grande exportador de carne suína, respondendo por 23,1% das exportações brasileiras do setor no ano passado.

A situação exige atenção imediata para restaurar a infraestrutura e permitir que o transporte de suínos e insumos ocorra de maneira segura e eficaz. A lentidão no ritmo de negócios causada por problemas logísticos pode ter impactos econômicos significativos, não apenas para o Rio Grande do Sul, mas também para todo o Brasil, dado o papel vital que o estado desempenha na suinocultura nacional.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Embarques de milho aceleram com entrada da segunda safra

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O Brasil exportou 1,18 milhão de toneladas de milho nos primeiros cinco dias úteis de agosto, impulsionado pela entrada da segunda safra e pela maior disponibilidade do cereal nos portos. Apesar da aceleração em relação a julho, a média diária dos embarques ainda ficou 27,4% abaixo da registrada em agosto do ano passado.

Os dados foram divulgados pela Secretaria de Comércio Exterior (Secex), do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços. Entre os dias 3 e 7 de agosto, o país enviou ao exterior 1.183.719 toneladas, média de 236.744 toneladas por dia.

Em agosto de 2025, os embarques alcançaram 6,85 milhões de toneladas em 21 dias úteis, com média diária de 326.127 toneladas. Os primeiros números deste mês representam 17,3% daquele total, mas não indicam, por enquanto, que o Brasil superará o resultado do ano passado.

Se a média observada nos primeiros cinco dias for mantida até o fim do mês, as exportações chegarão a aproximadamente 4,97 milhões de toneladas. O volume ficaria cerca de 1,88 milhão de toneladas abaixo do registrado em agosto de 2025. Trata-se de uma projeção simples, que poderá mudar conforme a programação dos portos e os novos contratos de venda.

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A recuperação é mais evidente na comparação com julho. No mês passado, a média diária dos embarques terminou em 84.488 toneladas. O ritmo registrado no início de agosto foi quase três vezes maior, movimento esperado para esta época do ano, quando o avanço da colheita do milho segunda safra aumenta a oferta disponível para exportação.

A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) estima que o Brasil colherá 141,7 milhões de toneladas de milho na safra 2025/26. A segunda safra deverá responder por 109,4 milhões de toneladas, mantendo-se como a principal fonte do cereal destinado ao mercado externo durante o segundo semestre.

Embora o volume diário exportado ainda esteja abaixo do ano passado, o preço médio avançou 22,3%. Cada tonelada embarcada no início de agosto alcançou valor equivalente a aproximadamente R$ 1.247, considerando a cotação de R$ 5,15. Esse valor corresponde ao produto exportado e não deve ser confundido com o preço recebido diretamente pelo produtor na fazenda.

As vendas realizadas nos cinco primeiros dias úteis movimentaram o equivalente a R$ 1,48 bilhão. A média diária da receita, contudo, permaneceu 11,2% inferior à de agosto de 2025, porque a valorização da tonelada não compensou integralmente a redução do volume embarcado.

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Para o produtor, o desempenho das exportações é importante porque define quanto da segunda safra será retirado do mercado interno. Se os embarques ganharem força nas próximas semanas, poderão reduzir a pressão provocada pela entrada do milho colhido e dar maior sustentação às cotações nas regiões produtoras.

Caso o ritmo permaneça abaixo do registrado no ano passado, uma parcela maior da safra ficará disponível no mercado doméstico, elevando a necessidade de armazenagem e aumentando a disputa entre produtores por espaço nos silos. O efeito será mais intenso nas regiões distantes dos portos, onde o custo do frete limita a competitividade do cereal.

O resultado de agosto dependerá da demanda dos compradores, dos preços internacionais, da programação dos navios e da capacidade dos portos de absorver o aumento da oferta. Com a colheita avançando, o Brasil entra agora no período decisivo para transformar a safra elevada em exportações e evitar excesso de milho no mercado interno.

Fonte: Pensar Agro

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