AGRONEGÓCIO
Prevenção contra Influenza Aviária segue como prioridade na avicultura brasileira, com foco em biosseguridade e responsabilidade compartilhada
Publicado em
23 de julho de 2025por
Da Redação
Após conter com sucesso um foco isolado de Influenza Aviária na região Sul do país, o Brasil recuperou recentemente o status de livre da doença em granjas comerciais. A conquista representa um avanço importante para a avicultura nacional, que lidera as exportações mundiais de carne de frango. No entanto, o setor permanece em alerta: a ameaça global da doença continua, e a prevenção segue sendo prioridade absoluta.
Riscos sanitários e econômicos exigem rigidez no controle
De acordo com David Toledo, gerente de Negócios do segmento de Aves da De Heus Brasil, mesmo com a retomada do status sanitário, o avanço da Influenza Aviária em outras partes do mundo eleva o nível de preocupação com o comércio internacional. Para ele, qualquer falha no controle sanitário pode comprometer mercados estratégicos e resultar em impactos bilionários para a economia brasileira.
“A Influenza Aviária representa dois grandes riscos: o sanitário, pela rápida propagação e elevada mortalidade das aves; e o econômico, por causar restrições comerciais que afetam diretamente a balança de exportações”, alerta Toledo.
Biosseguridade integrada é estratégia essencial para o setor
Toledo destaca que, diante do atual cenário, a prevenção deve ir além de medidas pontuais. Ele defende uma abordagem estruturada em diversos níveis, como saúde, nutrição, manejo, infraestrutura, logística e, sobretudo, uma cultura de biosseguridade consolidada em toda a cadeia.
“A biosseguridade deixou de ser diferencial competitivo. Hoje, é fator de sobrevivência para o negócio. Não há espaço para amadorismo”, afirma.
A De Heus recomenda práticas que envolvem desde a aquisição de insumos de qualidade, controle rigoroso de pragas, até a adoção de protocolos logísticos específicos, como desinfecção de frota, roteirização por áreas de menor risco e capacitação contínua das equipes.
Nutrição e logística: pilares no suporte à saúde das aves
Embora a nutrição não atue diretamente no controle do vírus, uma alimentação balanceada fortalece o sistema imunológico das aves, ajudando na prevenção de doenças. A logística, por sua vez, é apontada como uma barreira sanitária estratégica.
“A entrega da ração é um dos pontos mais críticos. É fundamental garantir a limpeza da frota e evitar áreas de risco. A logística é tão importante quanto a qualidade do alimento”, reforça o gerente da De Heus.
Responsabilidade compartilhada e ação coletiva
A De Heus intensificou seu trabalho de campo com foco em orientação técnica e práticas de biosseguridade. A empresa defende que a eficácia da prevenção está ligada à responsabilidade compartilhada entre produtores, fornecedores, técnicos e empresas da cadeia avícola.
“Nosso papel vai além de oferecer suporte técnico. Queremos ajudar a construir uma consciência coletiva sobre a importância da biossegurança. O controle da Influenza depende de todos”, pontua Toledo.
Vacinação em debate e tendências regulatórias
Mesmo sem exigências oficiais até o momento, o avanço da doença em outros países tem levado autoridades a avaliar a adoção da vacinação como medida preventiva. Embora ainda em discussão no Brasil, a estratégia enfrenta resistência de alguns mercados importadores, mas já é tendência em regiões com surtos frequentes.
“A vacina pode ser uma aliada importante, mas sua implementação exige cuidado técnico e análise comercial. O essencial é manter a vigilância constante e prevenir antes que a doença retorne”, finaliza Toledo.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
AGRONEGÓCIO
Decisão valida Moratória, mantém leis estaduais e encerra ações
Published
4 horas agoon
13 de agosto de 2026By
Da Redação
O Supremo Tribunal Federal (STF) concluiu nesta quarta-feira (12.08) o julgamento sobre a Moratória da Soja com uma decisão que preserva o acordo privado, mas também permite que Mato Grosso e Rondônia retirem incentivos fiscais das empresas participantes. A Corte determinou ainda o encerramento de processos judiciais e administrativos que discutiam a legalidade e os efeitos concorrenciais do pacto.
