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Primeira Vacina de Dose Única Contra a Doença de Glässer Chega ao Mercado

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A Ourofino Saúde Animal acaba de lançar a primeira vacina mundial de dose única contra a doença de Glässer, uma enfermidade grave causada pela bactéria Glaesserella parasuis. Esta doença é uma das principais responsáveis pela mortalidade, queda no desempenho e uso intensivo de antibióticos nas granjas de suínos. Afeta principalmente leitões entre duas semanas e quatro meses de idade, com maior incidência entre 5 e 8 semanas, fase em que os animais estão na creche.

Caracterizada por poliserosite, poliartrite e meningite, a doença de Glässer é globalmente relevante e a bactéria Glaesserella parasuis pode ser classificada em 15 sorovares diferentes. No Brasil, cepas de alta patogenicidade são comuns e múltiplos sorovares podem coexistir nas mesmas granjas, resultando em infecções mistas complexas.

A nova vacina, chamada Safesui Glasser ONE, é um marco no setor. Composta por quatro sorovares da bactéria – SV1, SV4, SV5 e NT (não tipificável) – a vacina oferece um espectro de proteção sem igual, abrangendo 97,5% da prevalência de G. parasuis no Brasil. A escolha dos sorovares reflete a incidência real das infecções no país.

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“Graças à sua composição e à tecnologia inovadora de sobrexpressão de uma proteína crucial da bactéria, além de um potente adjuvante, a Safesui Glasser ONE adota um protocolo de dose única, diferindo de todas as vacinas atuais que requerem duas aplicações. Este novo produto proporciona proteção abrangente contra todos os principais sorovares circulantes no Brasil, algo que outras vacinas não conseguem oferecer”, explica Flavio Hirose, gerente de marketing e técnico da unidade de negócios da Ourofino.

Desenvolvida em parceria com o Professor Doutor Rafael Frandoloso, a vacina representa um avanço significativo para a proteção dos leitões e a comodidade dos suinocultores, oferecendo proteção heteróloga e uma aplicação simples. “A tecnologia da Safesui Glasser ONE garante uma eficácia superior e um espectro de proteção mais amplo do que as vacinas disponíveis no mercado. Devido à sua inovação, a patente já foi solicitada”, destaca Ferdinando Almeida, diretor de Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação na Ourofino.

Segundo Igor Gatto, gerente de Pesquisa Clínica, os efeitos da doença são severos. “Em surtos graves, até 50% do plantel pode ser afetado pela G. parasuis, levando a inflamações sistêmicas no animal. A bactéria entra pelas vias respiratórias e se espalha pelo corpo, causando febre, apatia, tosse, claudicação e, em casos extremos, comprometimento neurológico e morte”, detalha Gatto.

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A vacina deve ser administrada em dose única de 2 ml, por via intramuscular, aos 21 dias de idade dos leitões. “Produzida na planta de biotecnologia da Ourofino, uma das mais modernas do mundo, a Safesui Glasser ONE representa um avanço no bem-estar animal. Animais mais saudáveis apresentam melhor desempenho, e a nova vacina oferece não apenas prevenção e facilidade de manejo, mas também a conveniência de uma dose única. Esta é uma contribuição significativa da Ourofino para a produção de carne suína de alta qualidade”, conclui Marcelo Faria, diretor da unidade de negócios de Aves e Suínos da Ourofino.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Produção de biodiesel cresce em Mato Grosso e estado já responde por 26% do volume nacional

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Mato Grosso lidera expansão do biodiesel no Brasil

A produção de biodiesel em Mato Grosso registrou forte crescimento em março e consolidou o estado como principal polo do biocombustível no país. Segundo dados do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea), divulgados nesta semana, o estado foi responsável por 26% de toda a produção nacional no período.

As usinas mato-grossenses produziram 228,36 mil metros cúbicos (m³) de biodiesel, dentro de um volume nacional de 893,60 mil m³, configurando o maior patamar da série histórica estadual. O resultado representa um avanço de 16,90% em relação a fevereiro.

Mistura obrigatória de biodiesel sustenta demanda

O crescimento da produção está diretamente ligado ao aumento da demanda interna, impulsionada pela política energética nacional. Desde agosto do ano passado, o Brasil adota a mistura obrigatória de 15% de biodiesel ao diesel (B15).

De acordo com o coordenador de Inteligência de Mercado Agro do Imea, Rodrigo Silva, esse fator tem sido determinante para o avanço da indústria no estado.

“A elevação da mistura obrigatória e a demanda mais aquecida pelo biodiesel contribuíram para esse aumento na produção”, afirma o especialista.

Segundo ele, o movimento reflete a adaptação das usinas à nova dinâmica de consumo de combustíveis no país, sustentando o crescimento recente do setor.

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Óleo de soja segue como principal matéria-prima

O boletim também aponta que o óleo de soja continua sendo o principal insumo utilizado na produção de biodiesel em Mato Grosso, com participação de 84% no total, apesar de leve recuo em relação ao mês anterior.

O protagonismo do insumo reforça a forte integração entre as cadeias de grãos e biocombustíveis, especialmente em um estado que lidera a produção nacional de soja.

Imea revisa projeções para algodão, milho e pecuária

Além do biodiesel, o relatório do Imea trouxe atualizações importantes para outras cadeias do agronegócio em Mato Grosso.

Algodão tem ajuste na área, mas mantém produção robusta

A área plantada de algodão para a safra 2025/26 foi revisada para 1,38 milhão de hectares, indicando leve redução frente à estimativa anterior. Em contrapartida, a produtividade foi ajustada para 297,69 arrobas por hectare.

Com isso, a produção total está projetada em 6,14 milhões de toneladas de algodão em caroço, mantendo o estado como líder nacional na cultura.

Milho tem produtividade revisada para cima

No caso do milho, o Imea manteve a área da safra 2025/26 em 7,39 milhões de hectares, mas revisou a produtividade para 118,78 sacas por hectare.

A nova estimativa elevou a produção para 52,66 milhões de toneladas, refletindo condições climáticas favoráveis em parte das lavouras, impulsionadas pelo bom regime de chuvas.

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Boi gordo sobe com oferta restrita

No mercado pecuário, o preço do boi gordo apresentou alta em abril. A arroba em Mato Grosso atingiu média de R$ 350,11, sustentada pela oferta reduzida de animais para abate.

O cenário contribuiu para a diminuição do diferencial de preços em relação a São Paulo, onde a média foi de R$ 367,57 por arroba.

Suínos recuam com menor demanda interna

Em contraste, o mercado de suínos registrou queda nas cotações. O preço pago ao produtor mato-grossense ficou em R$ 5,96 por quilo em abril, pressionado pela redução da demanda doméstica.

Segundo o Imea, o enfraquecimento do consumo elevou a oferta de animais e carne no mercado, impactando negativamente os preços.

Cenário reforça protagonismo do agro mato-grossense

Os dados mais recentes confirmam o papel estratégico de Mato Grosso no agronegócio brasileiro, tanto na produção de biocombustíveis quanto nas cadeias de grãos e proteínas animais.

Com a demanda por energia renovável em alta e condições favoráveis no campo, o estado segue ampliando sua participação nos mercados nacional e internacional, consolidando-se como um dos principais motores do agro no país.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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