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Previsão de Crescimento de 4% nas Vendas de Flores para o Dia dos Namorados

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O Dia dos Namorados, celebrado em 12 de junho, é uma data que representa cerca de 8% do comércio anual de flores e plantas ornamentais. Este ano, espera-se um aumento de 4% nas vendas em relação a 2023, impulsionado principalmente pela demanda por rosas, que continuam sendo as preferidas.

Condições Favoráveis para a Produção

O clima ameno, nem tão frio nem tão úmido, tem favorecido a colheita das rosas, permitindo que alguns produtores registrem um aumento de cerca de 20% no volume em comparação ao ano anterior. Além da produção nacional, as importações, principalmente da Colômbia e Equador, são essenciais para abastecer o mercado, especialmente nesta época do ano, quando a chegada do inverno tende a reduzir a produção local.

Expectativas e Comportamento do Mercado

O Instituto Brasileiro de Floricultura (Ibraflor) está otimista com a previsão de aumento nas vendas, destacando que a maioria dos consumidores tem realizado compras mais próximas à data, adotando uma postura cautelosa devido às experiências do Dia das Mães, quando perdas no ponto de venda foram registradas por diversos motivos, incluindo a situação econômica do país e os impactos das enchentes no Rio Grande do Sul.

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Investimentos e Variedades

Os produtores têm investido em variedades como as rosas vermelhas e amarelas, além de outras cores vibrantes, para atender à demanda do Dia dos Namorados. Apesar da competição com as flores importadas, a Associação dos Produtores de Flores de Andradas (Andraflores) não teme a concorrência, pois reconhece a importância das importações para suprir o mercado em um período de produção reduzida devido às condições climáticas do inverno.

O mercado oferece uma vasta gama de flores e plantas ornamentais, com mais de 3.500 variedades de aproximadamente 300 espécies. Além das rosas e orquídeas, outras opções como alstroemérias, lírios, gérberas, cravinas, crisântemos, antúrios, calêndulas, helicônias, dálias e estrelítzias são bastante procuradas para compor belos buquês, enquanto as flores de vaso, como kalanchoes, cyclamens e antúrios, também têm boa saída nesta data especial.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Nova plataforma acelera seleção de trigo resistente a doenças

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Uma nova plataforma de genotipagem incorporada pela Empresa Brasileira de Pesquisas Agropecuárias (Embrapa) reduziu para cerca de 12 horas uma etapa da análise de DNA do trigo que antes levava dias. A automação diminui custos e permite selecionar com mais rapidez plantas associadas à produtividade, à adaptação ao ambiente e à resistência a doenças.

Na prática, a tecnologia deve encurtar parte do trabalho necessário para desenvolver cultivares. Segundo pesquisadores da Embrapa, procedimentos que poderiam consumir um ano agora têm potencial para ser realizados em uma semana, dependendo do volume e do tipo de análise.

O avanço é relevante porque o trigo possui um genoma cinco vezes maior que o humano. Depois do sequenciamento completo da espécie, concluído por um consórcio internacional em 2018, a pesquisa passou a contar com informações mais precisas para localizar variações genéticas de interesse agronômico.

A plataforma permite analisar simultaneamente 384 amostras e 202 marcadores, gerando aproximadamente 80 mil pontos de informação. A equipe dispõe de dados de cerca de 5 mil marcadores moleculares de trigo e 3,5 mil de cevada compatíveis com o sistema.

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Esses marcadores funcionam como referências dentro do DNA. Eles ajudam a identificar linhagens que podem carregar características desejáveis e, assim, orientar os cruzamentos realizados pelos programas de melhoramento genético.

Uma das aplicações já em andamento é a busca por maior resistência à brusone, doença capaz de provocar perdas importantes nas lavouras de trigo. Quando um marcador associado à resistência é encontrado em determinada planta, essa linhagem pode ser selecionada para novos cruzamentos.

A análise genética, contudo, não substitui os testes agronômicos. A presença do marcador indica potencial, mas não garante que a planta será resistente. As linhagens ainda precisam ser expostas ao fungo e avaliadas no campo para confirmar seu desempenho.

A plataforma também poderá ser usada para estudar o DNA de microrganismos presentes no solo e relacioná-los ao desenvolvimento da cultura. Outra frente é a identificação de genes ligados às proteínas do glúten, conhecimento que pode apoiar pesquisas de trigo voltadas a pessoas com doença celíaca.

Com a geração mais rápida de dados, os pesquisadores conseguem descartar materiais pouco promissores e concentrar os ensaios nas linhagens com maior potencial. Para o produtor, o resultado esperado é a chegada mais eficiente de cultivares adaptadas, produtivas e menos vulneráveis a doenças.

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Fonte: Pensar Agro

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