O resultado não representa vitória integral de nenhum dos lados. As tradings continuam autorizadas a estabelecer critérios ambientais próprios para a compra da soja. Os Estados, por sua vez, não são obrigados a conceder benefícios públicos a empresas que adotem restrições comerciais superiores às previstas na legislação brasileira.
Criada em 2006, a Moratória da Soja é um compromisso privado firmado por tradings, indústrias e organizações da sociedade civil. As empresas participantes se comprometeram a não comprar soja cultivada em áreas do bioma Amazônia desmatadas depois de julho de 2008.
A restrição abrange também áreas abertas com autorização dos órgãos ambientais. Isso ocorre porque o Código Florestal permite que produtores utilizem parte de suas propriedades no bioma Amazônia, desde que preservem os percentuais de reserva legal e cumpram as demais exigências ambientais.
Por maioria, o STF entendeu que a Moratória é legítima por decorrer da liberdade empresarial. Na avaliação da Corte, uma companhia privada pode definir critérios próprios para escolher seus fornecedores, inclusive com exigências ambientais mais rigorosas do que aquelas estabelecidas em lei.
O reconhecimento da validade do pacto, entretanto, não obriga o poder público a acompanhar essas regras. O Supremo manteve as leis de Mato Grosso e Rondônia que permitem negar incentivos fiscais e terrenos públicos às empresas vinculadas a acordos privados que limitem a expansão da atividade agropecuária legal.
Na prática, as tradings poderão aderir à Moratória e deixar de adquirir determinados lotes de soja. Mato Grosso e Rondônia, por outro lado, poderão retirar os benefícios públicos concedidos a essas empresas.
A aplicação das leis estaduais deverá respeitar as regras tributárias de anterioridade. Também não poderá desconsiderar a proteção concedida a incentivos fiscais com prazo determinado e vinculados a condições já cumpridas pelas empresas beneficiárias.
O resultado não provoca a retomada automática da Moratória. As principais tradings haviam anunciado a saída do acordo diante da entrada em vigor das restrições estaduais. Cada empresa terá agora de decidir se volta a participar do pacto, considerando a possibilidade de perder benefícios fiscais.
A parte mais controversa da decisão foi o encerramento dos processos relacionados à Moratória. Por seis votos a três, o STF determinou a extinção de ações indenizatórias e de procedimentos administrativos baseados na suposta ilegalidade ou inconstitucionalidade do acordo.
A determinação alcança investigações em andamento no Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade). O órgão apurava se a adoção conjunta das mesmas restrições pelas grandes compradoras de soja poderia configurar uma prática coordenada capaz de limitar a concorrência.
Com o julgamento, essas apurações não deverão avançar com fundamento na suposta ilegalidade da configuração atual da Moratória. O STF considerou o pacto objetivo, público e voluntário e afastou, nos processos analisados, a tese de que o acordo seria necessariamente uma conduta anticoncorrencial.
A decisão também reduz o espaço para ações de produtores que buscavam indenizações por supostos prejuízos provocados pela recusa de compra de soja produzida em áreas abertas legalmente. Para a maioria dos ministros, a continuidade dessas disputas aumentaria a insegurança jurídica sobre a comercialização do grão.
O entendimento do Supremo se restringe ao modelo atual da Moratória. Eventuais mudanças no acordo ou novas condutas empresariais poderão ser analisadas posteriormente pelos órgãos competentes e pelo Judiciário.
Para o produtor, o resultado mantém dois cenários simultâneos. A soja produzida em conformidade com o Código Florestal poderá continuar sendo recusada por empresas que adotem critérios ambientais próprios. Essas companhias, contudo, poderão perder incentivos concedidos pelos Estados que considerem essas exigências prejudiciais à produção agropecuária legal.
O julgamento foi concluído pelo plenário, mas o acórdão ainda será publicado e poderá receber embargos de declaração. Esses recursos servem para esclarecer omissões ou contradições e, em regra, não reabrem o mérito central da decisão.
