AGRONEGÓCIO

Primeiras mudas comerciais do cajueiro BRS 555 chegam ao mercado

Publicado em

As primeiras mudas para multiplicação foram disponibilizadas aos viveiristas já em março de 2023. Um ano depois, os produtores do sertão do Seridó e das zonas de altitude do Rio Grande do Norte, bem como regiões com as mesmas características, podem adquirir mudas comerciais do novo cultivar.

Wedson Torres, responsável técnico por diversos viveiros no município de Apodi (RN), relembra que, em um primeiro momento, os viveiristas realizaram o cultivo das mudas recebidas. Na etapa seguinte, com as mudas bem desenvolvidas, as primeiras amostras comerciais do BRS 555 foram produzidas. “Os viveiristas receberam as mudas, aclimataram e, por fim, transplantaram para o campo. Após todos os tratos culturais, como controle de pragas e adubação para que essas mudas pudessem crescer e desenvolver a copa, iniciaram a enxertia”, complementa.

No Rio Grande do Norte, dois viveiros no município de Apodi receberam mudas do BRS 555: Viveiro Vida Nova, em Distrito do Córrego II, e Viveiro Muda de Cajueiro Apodi, em Sítio Lagoa (Apodi).

Neto Lúcio, também produtor de mudas e proprietário do Viveiro Vida Nova, destaca que a procura por exemplares do BRS 555 tem sido satisfatória: “A procura por mudas do BRS 555 está boa, todas que fiz já foram vendidas. Os produtores têm procurado devido a alta produtividade da variedade”.

Ismael Laidson, responsável pelo Viveiro Muda de Cajueiro Apodi, também ressalta a alta demanda pelo BRS 555: “A procura tem sido boa. Eu produzi 1,5 mil mudas, das quais vendi boa parte. Uma outra parte plantei no meu pomar, para que assim eu tenha material para fazer mais enxertos”.

Leia Também:  Elanco lança solução inovadora para combater a mastite durante o período seco de vacas leiteiras

Aline Saraiva, chefe-adjunta de Transferência de Tecnologia da Embrapa Agroindústria Tropical, pontua que a cultivar visa ao complemento do material atualmente usado pelos produtores: “O material que se tem hoje (BRS 555) é mais produtivo e isso também seria uma alternativa para utilizar em áreas degradadas e sem produtividade. Poderíamos plantar o BRS 555 que é adequado para essa região e assim haveria o incremento de área produtiva com maior rentabilidade”.

Onde adquirir mudas:

  • F PJ Amorim Ltda
    • Telefone: (84) 98864.4443
    • Email: [email protected]
    • Endereço: Comunidade de Riachão, nº 130, Zona Rural, Ceará Mirim (RN), CEP 59570-000
    • CNPJ: 46.661.196/0001-66
  • Ilmar Produção de Mudas Frutíferas Ltda
    • Telefone: (85) 99992.6096
    • Email: [email protected]
    • Endereço: Rodovia BR 304, km 19, Beberibe (CE), CEP 62.840-000
    • CNPJ: 07.950.247/0001-18
  • Viveiro Vida Nova
    • Telefone: (84) 99119.4263
    • E-mail: [email protected]
    • Endereço: Distrito do Córrego II, Apodi (RN), CEP 59700-000
    • CNPJ: 942.390.534-04
  • Viveiro Muda de Cajueiro Apodi
    • Telefone: (84) 99410.3804
    • E-mail: [email protected]
    • Endereço: Viveiro de cajueiro Sítio Lagoa do Mato, Apodi (RN), CEP 59700-000
    • CNPJ: 086.530.434-38
Renasem

A lista completa de viveiristas autorizados pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) pode ser encontrada no Renasem: http://sistemasweb.agricultura.gov.br/renasem/

Leia Também:  Exportações de soja disparam em novembro e impulsionam o agronegócio

Na página, clicar na opção “Menu”, no quadro no canto superior esquerdo. Em seguida, dentre as opções, escolher “Renasems”. No campo “Atividade”, escolher a opção “Produtor de Mudas”. Em “UF”, escolher a Unidade da Federação para a qual deseja a pesquisa. Na opção “Espécie Vegetal” inserir “caju”. Após isto, basta clicar em “Pesquisa” e o sistema informará os viveiristas cadastrados.

