AGRONEGÓCIO
Presidente do IMAC destaca sustentabilidade da carne de Mato Grosso na COP-28
Publicado em
5 de dezembro de 2023por
Da RedaçãoO presidente do Instituto Mato-grossense da Carne (Imac), Caio Penido, integra a delegação liderada pelo governador Mauro Mendes na 28ª Conferência do Clima da ONU (COP-28), em Dubai, Emirados Árabes. Seu objetivo é promover a produção sustentável de carne bovina do estado, reforçando o compromisso com a qualidade e a preservação ambiental. O evento ocorrerá de 30 de novembro a 12 de dezembro.
No dia 5 de dezembro, o Imac participará de um painel sobre a rastreabilidade da cadeia pecuária, enfatizando que Mato Grosso, com um rebanho de 34,4 milhões de cabeças e exportações de 424 mil toneladas de carne bovina em 2022, pode conciliar a produção em larga escala com a preservação ambiental.
Segundo dados do Centro de Dados Econômicos de Mato Grosso (DataHub MT), o estado é responsável por 3,5% dos alimentos consumidos globalmente, incluindo grãos e carne bovina exportada, alimentando cerca de 275 milhões de pessoas. Além disso, 62% do território mato-grossense é preservado.
O presidente do Imac enfatiza a conformidade rigorosa com o código florestal, além de uma agricultura e pecuária de larga escala que alimentam o mundo, produzindo carne de qualidade com baixa pegada de carbono e conservação da biodiversidade.
No mesmo dia, o Imac participará de um painel sobre Agricultura Sustentável e Cadeia de Fornecimento Verde. No dia 10 de dezembro, contribuirá para as discussões sobre sistemas alimentares e agricultura na Amazônia, bem como soluções climáticas baseadas na natureza.
Além disso, Caio Penido integrará as agendas do governador Mauro Mendes, abordando temas como a contribuição da agropecuária nas questões climáticas, construção de uma agenda sustentável para 2030, restauração florestal, pagamento por serviços ambientais e biocombustíveis na agenda de sustentabilidade.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
AGRONEGÓCIO
Metade do prazo já passou e renegociação rural de R$ 100 bilhões ainda não chega ao produtor
Published
21 horas agoon
14 de setembro de 2026By
Da Redação
Metade do prazo para a contratação das linhas especiais destinadas à renegociação das dívidas rurais já transcorreu, mas produtores continuam relatando dificuldades para acessar o programa. A Medida Provisória nº 1.376, publicada em 15 de julho, concedeu 120 dias para as operações, período que termina em meados de novembro.
A demora ocorre quando R$ 207,5 bilhões da carteira ativa de crédito rural apresentam algum tipo de problema. O valor corresponde a 23,5% do total e reúne financiamentos inadimplentes, vencidos, renegociados ou prorrogados, segundo dados de julho do Banco Central compilados pela Federação da Agricultura do Estado do Rio Grande do Sul (Farsul).
O mecanismo foi anunciado com potencial para renegociar mais de R$ 100 bilhões em dívidas de produtores e cooperativas atingidos por eventos climáticos ou pela queda dos preços agrícolas. O Banco do Brasil calcula que até 113 mil clientes da instituição podem ser alcançados pelas novas condições.
Na prática, porém, exigências documentais, custos adicionais, pedidos de novas garantias e cobrança de entrada estão impedindo que parte dos produtores conclua a operação. As dificuldades atingem principalmente agricultores familiares, pequenos produtores e propriedades com o caixa mais comprometido.
Em nota a Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) manifestou preocupação com a execução da medida e pediu que o Congresso acompanhe o funcionamento das linhas. A entidade reconhece a importância da renegociação, mas avalia que os recursos ainda não chegam ao campo na velocidade e na escala exigidas pela crise.
Para Isan Rezende (foto), presidente do Instituto do Agronegócio (IA) e da Federação dos Engenheiros Agrônomos de Mato Grosso (Feagro-MT), a existência da linha não basta se as condições impedirem a contratação.
“A renegociação foi apresentada como uma saída para produtores que acumulam perdas há várias safras. Se o agricultor chega ao banco e encontra uma sequência de exigências que não consegue cumprir, a política existe no papel, mas não resolve o problema dentro da propriedade”, afirma Rezende.
