AGRONEGÓCIO

Primeiro congresso brasileiro sobre concessão de crédito no Agronegócio

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O mercado de crédito no agronegócio tem se mostrado cada vez mais promissor, impulsionado pelo crescimento do setor e pela necessidade de investimentos para o desenvolvimento das atividades rurais. De acordo com o Banco Central, os bancos e cooperativas já concederam R$248,9 bilhões de crédito rural no primeiro semestre do Plano Safra 2023/24, um montante quase 16% maior ao que foi liberado na última temporada (R$215,9 bilhões).

Diante desse cenário, é fundamental que os profissionais do setor estejam atualizados sobre as melhores práticas e tendências do mercado, especialmente para saber contornar desafios como a volatilidade dos custos de produção, possíveis prejuízos de infraestrutura e tecnologia, a sazonalidade das safras, a insegurança jurídica que ronda o setor, o expressivo número de pedidos de recuperação judicial do agro e a inadimplência.

Por isso, caminhando para a sua 6ª edição, foi criado o único congresso brasileiro exclusivamente dedicado à concessão de crédito no Agronegócio.

Desde 2015, eventos ligados à concessão de crédito agro já estavam sob a responsabilidade da diretora do CONACREDI, Mayra Delfino. Em 2018, o Congresso Nacional de Crédito no Agronegócio, ou Conacredi Agro, nasceu como um café da manhã entre executivos do setor. Mas, incentivado pela diretora Mayra Delfino, o “café” ganhou uma tração intensa e, logo no ano seguinte, tornou-se um grande encontro anual de gestores de crédito de indústrias, tradings, revendas, cooperativas e instituições financeiras de todo o Brasil.

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“Durante o evento, são discutidos temas que buscam melhorias e a evolução no mercado de crédito para o agronegócio, como o uso de tecnologias, a análise de risco, as inovações financeiras, a recuperação de crédito, entre outros. Com o passar dos anos, o CONACREDI virou um espaço para os líderes e profissionais credores compartilharem seus desafios no setor e trocarem figurinhas sobre as soluções disponíveis para cada obstáculo na concessão e retomada de crédito”, explica Mayra.

A última edição do CONACREDI, realizada em novembro de 2023, reuniu mais de mil participantes de empresas que lidam com crédito no agronegócio, como indústrias, tradings, revendas, cooperativas, instituições financeiras, escritórios de advocacia, empresas de tecnologia e consultorias especializadas.

Neste ano, o congresso se prepara para a sua 6ª edição, que acontecerá nos dias 12 e 13 de novembro, no 4º andar do Centro de Convenções Frei Caneca, em São Paulo (SP). Segundo a Mayra, a expectativa é que o evento reúna mais de 1,2 mil participantes, que terão acesso a palestras, painéis de debates e workshops.

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“O CONACREDI tem como missão ser o ponto de encontro anual dos principais líderes, profissionais e empresas do mercado. No evento, todos têm a chance de mostrar suas soluções, estreitar relacionamentos e gerar negócios. É um evento que agrega valor tanto para os profissionais do setor, quanto para o mercado de crédito e, consequentemente, a movimentação de um setor tão apreciado pelo Brasil”, conclui a diretora.

Fonte: Assessoria de Imprensa Congresso Nacional de Crédito no Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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AGRONEGÓCIO

Receita das cooperativas do agro cresce R$ 49 bilhões

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As cooperativas agropecuárias brasileiras ampliaram a receita em aproximadamente R$ 49 bilhões em 2025, mas encerraram o ano com redução nas sobras destinadas aos associados. O resultado mostra que o crescimento das operações não foi suficiente para compensar o aumento dos custos financeiros, industriais e logísticos enfrentados pelo setor.

Os dados estão no Anuário do Cooperativismo Brasileiro 2026, divulgado na sexta-feira (31.07) pela Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB).

A movimentação financeira das cooperativas do agro passou de aproximadamente R$ 438,2 bilhões em 2024 para R$ 487,3 bilhões no ano passado, crescimento de 11,2%.

