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Exporta Mais Brasil impulsiona negócios internacionais durante a Anuga Select Brazil em São Paulo

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Anuga Select Brazil reúne compradores internacionais e empresas brasileiras

Entre os dias 7 e 10 de abril, São Paulo (SP) recebe mais uma edição do programa Exporta Mais Brasil voltado ao setor de alimentos e bebidas. A iniciativa, promovida pela Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil), ocorre durante a Anuga Select Brazil, realizada no Distrito Anhembi.

O objetivo é ampliar a presença de produtos brasileiros no mercado internacional por meio de rodadas de negócios qualificadas e visitas técnicas estratégicas.

A feira é reconhecida como uma das principais plataformas do setor, reunindo empresas, compradores e especialistas para apresentar tendências, inovações e oportunidades no mercado global de alimentos e bebidas.

Rodadas de negócios conectam Brasil a 12 mercados estratégicos

A ação contará com a participação de 12 compradores internacionais, vindos de países considerados estratégicos para o comércio exterior brasileiro, como Itália, Chile, Argentina, Turquia, Polônia, Índia, Quênia, China, Emirados Árabes Unidos, Estados Unidos, Moçambique e Indonésia.

Do lado brasileiro, cerca de 85 empresas de diferentes portes participam da iniciativa, com a oportunidade de apresentar seus produtos e estabelecer parcerias comerciais com potencial de exportação.

As rodadas de negócios serão realizadas com encontros previamente agendados, priorizando afinidade de perfil e potencial de geração de resultados, o que aumenta a efetividade das negociações.

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Visitas técnicas fortalecem confiança nos produtos brasileiros

Além das reuniões comerciais, a programação inclui uma agenda de imersão voltada aos compradores internacionais. Estão previstas visitas técnicas a pontos de venda e unidades produtivas, permitindo o contato direto com processos, padrões de qualidade e a diversidade da produção nacional.

A proposta é ampliar a confiança nos produtos brasileiros e fortalecer as oportunidades de negócios a partir de experiências práticas no ambiente produtivo.

Networking e relacionamento ampliam oportunidades comerciais

A iniciativa também contempla momentos de networking e encontros institucionais, promovendo a troca de informações estratégicas e o fortalecimento das relações comerciais.

Os participantes ainda terão acesso à programação da feira, podendo visitar outros expositores e ampliar sua rede de contatos, o que contribui para novas oportunidades de negócios no setor.

Estratégia da ApexBrasil foca em diversificação de mercados

O Exporta Mais Brasil integra a estratégia da ApexBrasil de fomentar as exportações por meio de conexões comerciais qualificadas. A proposta é gerar resultados concretos e ampliar a inserção internacional das empresas brasileiras, com foco na diversificação de mercados.

Palestra destaca caminhos para exportação e competitividade

Durante a Anuga Select Brazil, a ApexBrasil também promove a palestra “Sabores do Brasil para o Mundo”, no dia 8 de abril, às 12h.

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A apresentação será conduzida por Luciana Pecegueiro Furtado, coordenadora de Agronegócio da ApexBrasil, e José Mendes, especialista em competitividade. O objetivo é mostrar, de forma prática, como a agência prepara e conecta empresas brasileiras aos mercados internacionais.

Entre os temas abordados estão:

  • Capacitação e qualificação para exportação
  • Funcionamento dos projetos setoriais
  • Participação em feiras, rodadas de negócios e missões comerciais
  • Uso de inteligência de mercado para decisões estratégicas

A palestra é voltada tanto para empresas iniciantes quanto para aquelas que já atuam no comércio exterior e buscam ampliar sua presença global.

Resultados anteriores reforçam potencial da iniciativa

Na edição realizada em 2025, também em São Paulo, a participação da ApexBrasil durante a Anuga Select registrou 296 reuniões de negócios entre empresas brasileiras e compradores internacionais.

A expectativa de geração de negócios alcançou US$ 6,3 milhões, demonstrando o potencial da iniciativa como ferramenta de promoção comercial e internacionalização.

Para a edição deste ano, a expectativa é superar esses resultados, consolidando o Exporta Mais Brasil como uma das principais ações de estímulo às exportações no setor de alimentos e bebidas.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Plano Safra 2026/27 amplia recursos, mas redução no crédito de custeio preocupa produtores rurais

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O lançamento do Plano Safra 2026/2027 trouxe novamente um volume recorde de recursos para a agropecuária brasileira. O governo federal anunciou R$ 525,1 bilhões destinados ao financiamento da produção rural empresarial, desconsiderando os recursos do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf).

Apesar do valor histórico, especialistas e representantes do setor alertam que a análise não pode se limitar ao montante global. A composição dos recursos revela mudanças importantes na política de crédito rural, com redução das linhas tradicionais de custeio, retração do crédito subsidiado e crescimento da participação dos instrumentos privados de financiamento.

Na avaliação do setor produtivo, o principal desafio do novo Plano Safra será garantir que o crédito anunciado chegue efetivamente ao produtor rural, em condições compatíveis com a realidade econômica da atividade.

Recursos crescem nominalmente, mas perdem força diante da inflação

Do total anunciado para o ciclo 2026/2027, R$ 384,9 bilhões serão destinados às operações de custeio e comercialização, enquanto R$ 140,2 bilhões financiarão investimentos no setor agropecuário.

Embora o Plano Safra tenha registrado acréscimo nominal de aproximadamente R$ 9 bilhões em relação ao ciclo anterior — alta de cerca de 1,7% — o crescimento ficou abaixo da inflação acumulada no período.

