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Probióticos e Prebióticos: Alternativas Eficazes para a Nutrição Animal Sustentável

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A produção animal enfrenta desafios cada vez mais complexos, como a garantia de eficiência, sanidade e bem-estar dos rebanhos. Entre as principais questões estão as doenças entéricas, que afetam diretamente o desempenho zootécnico. Com a crescente restrição ao uso de antibióticos como promotores de crescimento, alternativas naturais e eficazes, como probióticos e prebióticos, têm ganhado destaque, respaldadas por sólidos estudos científicos e resultados consistentes no campo.

A manutenção da saúde intestinal é fundamental para otimizar o desempenho dos animais. Problemas como infecções, baixa absorção de nutrientes e inflamações crônicas podem comprometer a produtividade e aumentar os custos de produção. De acordo com Elisa François, médica veterinária e gerente de serviços técnicos da Kemin, fabricante global de ingredientes, o aumento do uso de probióticos e prebióticos está intimamente relacionado à qualidade das pesquisas realizadas e aos resultados positivos observados. “Novas tecnologias vêm sendo testadas constantemente, e os resultados têm demonstrado que os probióticos são ferramentas eficazes para melhorar a saúde intestinal e reduzir a necessidade de antibióticos”, afirma.

Evidências Científicas no Campo e Impacto na Produção

Estudos realizados na Coreia do Sul, por exemplo, mostraram que a adição de probióticos na dieta de aves de postura resultou em uma melhoria significativa na qualidade dos ovos, na conversão alimentar e no equilíbrio da microbiota intestinal. Em suínos, o uso do CLOSTAT®, um probiótico de cepa única da Kemin, mostrou melhorar a digestibilidade de nutrientes, reduzir inflamações e otimizar o perfil bacteriano intestinal.

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A utilização excessiva de antibióticos na produção animal é uma preocupação global devido ao risco de resistência antimicrobiana. Nesse cenário, os probióticos e prebióticos oferecem uma abordagem preventiva, fortalecendo a imunidade e reequilibrando a microbiota intestinal. “A expressão ‘prevenir é o melhor remédio’ se aplica perfeitamente aqui. Com o uso contínuo de probióticos, os animais se tornam mais resistentes, o que reduz a necessidade de tratamentos curativos”, observa Elisa.

Além de beneficiar a saúde dos animais, essa abordagem também contribui para a sustentabilidade da produção, diminuindo a excreção de resíduos e o impacto ambiental.

Soluções Inovadoras e Compromisso com a Sustentabilidade

A Kemin desenvolveu produtos como CLOSTAT® e ENTEROSURE® para enfrentar os desafios específicos da produção animal. O CLOSTAT®, com mais de 20 anos de mercado, tem uma forte ação contra Clostridium spp, enquanto o ENTEROSURE®, um probiótico multicepas, oferece uma proteção mais ampla contra enterobactérias, como Escherichia coli e Salmonella, além de combater o Clostridium spp. Ambos os produtos foram validados por estudos que comprovam sua eficácia na melhora do desempenho animal e na saúde intestinal.

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A pesquisa contínua é um pilar essencial para a Kemin, que realiza testes rigorosos, tanto in vitro quanto in vivo, para garantir a eficácia e segurança de suas soluções. “Testamos regularmente novas cepas com protocolos que asseguram a qualidade e o impacto positivo de nossos produtos”, explica Elisa.

Perspectivas para o Futuro da Nutrição Animal

Com o aumento da demanda por soluções naturais e sustentáveis na nutrição animal, impulsionada por exigências regulatórias e pelo mercado, os probióticos e prebióticos se consolidam como aliados estratégicos para um futuro mais saudável e sustentável na produção animal. “A ciência e a inovação são essenciais para desenvolvermos soluções que atendam aos desafios da produção animal moderna. Nosso compromisso é oferecer produtos que promovam a saúde, a produtividade e a sustentabilidade”, conclui Elisa.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Prefeitura avança na elaboração do Plano Municipal de Agricultura Familiar com participação de comunidades rurais

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A Prefeitura de Cuiabá deu continuidade à construção do Plano Municipal de Agricultura Familiar (PMAF) ao reunir representantes de comunidades rurais da região do Coxipó do Ouro. O encontro marcou a terceira reunião de elaboração do documento e a realização da terceira oficina participativa, iniciativas voltadas ao levantamento de demandas, identificação de potencialidades e definição de ações para fortalecer a agricultura familiar no município, no último sábado (27).