Sobre o BRS 555: produtividade e resistência

Recomendado para o sertão do Seridó e para o semiárido serrano da mesorregião de Serra de Santana, no estado do Rio Grande do Norte, o BRS 555 foi lançado em novembro de 2022. O elevado potencial produtivo é um destaque do clone BRS 555, que registrou uma média de 2.711 quilos por hectare de castanha do sexto ao nono ano de produção. A média do RN, em 2021, foi de 336 kg/ha (IBGE).

Em média, a produtividade da castanha do novo clone foi 57,6 % superior ao clone testemunha BRS 265, enquanto a produção do pedúnculo registrou um incremento de 60,4% na comparação com o BRS 265. A variedade apresenta uma amêndoa com bom peso, em média 2,5g.

Outra vantagem dessa nova variedade é a resistência à broca-do-tronco (Marshallius anacardii), praga com forte incidência e severidade na área serrana e que provoca a redução da copa, da estatura de plantas e, consequentemente, da produção.

Fonte: Embrapa Agroindústria Tropical

Fonte: Portal do Agronegócio

COMENTE ABAIXO:
Advertisement

AGRONEGÓCIO

Alta de insumos, frete e diesel com guerra aperta margem e preocupa safra 2026/27

Published

on

Isan Rezende

“O produtor rural brasileiro define agora, entre maio e agosto, o custo da safra 2026/27 — cujo plantio começa a partir de setembro no Centro-Oeste — com uma conta mais pesada e fora do seu controle. A ureia subiu mais de US$ 50 por tonelada, o diesel segue pressionado e o frete internacional acumula altas de até 20%. Isso aumenta o custo por hectare e exige mais dinheiro para plantar”. A avaliação é de Isan Rezende, presidente do Instituto do Agronegócio (IA), ao analisar os efeitos da escalada do conflito entre Estados Unidos e Irã sobre o agronegócio brasileiro.

Segundo ele, o encarecimento não começou agora, mas se intensificou nas últimas semanas e pesa diretamente nas decisões do produtor. Em lavouras de soja e milho, o aumento dos insumos pode elevar o custo total entre 8% e 15%, dependendo do nível de investimento. “O produtor já vinha apertado. Agora, o custo sobe de novo e o preço de venda continua incerto”, afirma.

O avanço dos custos está ligado à tensão no Oriente Médio. O fechamento do Estreito de Ormuz levou o petróleo a superar US$ 111 o barril, mantendo o diesel em alta. Ao mesmo tempo, fertilizantes nitrogenados, que o Brasil importa em grande volume, ficaram mais caros e instáveis.

Leia Também:  Mercado de Café: Após altas expressivas, preços recuam mais de 1% nesta segunda-feira (09)

Além do custo, há risco de perda de mercado. “O Irã comprou cerca de 9 milhões de toneladas de milho brasileiro em 2025. Se esse volume diminui, sobra produto aqui dentro e o preço cai”, diz Rezende.

Na logística, o impacto já aparece nos números. O frete marítimo para a Ásia subiu entre 10% e 20%, com aumento do seguro e cobrança de prêmio de risco. Na prática, isso reduz o valor pago ao produtor. “Quando o custo de levar o produto sobe, alguém paga essa conta — e parte dela volta para quem está produzindo”, afirma.

O efeito mais forte deve aparecer nos próximos meses, quando o produtor for comprar fertilizantes e fechar custos da nova safra. Se os preços continuarem elevados, será necessário mais capital para plantar a mesma área.

Para Rezende, há medidas que podem reduzir esse impacto. “O governo pode ampliar o crédito rural com juros menores, reforçar o seguro rural e alongar dívidas em regiões mais pressionadas. Um aumento de alguns bilhões na equalização de juros já ajudaria a reduzir o custo financeiro da safra”, afirma.

Leia Também:  Crianças de 10 a 11 anos serão as primeiras a vacinar contra dengue

Ele também aponta que o Brasil começa a dar passos para diminuir a dependência externa de insumos, mas ainda de forma insuficiente. “A retomada da produção de nitrogenados com a reativação da unidade de Fábrica de Fertilizantes Nitrogenados de Araucária, no Paraná, ajuda, mas ainda não resolve o problema. O país continua dependente do mercado internacional, especialmente do Oriente Médio. Sem ampliar essa capacidade e melhorar a logística, o produtor segue exposto a choques externos”, conclui.

Fonte: Pensar Agro

COMENTE ABAIXO:
Continuar lendo

CUIABÁ

MATO GROSSO

POLÍCIA

FAMOSOS

ESPORTES

MAIS LIDAS DA SEMANA