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Primeira edição da Feira do Centro movimenta comércio e reúne famílias na 13 de Junho

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A Prefeitura de Cuiabá, em parceria com a Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL), realizou neste sábado (20) a primeira edição da “Feira do Centro”, transformando a Rua 13 de Junho em um espaço exclusivo para pedestres, lazer e comércio popular.

O trecho entre as avenidas Getúlio Vargas e Isaac Póvoas ficou interditado para veículos das 7h às 16h, dando lugar a barracas de ambulantes, artesãos e feirantes, que ofereceram uma grande variedade de produtos diretamente ao público. A iniciativa faz parte de um projeto-piloto que visa reativar a economia do centro histórico e proporcionar uma nova opção de lazer e compras para as famílias cuiabanas aos sábados.

Prefeitura aposta na mobilidade e no comércio local

Durante visita ao evento, o prefeito Abílio Brunini destacou os benefícios da ação. “A feira traz mais movimento para o centro, incentiva a economia local e melhora a acessibilidade. Vimos cadeirantes, idosos e crianças circulando com segurança pela via, sem o trânsito de veículos. A sensação é de liberdade. Vamos avaliar os resultados deste sábado e do próximo para tomar uma decisão definitiva.”

Comerciantes e ambulantes aprovam iniciativa

Para o sorveteiro Lindomar, de 55 anos, que trabalha há 25 anos na Praça Alencastro, a feira chegou em boa hora. “O centro estava esquecido. A proposta é muito boa, mas precisa de mais divulgação e variedade, principalmente na parte de alimentação. Quanto mais gente na rua, melhor para todos nós.”

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Ele também sugeriu que as próximas edições sejam realizadas no início do mês, quando o comércio tem maior movimento.

Na mesma linha, o vendedor Juliano, da loja China Bazaar, também aprovou o projeto. “Achei a iniciativa muito boa. Ninguém tem nada a perder, o sol brilha para todos. A cidade só tem a ganhar com algo bem organizado como isso.”

Juliano destacou a necessidade de ampliar a oferta gastronômica no evento, o que também foi apontado pela vendedora Ana Cássia, da loja Estilo Cosméticos. “A feira trouxe muito mais movimento para a loja, mesmo sendo final de mês. Mas faltaram barracas de comida e bebida, especialmente sucos, por causa do calor. Poderia acontecer quinzenalmente, principalmente no início do mês.”

Apoio do Legislativo e sugestões para continuidade

O vereador Dilemário Alencar elogiou a iniciativa e defendeu a continuidade da ação. “É a primeira vez que esse trecho da 13 de Junho é fechado para os pedestres. A experiência é válida e, se os resultados forem positivos, pode virar um evento permanente. É uma forma de dialogar com comerciantes e fortalecer a economia local.”

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Ambulantes também aprovaram a novidade. Para Adriano Oliveira, que há dois anos trabalha de forma autônoma, a feira representa uma oportunidade. “É algo que eu nunca tinha visto, e que deu certo. Toda tentativa para movimentar o comércio é válida. Espero que continue.”

Próxima edição será no sábado (27)

A Prefeitura informou que haverá uma segunda edição da Feira do Centro no próximo sábado (27), com o mesmo formato. Após essa fase de testes, será feito um balanço para avaliar a viabilidade de manter o evento de forma permanente ou periódica.

A proposta é clara: reocupar o centro com atividades culturais, comerciais e familiares, fortalecendo a economia, gerando renda e oferecendo à população cuiabana um novo ponto de encontro e lazer aos sábados.

#PraCegoVer
A imagem que ilustra a matéria mostra trecho da Rua 13 de Junho, neste sábado, durante a Feira do Centro.

Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT

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AGRONEGÓCIO

Decisão judicial extingue ação da Aprosoja que cobrava R$ 1,1 bilhão por Moratória da Soja

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A Justiça de Mato Grosso encerrou a ação em que a Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja-MT) cobrava R$ 1,1 bilhão de empresas e entidades por prejuízos que atribuía à Moratória da Soja. A sentença, proferida na terça-feira (13), fecha na primeira instância a tentativa de obter uma reparação coletiva aos agricultores atingidos pelas restrições de compra do acordo.

A cobrança buscava compensar perdas que, segundo a associação, decorreram da dificuldade de vender soja mesmo quando a produção atendia à legislação ambiental. A Aprosoja-MT pretendia que empresas comercializadoras, entidades setoriais e seus representantes respondessem financeiramente por esses danos.