Fonte: Pensar Agro
Autorizado financiamento internacional de US$ 20 milhões para Petrolina
Empréstimo de US$ 150 milhões para Maceió recebe aval do Senado
PF apreende mercadoria contrabandeada em rodovia no Paraná
Prefeitura realiza neste sábado (15) Dia D da Campanha Nacional de Multivacinação
Prefeitura amplia ações de proteção à fauna e fortalece projeto de travessia segura de primatas em Alta Floresta
CUIABÁ
MATO GROSSO
Promotor do MPMT palestra em curso de Inteligência da PMMT
O promotor de Justiça Renée do Ó Souza, titular da 26ª Promotoria de Justiça de Cuiabá e assessor da Procuradoria-Geral...
Gaeco cumpre 21 mandados e bloqueia R$ 120 mi em 3ª fase da Operação
O Grupo de Atuação Especial Contra o Crime Organizado de Mato Grosso (Gaeco-MT) cumpriu, nesta quinta-feira (13), 21 mandados de...
MP ajuíza medida para proteger criança contra exposição indevida
A Promotoria de Justiça de Colniza (a 1.065 km de Cuiabá) ajuizou, nesta quarta-feira (12), uma medida de proteção em...
POLÍCIA
PF apreende mercadoria contrabandeada em rodovia no Paraná
Guaíra/PR. A Polícia Federal, em ação integrada com o Batalhão de Fronteira da Polícia Militar do Paraná, apreendeu, nesta quinta-feira...
PF combate grupo atuante na promoção de migração irregular para os Estados Unidos
Vila Velha/ES. A Polícia Federal deflagrou, nesta quinta-feira (13/8), a Operação Broken Road, para desarticular um grupo suspeito de promover...
PF faz operação contra o tráfico de drogas e lavagem de capitais
Epitaciolândia/AC. A Polícia Federal deflagrou, nesta quinta-feira (13/8), a Operação Mater Criminis II, continuação de investigação que visa desarticular grupo...
FAMOSOS
Paula Fernandes lança primeiro single do álbum ’30 e Pouco Anos’: ‘Um reencontro’
Paula Fernandes está de volta à música com um novo projeto especial. Nesta quinta-feira (13), a cantora lança “Era Eu”,...
Marília Gabriela reúne família em encontro raro e celebra: ‘Grata por minha tribo’
Marília Gabriela, de 78 anos, compartilhou com os seguidores nesta quinta-feira (13), um registro de um encontro em família. A...
Noiva de Davi Brito, faz prova de vestido de casamento e celebra: ‘Contagem regressiva’
A contagem regressiva para o casamento de Davi Brito e Emilly Araújo já começou! O casal compartilhou nas redes sociais...
ESPORTES
Flamengo reage no segundo tempo e empata com o Cruzeiro pela Libertadores
Flamengo e Cruzeiro empataram por 1 a 1 nesta quarta-feira, no Mineirão, em Belo Horizonte, pelo duelo de ida das...
Atlético-MG vence o Bragantino fora de casa e abre vantagem nas oitavas da Sul-Americana
O Atlético-MG largou na frente nas oitavas de final da Copa Sul-Americana. Jogando fora de casa, o time mineiro venceu...
Palmeiras cede empate ao Cerro Porteño no fim e deixa decisão das quartas da Libertadores em aberto
O Palmeiras empatou por 1 a 1 com o Cerro Porteño-PAR na noite desta quarta-feira, no Nubank Parque, em São...
MAIS LIDAS DA SEMANA
-
Ministério Público MT5 dias agoJuína acata recomendação do MPMT para criar fundo da mulher
-
Tribunal de Justiça de MT4 dias agoEncontro de almas: diligência abriu as portas da paternidade para agente da Infância e Juventude
-
Política Nacional6 dias agoLei aumenta penas para crimes sexuais contra crianças na internet
-
Saúde6 dias agoRepresentantes do Ministério da Saúde fazem visita técnica ao hospital Cynthia Carone, referência em oftalmologia no Pará