Para acessar as condições gerais, o produtor precisa comprovar perdas em duas ou mais safras entre 2019 e 2025, com redução mínima de 30% da renda bruta esperada. A comprovação deve ser feita por laudo emitido por profissional legalmente habilitado.
A exigência busca dar segurança à aplicação dos recursos públicos, mas se transformou em um dos principais obstáculos. Além do custo de contratação do responsável técnico, o produtor pode ter dificuldade para reconstruir dados de lavouras cultivadas vários anos atrás.
A FPA propõe que pequenos produtores possam apresentar laudos coletivos quando as propriedades de uma mesma região tiverem sido atingidas pelo mesmo evento climático. Também defende a dispensa de um novo documento nos casos de operações que já passaram por renegociação e permanecem com saldo comprometido.
“Não se trata de retirar a fiscalização nem de aceitar informações sem comprovação. É possível manter o rigor e, ao mesmo tempo, reconhecer perdas coletivas provocadas por uma seca, enchente ou geada. Exigir dezenas de laudos individuais para propriedades vizinhas atingidas pelo mesmo evento aumenta o custo e atrasa uma solução urgente”, diz Isan Rezende.
A medida provisória permite renegociar financiamentos de custeio, comercialização e industrialização, determinadas parcelas de investimentos e algumas Cédulas de Produto Rural (CPRs) com liquidação financeira. As operações precisam atender às datas e condições estabelecidas no texto.
Os limites chegam a R$ 400 mil para agricultores familiares atendidos pelo Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf), R$ 2 milhões para beneficiários do Programa Nacional de Apoio ao Médio Produtor Rural (Pronamp) e R$ 4 milhões para os demais produtores.
As taxas anuais são de 6% para o Pronaf, 9% para o Pronamp e 12% para os demais. O prazo de pagamento pode chegar a oito anos, com a primeira amortização do principal dois anos depois da contratação, embora os juros sejam pagos durante a carência.
Nos casos mais graves, envolvendo perdas de pelo menos 40% da renda em três ou mais safras, os limites e os prazos são ampliados. O financiamento pode chegar a R$ 8 milhões para produtores fora do Pronaf e do Pronamp, com pagamento em até dez anos.
Outro problema é a cobrança de entrada. Produtores que procuram a renegociação geralmente já enfrentam falta de capital de giro. Exigir um pagamento antecipado pode excluir justamente aqueles que apresentam maior necessidade de reorganizar o passivo.
Há ainda preocupação com a próxima safra. A medida provisória determina que a renegociação não pode impedir a contratação de novos financiamentos nem levar o beneficiário a cadastros restritivos. Ao mesmo tempo, permite que os bancos apliquem suas políticas internas, reavaliem o risco e peçam reforço das garantias.
Essa combinação cria uma diferença entre a proteção escrita na norma e a decisão tomada na agência bancária. Formalmente, a adesão não bloqueia o crédito. Na avaliação individual, entretanto, o comprometimento financeiro pode levar o banco a recusar ou limitar novos recursos.
“A dívida passada precisa ser reorganizada para que o produtor volte a produzir. Renegociar o passivo e fechar a porta do crédito para a nova safra apenas adia o problema. Sem custeio, ele planta menos, reduz tecnologia, perde produtividade e volta a ter dificuldade para pagar”, alerta Rezende.
Os dados nacionais já mostram uma retração do financiamento tradicional. A área produtiva atendida pelas linhas de custeio do Plano Safra caiu de 34,2 milhões para 25,4 milhões de hectares em 12 meses, redução próxima de 26%.
No mesmo período, o valor contratado em crédito rural tradicional, sem considerar títulos privados como as CPRs, recuou 12%, para R$ 181,1 bilhões. O número de contratos diminuiu 10,3% e ficou em 777,8 mil.
A FPA também pede que sejam preservadas as características dos Fundos Constitucionais de Financiamento do Centro-Oeste, do Norte e do Nordeste. Essas fontes possuem regras próprias e têm peso maior em regiões nas quais produtores encontram menos alternativas no sistema bancário.
A medida provisória está em vigor, mas precisa ser aprovada pela Câmara dos Deputados e pelo Senado para ser transformada definitivamente em lei. A frente parlamentar defende ajustes que reduzam as barreiras operacionais sem eliminar os mecanismos de controle.
