AGRONEGÓCIO

Prefeitura de Cuiabá inicia operação para troca de 300 bocas-de-lobo danificadas

Publicado em

A Prefeitura de Cuiabá, por meio da Secretaria Municipal de Infraestrutura e Obras, deu início na quinta-feira (17) a uma operação de revitalização e substituição de 300 tampas danificadas de bocas-de-lobo em diversas regiões da capital. A iniciativa faz parte do conjunto de ações voltadas à melhoria do sistema de drenagem e escoamento das águas pluviais.

O trabalho inclui a recuperação de tampas que ainda podem ser reaproveitadas, bem como a substituição integral da estrutura das bocas-de-lobo, grades, grelhas, guias e sarjetas que apresentem avarias. Além de assegurar a eficiência do escoamento da água da chuva, a medida também contribui diretamente para a segurança de pedestres e motoristas.

“Estamos intensificando esse serviço para garantir mais segurança à população e melhorar o fluxo de águas pluviais nas vias públicas. É uma ação preventiva que evita alagamentos e danos maiores à infraestrutura urbana, principalmente nesse período do ano. É importante que a população também faça sua parte, evitando jogar lixo nas ruas e denunciando irregularidades como ligações clandestinas”, destacou o secretário de Infraestrutura e Obras, Reginaldo Teixeira.

Leia Também:  Tecnologia em plantadeiras eleva eficiência e garante qualidade da safra

Os bairros contemplados nesta etapa da operação com os serviços de manutenção e troca de tampas são Altos da Serra, Santa Marta, Jardim Presidente, Doutor Fábio II, Recanto do Salvador e Jardim Ubirajara. Já as equipes responsáveis pela limpeza das bocas-de-lobo e sarjetas atuam nos bairros CPA IV, Jardim Florianópolis, Real Parque, Grande Terceiro, Cidade Alta, Altos do Parque II e Residencial Itapajé.

Para ampliar a capacidade de atendimento, a Prefeitura reforçou a frota de caminhões hidrojato com a aquisição de cinco novos veículos. Os equipamentos utilizam jatos de água de alta pressão para desobstruir tubulações, manilhas e caixas coletoras, promovendo uma limpeza eficaz e rápida.

A Secretaria reforça que o serviço de manutenção do sistema de drenagem é contínuo e que a colaboração da população é essencial para o sucesso da operação, principalmente quanto à correta destinação do lixo doméstico e à comunicação de problemas estruturais nas vias.

#PraCegoVer
A imagem mostra os funcionários da Secretaria de Infraestrutura e Obras em ação de troca de tampas de bocas-de-lobo no bairro na região central da capital.

Leia Também:  Preço do arroz sobe em abril, mas excesso de oferta no Brasil eleva risco de queda no curto prazo

Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT

Advertisement

AGRONEGÓCIO

Brasil confirma dumping no leite importado, mas tarifa não sai do papel

Published

on

O governo brasileiro confirmou que empresas da Argentina e do Uruguai venderam leite em pó ao País em condições desleais, mas manteve suspensas as tarifas criadas para proteger o produtor nacional. A decisão mantém o produto estrangeiro entrando sem a cobrança adicional enquanto são avaliados os efeitos da medida sobre a indústria e os consumidores.

A investigação do Departamento de Defesa Comercial (Decom), ligado ao Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), encontrou dumping e prejuízo à produção brasileira. A prática ocorre quando uma empresa exporta um produto por valor artificialmente baixo, prejudicando os concorrentes no mercado comprador.

Em junho, o Comitê-Executivo de Gestão da Câmara de Comércio Exterior (Gecex/Camex) aprovou tarifas diferentes para cada exportador, com vigência prevista até 8 de junho de 2031. Dependendo da empresa, a cobrança poderia superar 100% do preço médio do leite em pó importado.

A própria resolução, porém, suspendeu imediatamente a aplicação das tarifas por razões de interesse público. Com isso, o dumping foi reconhecido, mas o leite argentino e uruguaio continua entrando no Brasil sem a medida de defesa comercial.

No fim de julho, o governo abriu uma avaliação para calcular os possíveis efeitos da cobrança sobre produção, distribuição, comércio e consumo. Não há prazo definido para que o Gecex tome uma decisão final.

Leia Também:  Rede de sementes mobiliza R$ 921 mil e fortalece restauração ambiental na bacia do Taquari

A suspensão provocou reação da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) e de entidades da cadeia leiteira. O setor argumenta que o produto importado reduz o preço pago ao pecuarista e atinge principalmente pequenas e médias propriedades, com menor capacidade para suportar períodos prolongados de baixa remuneração.

“Não adianta reconhecer que há mais de 60% de dumping nesse leite em pó que entra no Brasil e não aplicar as tarifas”, afirmou o presidente da FPA, Pedro Lupion. Segundo ele, a concorrência está retirando produtores da atividade e afetando a economia de pequenos municípios.

A pressão das importações aumentou neste ano. Dados apresentados pela Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) mostram que o País importou o equivalente a 1,02 bilhão de litros de leite em produtos lácteos entre janeiro e maio, recorde para o período e crescimento de 10,5% em relação a 2025.

O leite em pó respondeu pelo equivalente a 754 milhões de litros. Argentina e Uruguai forneceram 653 milhões, ou 86% desse volume. Como o produto é reidratado e utilizado por indústrias de alimentos, sua entrada influencia a demanda pelo leite cru produzido no Brasil.

Leia Também:  SLC Agrícola registra lucro de R$ 510,7 milhões no 1º trimestre de 2025, alta de 123,1%

A CNA sustenta que a tarifa não provocaria aumento relevante no custo da alimentação porque atingiria apenas o leite em pó não fracionado, vendido em embalagens superiores a 800 gramas e utilizado principalmente como insumo industrial. Leite em pó embalado para o consumidor, leite longa vida e queijos não estão incluídos na medida.

O processo foi aberto em dezembro de 2024, após pedido da CNA. A investigação concluiu que houve dumping, dano à cadeia produtiva brasileira e relação entre as importações e o prejuízo interno.

Agora, a disputa está concentrada na aplicação das tarifas. Para o produtor, o reconhecimento da prática tem pouco efeito enquanto a cobrança permanecer suspensa. A proteção somente chegará ao mercado se o Gecex concluir que o benefício para a pecuária leiteira supera eventuais impactos sobre a indústria e os preços ao consumidor.

Fonte: Pensar Agro

Continuar lendo

CUIABÁ

MATO GROSSO

POLÍCIA

FAMOSOS

ESPORTES

MAIS LIDAS DA SEMANA