O processo discutia os efeitos de um pacto do qual a Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove) anunciou sua saída em janeiro de 2026. A retirada ocorreu após a entrada em vigor da lei mato-grossense que restringiu incentivos fiscais a empresas participantes de acordos com exigências superiores às da legislação ambiental. Em agosto, depois do julgamento do Supremo Tribunal Federal (STF), a entidade reafirmou que não pretendia retomar a moratória. Saiba mais aqui

Criado em 2006, o compromisso previa a recusa de soja cultivada em áreas do bioma Amazônia desmatadas depois de julho de 2008. A restrição alcançava também áreas abertas com autorização. Para a Aprosoja-MT, esse critério prejudicava agricultores que cumpriam a lei, mas encontravam menos alternativas de compradores para sua produção.

A saída das empresas e a cobrança pelas perdas anteriores seguiram caminhos diferentes. Enquanto a Abiove abandonou o pacto coletivo, a associação dos produtores manteve a tentativa de responsabilizar seus participantes pelos efeitos que atribuía à aplicação das restrições.

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Essa cobrança foi atingida pelo julgamento do STF de 12 de agosto. O Supremo considerou que o acordo respeitava a Constituição e determinou o encerramento dos processos judiciais e administrativos baseados na sua suposta ilegalidade, inclusive dos pedidos de responsabilização financeira. A Vara Especializada em Ações Coletivas de Cuiabá aplicou essa ordem ao processo da Aprosoja-MT. portal.stf.jus.br

Com isso, o pedido de R$ 1,1 bilhão foi encerrado antes da análise dos prejuízos alegados. A sentença deixa os agricultores representados pela associação sem a reparação buscada nessa ação e afasta das empresas processadas, nesta primeira instância, a cobrança coletiva.

O Supremo também manteve as leis estaduais que restringem incentivos a participantes de acordos dessa natureza. Estabeleceu, porém, que a retirada de benefícios deve respeitar os prazos tributários e a proteção das isenções concedidas mediante condições assumidas pelas empresas. O resultado preservou tanto a validade jurídica do pacto quanto a possibilidade de os estados estabelecerem condições para conceder incentivos.

Na mesma sentença, a Justiça rejeitou os pedidos para que a Aprosoja-MT pagasse honorários, despesas processuais e multa por má-fé. A associação teve sua cobrança encerrada, mas ficou livre dessas despesas reclamadas pelos réus.

Na comercialização atual, a Abiove informou que suas associadas passaram a atender individualmente às exigências dos mercados compradores. Para o produtor, as condições de aceitação da soja dependem das políticas de cada empresa. Já a sentença desta semana trata da disputa pelas perdas atribuídas ao antigo compromisso coletivo e encerra, nessa primeira instância, a tentativa de recuperação desses valores.

Isan Rezende

Com isso, os produtores representados pela Aprosoja-MT não receberão qualquer indenização das empresas ligadas à Moratória da Soja. A Aprosoja-MT buscava responsabilizar empresas e entidades por prejuízos que atribuía à moratória. Seu argumento era que agricultores que respeitavam a legislação ambiental também podiam ficar sem acesso a compradores por causa das exigências do acordo.

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O presidente do Instituto do Agronegócio (IA), Isan Rezende, lamentou a decisão. “O encerramento da ação frustra a expectativa de reparação dos produtores que se consideram prejudicados pela Moratória da Soja. A cobrança da Aprosoja procurava dar uma resposta a quem cumpriu a legislação ambiental, investiu na propriedade e encontrou restrições para vender. A sentença encerrou esse pedido sem examinar os prejuízos alegados. Isso precisa ficar claro para o agricultor”, comentou.

“O problema comercial continua exigindo atenção. O produtor precisa saber, antes de plantar e de assumir compromissos, quais critérios serão usados para receber sua soja. Quem trabalha dentro da lei precisa de previsibilidade para investir. Também é necessário dar transparência às exigências dos compradores, para que o agricultor consiga avaliar suas alternativas de venda e os custos envolvidos”, disse Rezende.

“Agora, o setor precisa concentrar esforços para ampliar mercados e construir condições comerciais mais claras. Sair de um acordo coletivo não significa, necessariamente, abandonar as restrições de compra. Por isso, a representação dos produtores deve acompanhar as regras adotadas por cada empresa e buscar soluções que preservem o acesso aos mercados e a renda de quem produz”, recomendou o presidente do IA.

Fonte: Pensar Agro

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