Considerando o IPCA dos últimos 11 meses, estimado em 4,4%, o volume necessário apenas para manter o mesmo poder de compra do Plano Safra anterior seria de aproximadamente R$ 538,7 bilhões.

Na prática, o programa representa uma redução real próxima de R$ 13,6 bilhões quando descontada a inflação.

Outro ponto que chama atenção é a redução dos recursos destinados justamente ao financiamento da produção.

As linhas de custeio e comercialização passaram de R$ 414,7 bilhões no Plano Safra 2025/2026 para R$ 384,9 bilhões no novo ciclo, uma diminuição nominal de R$ 29,8 bilhões.

Aprosoja MT alerta para crédito mais caro e restrito

Para o presidente da Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja MT), Lucas Costa Beber, o cenário preocupa porque o produtor inicia uma nova safra enfrentando juros elevados, margens mais apertadas e maior rigor das instituições financeiras na concessão de crédito.

Segundo ele, a redução dos recursos para custeio diminui a capacidade do agricultor de financiar o plantio e a condução da lavoura, justamente no momento em que os custos de produção permanecem elevados.

“O Plano Safra 2026/27 apresenta um aumento no volume total de recursos, mas reduz quase R$ 30 bilhões destinados ao custeio e à comercialização. Houve redução de juros em algumas linhas, porém com menor disponibilidade de recursos para financiar a produção. Isso limita o acesso do produtor justamente na etapa mais importante do ciclo agrícola”, avalia.

Endividamento rural preocupa setor produtivo

Antes mesmo da divulgação do novo Plano Safra, a Aprosoja Mato Grosso havia encaminhado ao Ministério da Agricultura e Pecuária propostas voltadas ao enfrentamento do crescente endividamento rural.

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A entidade defende que a política agrícola contemple medidas capazes de recompor a capacidade financeira dos produtores, facilitar renegociações de dívidas e preservar o acesso ao crédito.

Segundo a associação, sem soluções estruturais para o passivo financeiro acumulado, parte significativa dos recursos anunciados tende a ser utilizada apenas para reorganizar dívidas existentes, reduzindo o impacto positivo sobre a produção.

Crédito rural tradicional perde espaço para a CPR

Os números da execução do Plano Agrícola e Pecuário (PAP) 2025/2026 reforçam a mudança no perfil do financiamento rural brasileiro.

Entre julho de 2025 e maio de 2026, o volume contratado de crédito rural, excluindo o Pronaf, alcançou R$ 433 bilhões, redução de 5% em relação aos R$ 458,1 bilhões registrados no mesmo período da safra anterior.

Quando são consideradas apenas as linhas tradicionais de crédito rural — financiadas por recursos controlados e livres — a retração é ainda maior.

O volume caiu de R$ 286,6 bilhões para R$ 247,8 bilhões, representando redução de aproximadamente 14%.

Em contrapartida, a Cédula de Produto Rural (CPR) ampliou sua participação no financiamento da atividade.

As operações por meio da CPR totalizaram R$ 185,2 bilhões entre julho de 2025 e maio de 2026, crescimento de 8% frente aos R$ 171,5 bilhões do ciclo anterior.

Com isso, o instrumento passou a responder por 42,8% do total do crédito rural contratado, ante 37,4% na safra passada.

Dependência do mercado aumenta custo financeiro

O crescimento da participação da CPR evidencia uma transformação importante no financiamento do agronegócio brasileiro.

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À medida que aumenta a utilização de instrumentos privados, os produtores ficam mais expostos às condições de mercado, aos custos financeiros praticados pelas instituições e às exigências de garantias.

Na avaliação do setor, essa mudança reduz o papel das linhas tradicionais da política agrícola e amplia a dependência de mecanismos privados de crédito.

Linhas de investimento e programas estratégicos também encolhem

A retração também atingiu outras modalidades importantes do crédito rural.

As operações de custeio recuaram de R$ 158 bilhões para R$ 137,5 bilhões entre julho de 2025 e maio de 2026, queda de 12,9%.

Já os financiamentos destinados a investimentos apresentaram redução ainda maior, passando de R$ 64 bilhões para R$ 46,1 bilhões, retração de 28,1%.

Programas considerados estratégicos para modernização da agropecuária, como Moderfrota, Proirriga, PCA, Prodecoop e RenovAgro, também registraram menor volume de recursos contratados.

Outro dado que preocupa o setor é a redução das operações com recursos equalizados pelo governo.

Esse volume caiu de R$ 91,4 bilhões para R$ 48,9 bilhões no mesmo período analisado, retração de aproximadamente 47%, indicando menor participação do crédito subsidiado na política agrícola.

Crédito acessível será determinante para o sucesso do Plano Safra

O Plano Safra 2026/2027 reforça instrumentos de gestão de risco, como o Proagro e o seguro rural, além de condicionar determinadas renegociações de custeio à contratação de cobertura securitária.

No entanto, representantes do setor destacam que a eficácia dessas medidas dependerá da disponibilidade efetiva dos programas, da oferta de recursos suficientes e de custos compatíveis com a realidade econômica das propriedades rurais.

Para o agronegócio, mais importante do que anunciar cifras recordes é assegurar que o crédito rural esteja disponível, com acesso simplificado, juros competitivos e capacidade de atender quem produz.

Em um cenário de custos elevados, margens mais apertadas e maior seletividade das instituições financeiras, o sucesso do Plano Safra será medido menos pelo volume anunciado e mais pela eficiência na chegada dos recursos ao campo, sustentando a produção, os investimentos e a competitividade da agropecuária brasileira.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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