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Previsões da ANEC indicam exportações expressivas de milho, soja e derivados em dezembro

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Estima-se que o país exportará entre 6,8 milhões e 6,9 milhões de toneladas de milho, mantendo-se próximo ao volume de 6,9 milhões de toneladas embarcado no mês anterior, porém ligeiramente abaixo das 7,2 milhões de toneladas de dezembro de 2022. No segmento da soja, a Anec prevê exportações entre 3 milhões e 4,1 milhões de toneladas no último mês do ano, representando uma redução em relação às 4,5 milhões de toneladas de novembro, mas um aumento significativo em comparação às 1,5 milhão de toneladas de dezembro do ano passado.

Quanto aos embarques de farelo, a expectativa é de atingir 2 milhões de toneladas, superando as 1,9 milhão de toneladas de novembro e as 1,3 milhão de toneladas de dezembro de 2022. No caso do trigo, a Anec estima o envio de 283 mil toneladas, um aumento expressivo em relação às 147 mil toneladas de novembro, mas ainda abaixo das 689 mil toneladas registradas em dezembro do ano passado.

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Na última semana de novembro, o Brasil já exportou 1,8 milhões de toneladas de milho, 921,4 mil toneladas de soja, 563,8 mil toneladas de farelo e 129 mil toneladas de trigo.

As projeções para a safra 2022/23 indicam exportações robustas, com estimativas de 55,8 milhões a 56 milhões de toneladas de milho, 100,5 milhões a 101,7 milhões de toneladas de soja, 22,3 milhões de toneladas de farelo e 2,3 milhões de toneladas de trigo.

Fonte: Portal do Agronegócio

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Preços do trigo sobem no Brasil com oferta restrita e ajuste no mercado em abril

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O mercado brasileiro de trigo encerrou abril com valorização nas principais regiões produtoras, sustentado pela oferta restrita, firmeza dos vendedores e necessidade de recomposição de estoques por parte dos moinhos. O movimento reflete um ajuste no mercado interno, especialmente diante da menor disponibilidade no Sul e da crescente exigência por qualidade do grão.

Mercado interno: escassez e qualidade sustentam preços

A baixa oferta disponível nas regiões produtoras foi determinante para a sustentação das cotações ao longo do mês. A comercialização mais seletiva, com foco em lotes de melhor qualidade, também contribuiu para o cenário de valorização.

No Paraná, a média FOB interior avançou 3% em abril, alcançando R$ 1.407 por tonelada. Já no Rio Grande do Sul, o movimento foi mais expressivo, com alta de 8%, elevando a referência para R$ 1.295 por tonelada.

O comportamento reforça um mercado mais ajustado, com menor volume disponível e maior rigor na negociação, principalmente em relação ao padrão do produto.

Acumulado de 2026 mostra recuperação relevante

No primeiro quadrimestre de 2026, a alta acumulada dos preços é significativa, indicando uma mudança importante na dinâmica do mercado desde o início do ano:

  • Paraná: +20%
  • Rio Grande do Sul: +25%
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Apesar da recuperação no curto prazo, na comparação anual as cotações ainda permanecem abaixo dos níveis registrados no mesmo período do ano anterior, com recuos de 9% no Paraná e 10% no Rio Grande do Sul.

Esse cenário evidencia que o mercado doméstico reage aos fundamentos internos, mas ainda enfrenta limitações impostas pelo ambiente externo.

Mercado externo: referência argentina e incertezas de qualidade

A Argentina segue como principal referência para a formação de preços do trigo no Brasil. Em abril, as indicações nominais para o produto com teor de proteína acima de 11,5% permaneceram estáveis, ao redor de US$ 240 por tonelada.

No entanto, o cenário internacional aponta para possíveis ajustes. O trigo hard norte-americano registrou valorização de 7,8% no mês e acumula alta de 27% em 2026, sinalizando pressão altista global.

Além disso, persistem incertezas quanto ao padrão de qualidade do trigo argentino disponível para exportação, o que pode influenciar diretamente a competitividade e os preços no mercado regional.

Câmbio limita repasse da alta internacional

Apesar do viés altista nos fundamentos domésticos e da pressão externa, o câmbio tem atuado como principal fator de contenção para os preços no Brasil.

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A valorização do real frente ao dólar reduz a paridade de importação, limitando o repasse das altas internacionais para o mercado interno. Com isso, mesmo diante de um cenário global mais firme, os avanços nas cotações domésticas ocorrem de forma mais moderada.

Tendência: mercado segue sensível à oferta e ao câmbio

A perspectiva para o curto prazo é de manutenção de um mercado ajustado, com preços sustentados pela oferta restrita e pela demanda pontual dos moinhos.

No entanto, a evolução do câmbio e o comportamento das cotações internacionais seguirão sendo determinantes para a intensidade dos movimentos no Brasil, especialmente em um cenário de integração crescente com o mercado global.

Fonte: Portal do Agronegócio

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