Promovido pela Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico, Trabalho e Agricultura, em parceria com a Empresa Mato-grossense de Pesquisa, Assistência e Extensão Rural (Empaer), o evento reuniu agricultores de localidades como a Sede Distrital, Arraial de Freitas, Recanto Tranquilo, Ponte de Ferro, Rio dos Médicos, São Jerônimo, Vale das Trilhas, Rio dos Peixes e Ribeirão Cascalheira. As contribuições apresentadas serão incorporadas ao diagnóstico base para a redação final do plano.

Segundo o secretário municipal de Agricultura, Vicente Falcão, o objetivo é construir um planejamento sólido, capaz de nortear as políticas públicas para o setor. “A elaboração do PMAF visa mapear o cenário rural e direcionar ações governamentais para fortalecer o setor, combater a pobreza e evitar o êxodo rural. Na prática, ele garantirá aos produtores melhorias estruturais, acesso à capacitação, assistência técnica continuada e fomento à comercialização”, afirmou o gestor, destacando que o diagnóstico participativo das oficinas será transformado em metas e ações concretas pela administração municipal.

Demandas e planejamento regionalizado

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Durante a oficina, os produtores apresentaram prioridades relacionadas à infraestrutura, regularização fundiária, acesso à água, assistência técnica e ampliação dos canais de comercialização. As discussões também abordaram oportunidades de desenvolvimento econômico e valorização das atividades rurais e do turismo em cada comunidade.

O coordenador do PMAF na Secretaria Municipal de Agricultura, Osvaldo dos Santos Lara, explicou que o plano está sendo elaborado de forma regionalizada. Para isso, o município foi dividido em seis regiões, cada uma agrupando entre oito e 15 comunidades rurais. De acordo com Lara, a metodologia permite identificar problemas específicos e construir soluções coletivas.

Na região do Coxipó do Ouro, embora questões como a regularização fundiária e a disponibilidade de água influenciem diretamente a produção, os agricultores demonstram grande interesse em expandir suas atividades. O assessor pontuou ainda que as oficinas estimulam a integração entre os produtores locais, favorecendo parcerias, troca de experiências e a abertura de novos mercados.

Propostas da comunidade

Entre as propostas apresentadas, o presidente da Associação dos Moradores Mini e Pequenos Produtores Rurais da Comunidade Rio dos Peixes, Felipe José da Silva Oliveira, defendeu a criação de políticas públicas permanentes. Ele destacou a necessidade de melhorar as estradas rurais, garantir água para a produção, incentivar a agroindustrialização e implantar uma central de comercialização. Felipe também propôs o fortalecimento do turismo rural integrado à agricultura, valorizando a gastronomia, os balneários e a cultura local.

“A expectativa é que o plano contribua para ampliar as oportunidades dos pequenos produtores, fortalecer programas de compra institucional, como a alimentação escolar, gerar renda no campo e criar condições para que as famílias permaneçam na terra com mais qualidade de vida”, ressaltou o líder comunitário.

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Diversidade produtiva

As oficinas também evidenciaram a diversidade da produção rural na região:

Vale das Trilhas: destaque para o cultivo de mandioca, piscicultura, criação de aves e produção de queijos e ovos, com demandas voltadas à melhoria das estradas de acesso.

Arraial de Freitas: famílias atuam na produção de frutas, hortaliças, leite, doces artesanais, suínos e aves, reivindicando espaços estruturados para comercialização, como boxes e uma feira permanente.

São Jerônimo: produção diversificada que inclui peixes, banana, derivados de suínos, mel e azeite de mamona.

Recanto Tranquilo: predominância da criação de aves, incluindo patos, suínos e cultivo de hortaliças.

Próximos passos

Após a etapa do Coxipó do Ouro, a Prefeitura de Cuiabá dará sequência ao cronograma de oficinas nas regiões do Distrito da Guia, Distrito do Aguaçu e nas comunidades periurbanas do município. Com a conclusão dos encontros, a equipe técnica consolidará as contribuições para redigir a minuta final do Plano Municipal de Agricultura Familiar, que passará por uma última reunião de validação com as comunidades antes de ser oficialmente instituído.

Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT

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