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Primeiras Ocorrências da Ferrugem Asiática são Registradas na Safra 2024/25

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O Consórcio Antiferrugem registrou as primeiras ocorrências de ferrugem asiática na safra de soja 2024/25 em lavouras comerciais, no dia 26 de novembro. As plantas infectadas foram identificadas em Itaberá e Itapetininga, no estado de São Paulo, por técnicos das empresas Sipcan Agro e G12 Agro, respectivamente, conforme informações divulgadas pela Embrapa Soja.

De acordo com Claudia Godoy, fitopatologista da Embrapa, a ocorrência da doença segue o padrão observado nos últimos anos, com registros entre o final de novembro e início de dezembro. Tradicionalmente, os primeiros casos de ferrugem são notificados em São Paulo, no oeste do Paraná e em semeaduras mais tardias. “Semear cedo é a estratégia mais eficaz para o controle da ferrugem”, enfatiza a pesquisadora.

A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) estima que cerca de 90% da área de soja já tenha sido plantada. “A soja está em diversos estágios de desenvolvimento no campo, desde a germinação até a fase R4, quando 75% das vagens já estão formadas”, explica Godoy. O estágio R4 é crucial para as decisões de manejo, incluindo a aplicação de fungicidas.

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A ferrugem asiática é causada pelo fungo Phakopsora pachyrhizi, sendo uma das doenças mais prejudiciais à soja, com potencial de causar perdas de até 80% da produtividade em casos graves. Nos últimos anos, a doença tem demonstrado grande resistência aos fungicidas.

Para a safra atual, a recomendação de Godoy é a rotação entre os fungicidas Tebuconazol (do grupo químico dos triazois) e Protioconazol (do grupo dos Triazolintionas), sempre combinados com fungicidas multissítios. Embora essa estratégia consiga atingir uma eficiência de 70%, a pesquisadora ressalta que ainda não é a solução ideal para o controle da ferrugem.

O controle eficaz da doença exige monitoramento constante das lavouras, uma vez que condições climáticas favoráveis ao desenvolvimento da soja também beneficiam o surgimento e a propagação da ferrugem.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Etanol recua 14% em maio com aumento da oferta e usinas priorizando produção de biocombustível no Centro-Sul

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O mercado brasileiro de etanol registrou forte retração nos preços durante o mês de maio, refletindo o aumento da oferta no Centro-Sul do país e a estratégia das usinas de direcionar uma parcela maior da moagem de cana-de-açúcar para a produção de biocombustíveis.

Levantamento do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea) mostra que as cotações do etanol hidratado e do etanol anidro acumularam queda de aproximadamente 14% no mês, em um movimento impulsionado pelo avanço da safra 2026/27 e pela maior disponibilidade do produto no mercado.

Os dados indicam que os dois primeiros meses da nova temporada foram marcados por um perfil mais alcooleiro das usinas do Centro-Sul, principal região produtora do país. Diante das condições de mercado e das margens observadas no setor, as indústrias optaram por aumentar a produção de etanol em detrimento da fabricação de açúcar.

Maior oferta pressiona mercado

Segundo pesquisadores do Cepea, a ampliação da oferta foi o principal fator responsável pela pressão sobre os preços. Mesmo com as chuvas registradas na segunda quinzena de maio, que provocaram interrupções pontuais na colheita e na moagem da cana, o volume disponível continuou elevado, influenciando as negociações.

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Além disso, parte das usinas intensificou a participação no mercado spot ao longo do mês, contribuindo para aumentar a liquidez e reforçar o movimento de baixa nas cotações.

Necessidade financeira impulsiona vendas

De acordo com o Cepea, algumas unidades produtoras aceleraram as vendas por necessidade de geração de caixa, em um cenário considerado desafiador tanto para o mercado de etanol quanto para o de açúcar.

Com preços menos atrativos para ambos os produtos, diversas usinas optaram por comercializar maiores volumes no curto prazo, elevando a concorrência entre vendedores.

Por outro lado, algumas empresas mantiveram postura mais cautelosa e buscaram limitar as vendas na tentativa de sustentar os preços e evitar quedas mais acentuadas.

Distribuidoras pressionam por valores menores

Do lado da demanda, o comportamento das distribuidoras também contribuiu para o enfraquecimento do mercado.

Compradores atuaram de forma mais agressiva nas negociações, buscando adquirir o produto a preços mais baixos. Em várias regiões produtoras, especialmente em São Paulo e em outros estados do Centro-Sul, as distribuidoras conseguiram fechar negócios em patamares inferiores aos praticados anteriormente.

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Essa combinação entre oferta elevada e demanda cautelosa ampliou a pressão sobre os preços ao longo de maio.

Perspectivas para a safra

O mercado segue acompanhando o ritmo da moagem, as condições climáticas e a definição do mix de produção das usinas ao longo da safra 2026/27.

Especialistas destacam que a evolução dos preços do açúcar no mercado internacional, o comportamento das cotações do petróleo e a demanda doméstica por combustíveis continuarão sendo fatores decisivos para a estratégia das usinas e para a formação dos preços do etanol nos próximos meses.

Enquanto isso, o setor mantém atenção ao avanço da oferta no Centro-Sul, que segue como principal vetor de influência sobre o mercado brasileiro de biocombustíveis.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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