As sobras fizeram o caminho inverso. O valor caiu de cerca de R$ 30,2 bilhões para R$ 29,2 bilhões, redução de 3,3%. Na prática, o setor movimentou mais dinheiro, mas terminou o exercício com aproximadamente R$ 1 bilhão a menos em resultados.

No cooperativismo, as sobras correspondem ao valor que permanece depois do pagamento dos custos, despesas e obrigações. A assembleia dos associados decide quanto será distribuído aos cooperados e quanto ficará na organização para reforçar o capital, formar reservas ou financiar novos investimentos.

O valor recebido por cada associado costuma ser calculado de acordo com sua movimentação. Podem ser considerados o volume de produção entregue, as compras realizadas e a utilização dos serviços oferecidos pela cooperativa.

A queda das sobras ocorre em um momento de margens apertadas no campo. Juros elevados, custos de armazenagem e transporte, despesas industriais e preços menores para algumas commodities pressionaram os resultados das cooperativas e dos produtores.

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A relação entre as sobras e a movimentação financeira caiu de aproximadamente 6,9% em 2024 para 6% em 2025. O indicador não equivale à margem de lucro de uma empresa convencional, mas ajuda a mostrar que uma parcela maior da receita foi absorvida pelas despesas.

Mesmo com a redução no resultado, o agro manteve ampla liderança dentro do cooperativismo nacional. O segmento respondeu por 57,4% de toda a movimentação financeira das cooperativas brasileiras.

O País encerrou 2025 com 1.254 cooperativas agropecuárias e 1,13 milhão de produtores associados. Essas organizações mantiveram 277,2 mil empregos diretos, quase metade dos postos de trabalho gerados por todo o sistema cooperativista.

A importância para o produtor vai além da comercialização. As cooperativas participam de 53% da produção brasileira de grãos, possuem 25% da capacidade nacional de armazenagem e respondem por 22% da carteira de crédito rural, segundo o anuário.

Essa estrutura permite que produtores negociem insumos em maior escala, armazenem a colheita, industrializem matérias-primas e vendam a produção de forma conjunta. Em regiões com pouca concorrência ou infraestrutura insuficiente, a cooperativa pode ser o principal canal de acesso a crédito, assistência técnica e mercado.

O segmento mantinha 10,7 mil profissionais de assistência técnica e extensão rural em 2025. São agrônomos, veterinários, técnicos agrícolas e outros profissionais que atendem os associados no planejamento das lavouras, na sanidade dos rebanhos e na gestão das propriedades.

Os ativos das cooperativas agropecuárias chegaram a R$ 340,1 bilhões, alta de 10,6%. O valor inclui armazéns, indústrias, máquinas, estoques, créditos e outros bens e direitos controlados pelas organizações.

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O crescimento patrimonial pode ampliar a capacidade de receber, processar e comercializar a produção. Ao mesmo tempo, exige capital para manter as estruturas em funcionamento, especialmente em um período de juros elevados.

No mercado externo, 140 cooperativas venderam aproximadamente R$ 96 bilhões em produtos em 2025. O volume representou 10,3% das vendas internacionais do agronegócio brasileiro.

Café, carnes de aves e suínos, farelo e óleo de soja ficaram entre os principais produtos comercializados. China, Japão, Estados Unidos, Alemanha e Países Baixos foram os maiores destinos.

A participação internacional, porém, está concentrada. Apenas dez cooperativas responderam por 67% do valor vendido ao exterior. O dado mostra que a maior parte das organizações ainda enfrenta dificuldades para alcançar outros países, seja por falta de escala, estrutura logística, certificações ou regularidade na oferta.

Para o produtor, o desempenho de uma cooperativa não deve ser avaliado apenas pelo faturamento. Preço pago pela produção, custo dos insumos, qualidade da assistência técnica, capacidade de armazenagem, nível de endividamento e sobras devolvidas ao associado são indicadores mais próximos do resultado efetivo dentro da propriedade.

Considerando todos os ramos, o cooperativismo brasileiro movimentou R$ 848,4 bilhões em 2025. O sistema reuniu 4.400 cooperativas, 29 milhões de associados e 613,4 mil empregados. O agro permaneceu como o principal responsável pelas receitas e pelos empregos.

Fonte: Pensar Agro

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