AGRONEGÓCIO

Priming Mostra Potencial no Aumento da Germinação e Resiliência do Tomateiro

Publicado em

A técnica de priming, que consiste no condicionamento fisiológico das sementes, tem demonstrado resultados promissores no processo de germinação do tomateiro (Solanum lycopersicum), uma das hortaliças mais consumidas no Brasil. A pesquisa realizada por Anny Nogueira, mestranda em Biologia Vegetal, investiga o impacto do priming em sementes de tomate sob estresse salino e férrico.

O tomateiro, embora seja amplamente cultivado, enfrenta desafios significativos devido à germinação lenta e à sua sensibilidade a fatores ambientais, como a salinidade do solo e a contaminação por ferro. Esses fatores comprometem o crescimento e a produtividade da cultura, o que torna fundamental a busca por alternativas capazes de melhorar a resistência das plantas.

O priming tem se mostrado uma técnica eficaz para melhorar a germinação das sementes e fortalecer as plântulas. O processo prepara as sementes para enfrentar condições adversas, conferindo-lhes maior vigor e resistência tanto a estresses bióticos quanto abióticos. No estudo, estão sendo avaliados diferentes agentes, como nitrato de potássio (KNO3), polietilenoglicol 6000 e nitroprussiato de sódio (SNP – um doador de óxido nítrico), com o objetivo de analisar seu impacto na germinação, crescimento e respostas antioxidantes das plantas.

Leia Também:  Saúde de Cuiabá apresenta avanços e desafios do 2º quadrimestre de 2025 em audiência pública

Os resultados esperados poderão oferecer uma alternativa viável para aumentar a produtividade do tomateiro, diminuindo perdas causadas por estresses ambientais. Nesse sentido, a pesquisa visa contribuir para uma produção agrícola mais sustentável e eficiente, reforçando a segurança alimentar e a resiliência da cultura.

“Com isso, buscamos contribuir para uma produção agrícola mais eficiente e sustentável, aumentando a resiliência das culturas e fortalecendo a segurança alimentar”, conclui a pesquisadora, em postagem publicada no LinkedIn.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

COMENTE ABAIXO:
Advertisement

AGRONEGÓCIO

Preço baixo do arroz ameaça sustentabilidade da cadeia e acende alerta para produtores e indústrias

Published

on

A redução do preço do arroz ao consumidor tem ampliado as preocupações sobre o equilíbrio econômico da cadeia produtiva. Apesar de beneficiar temporariamente os consumidores, valores muito baixos podem pressionar produtores, indústrias e distribuidores quando deixam de acompanhar os custos acumulados ao longo do processo de produção e comercialização.

Segundo Sergio Cardoso, diretor de operações da Itaobi Representações, o principal desafio do setor arrozeiro não está em vender cada vez mais barato, mas em garantir uma cadeia sustentável, capaz de manter qualidade, investimentos e segurança no abastecimento.

“O preço baixo nas prateleiras pode esconder desequilíbrios importantes entre o valor recebido pelo produto e todos os custos envolvidos até a chegada ao consumidor final”, avalia o executivo.

Custos de produção e processamento pressionam margens do arroz

O arroz beneficiado envolve uma série de etapas antes de chegar ao varejo. O processo inclui aquisição do arroz em casca, beneficiamento, classificação, embalagem, transporte, impostos, armazenagem e despesas comerciais.

Quando o preço final não cobre adequadamente esses custos, a pressão financeira acaba sendo distribuída entre os diferentes elos da cadeia, reduzindo margens e limitando investimentos.

De acordo com a avaliação do setor, o problema não está nas empresas que conseguem reduzir custos por meio de tecnologia, gestão eficiente e ganhos de produtividade. O alerta está relacionado a disputas comerciais baseadas exclusivamente em preços baixos, sem considerar a estrutura necessária para manter a atividade.

Leia Também:  Propostas de emendas em projeto de eólicas offshore podem elevar tarifas de energia em R$ 28 bilhões por ano
Arroz depende de uma cadeia produtiva estruturada

Antes de chegar à mesa do consumidor, o arroz percorre uma longa trajetória que envolve diversas etapas:

  • preparo e manejo das lavouras;
  • irrigação e tratos culturais;
  • colheita;
  • secagem;
  • armazenagem;
  • classificação dos grãos;
  • beneficiamento;
  • embalagem;
  • transporte e distribuição.

Cada fase exige investimentos, mão de obra, equipamentos e planejamento para garantir qualidade e regularidade no fornecimento.

A redução contínua da rentabilidade pode comprometer a capacidade das empresas de modernizar instalações, investir em tecnologia e manter padrões elevados de produção.

Margens menores podem afetar inovação e competitividade do setor

A perda de rentabilidade por períodos prolongados representa um risco para a estrutura da cadeia arrozeira. Empresas com histórico de atuação no mercado podem enfrentar dificuldades para renovar equipamentos, ampliar eficiência operacional e acompanhar novas demandas dos consumidores.

Além disso, produtores rurais podem ser impactados pela menor capacidade de investimento em tecnologia, manejo e aumento de produtividade.

Para especialistas, a sustentabilidade do setor depende de um equilíbrio entre preço competitivo e remuneração adequada para todos os participantes da cadeia.

Leia Também:  Conab reoferta 36,63 mil toneladas de arroz importado em novo leilão
Mudança no consumo aumenta desafios para o mercado de arroz

A pressão sobre o setor ocorre em um cenário de transformação dos hábitos alimentares dos consumidores.

O avanço dos alimentos ultraprocessados, mudanças nas preferências nutricionais e a redução do consumo de carboidratos associada ao uso crescente de medicamentos para controle de peso também influenciam a demanda por arroz.

Diante desse ambiente, o setor busca alternativas para estimular o consumo e fortalecer o posicionamento do produto no mercado.

Eficiência e agregação de valor são caminhos para o futuro do arroz

A avaliação da cadeia produtiva é que a competitividade do arroz não deve depender apenas da redução de preços, mas principalmente de ganhos de eficiência, diferenciação e valorização do produto.

Estratégias como inovação, melhoria da produtividade, fortalecimento das marcas e comunicação com o consumidor podem contribuir para recuperar demanda e garantir maior estabilidade ao mercado.

O desafio do setor arrozeiro é construir um modelo sustentável, no qual produtores, beneficiadores, varejistas e consumidores sejam atendidos sem comprometer a continuidade da cadeia produtiva.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

COMENTE ABAIXO:
Continuar lendo

CUIABÁ

MATO GROSSO

POLÍCIA

FAMOSOS

ESPORTES

MAIS LIDAS DA SEMANA