O prazo aumenta a urgência. Uma renegociação concluída depois da janela de plantio pode reorganizar o balanço da propriedade, mas já não devolve a oportunidade de produzir naquela safra. Para o campo, o sucesso da medida não será medido pelos R$ 100 bilhões anunciados, mas pelo número de produtores que conseguirem contratar, recuperar o crédito e continuar produzindo.
Fonte: Pensar Agro
PF prende em flagrante suspeito de armazenar material de violência sexual infantil na Bahia
PF prende cinco pessoas pelo crime de descaminho em Dourados/MS
Ministério da Saúde reforça preparação do SUS em Roraima diante dos impactos da seca e do El Niño
Tribunal do Júri condena réu a 14 anos por homicídio qualificado
Governo de MT inicia vistoria para reforma do Museu do Rio
CUIABÁ
MATO GROSSO
Tribunal do Júri condena réu a 14 anos por homicídio qualificado
O Tribunal do Júri da Comarca de Nova Mutum condenou o réu Gabriel Luiz Gomes a 14 anos e 3...
Em sessão do Pleno, Gisela Cardoso defende posição da advocacia de MT: investigação doa a quem doer e afastamento cautelar de Alexandre de Moraes
“Seremos lembrados pela ação e não pela omissão”, disse a presidente da Ordem dos Advogados do Brasil – Seccional Mato...
MPMT lança aplicativo que amplia acesso digital aos serviços
O Ministério Público de Mato Grosso (MPMT) lançou, na tarde desta segunda-feira (14), o aplicativo MPMT Cidadão, ferramenta digital que...
POLÍCIA
PF prende em flagrante suspeito de armazenar material de violência sexual infantil na Bahia
Barreiras/BA. A Polícia Federal deflagrou, nesta segunda-feira (14/9), a Operação Salvaguarda, e cumpriu mandado de busca e apreensão, expedido pela...
PF prende cinco pessoas pelo crime de descaminho em Dourados/MS
Dourados/MS. A Polícia Federal prendeu, nesta segunda-feira (14/9), cinco pessoas em flagrante pelo crime de descaminho, em Dourados/MS. A ação...
PF e ICMBio combatem garimpo ilegal em Manaus/AM
Manaus/AM. A Polícia Federal, em ação conjunta com o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), concluiu a Operação...
FAMOSOS
Ana Hickmann mostra novas fotos do casamento e revela detalhes: ‘Sonho’
Ana Hickmann encantou os seguidores ao compartilhar novas fotos de seu casamento com Edu Guedes, realizado no último sábado (12)....
Tate Dias mostra evolução do quarto dos filho na nova casa com Lauana Prado
Tati Dias, esposa da cantora Lauana Prado, compartilhou nas redes sociais um tour pela nova casa do casal e mostrou...
Larissa Manoela curte Rock in Rio com André Luiz e amigos: ‘Sempre memorável!’
Larissa Manoela aproveitou o Rock in Rio 2026 ao lado do marido, André Luiz Frambach, e de amigos. A atriz...
ESPORTES
Flamengo vence o Corinthians no Maracanã e reassume a liderança do Brasileirão
O Flamengo derrotou o Corinthians por 2 a 1 neste domingo (13.09), no Maracanã, no Rio de Janeiro, em partida...
Santos vence o Cruzeiro na Vila Belmiro e emplaca a terceira vitória seguida no Brasileirão
O Santos derrotou o Cruzeiro por 2 a 1 neste sábado, na Vila Belmiro, em partida válida pela 27ª rodada...
Palmeiras vence clássico contra o São Paulo e reassume a liderança do Brasileirão
O Palmeiras voltou ao topo do Campeonato Brasileiro. Na noite deste sábado (12.09), a equipe comandada por Abel Ferreira derrotou...
MAIS LIDAS DA SEMANA
-
Política MT7 dias agoComissão de Agropecuária aprova 68 itens e promove limpeza da pauta
-
Política MT6 dias agoALMT e TRE alinham cobertura das Eleições 2026
-
Política MT7 dias agoALMT apresenta Troféu Parlamento a estudantes de Jornalismo e Publicidade
-
Política Nacional4 dias agoSancionada lei que autoriza zerar ‘taxa das blusinhas’ até US$ 50



