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Preocupação com a Oferta Global Impulsiona Preços do Café em Mais de 4%

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A produção global de café enfrenta um cenário desafiador, com a Volcafe Ltd., uma das maiores comerciantes do setor, projetando uma queda significativa na safra de café arábica do Brasil para a próxima temporada. De acordo com a estimativa, o país deverá produzir apenas 34,4 milhões de sacas, uma redução de cerca de 11 milhões em relação à projeção divulgada em setembro. Essa queda coloca a oferta global de café em um déficit de 8,5 milhões de sacas na temporada 2025/26, marcando o quinto ano consecutivo de déficit para a variedade arábica, algo inédito no setor.

Na manhã desta terça-feira (10), os futuros de café arábica registravam fortes altas na Bolsa de Nova York. Por volta das 8h40 (horário de Brasília), os contratos de dezembro/2024 subiam 4,68%, alcançando 347,35 cents por libra-peso, enquanto o contrato de março/2025 apresentava alta de 1.530 pontos, cotado a 345,55 cents por libra-peso. Os vencimentos de maio e julho de 2025 também registraram avanços de 1.530 e 1.500 pontos, atingindo 342,95 e 337,25 cents por libra-peso, respectivamente.

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No mercado do robusta, os preços também mostraram elevação expressiva na Bolsa de Londres. O contrato de janeiro/2025 subiu US$ 239, alcançando US$ 5.485 por tonelada, enquanto os vencimentos de março, maio e julho de 2025 registraram aumentos de US$ 244, US$ 249 e US$ 264, respectivamente, fechando em US$ 5.444, US$ 5.389 e US$ 5.304 por tonelada.

Além da redução na produção brasileira, o cenário de alta nos preços também reflete dificuldades no Vietnã, segundo informações da Bloomberg. No maior exportador global de robusta, a colheita foi atrasada por fortes chuvas, enquanto os produtores têm optado por estocar os grãos, limitando o fornecimento ao mercado e pressionando os preços.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Pecuária vive ciclo de valorização e impulsiona demanda por genética bovina no Brasil

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O mercado pecuário brasileiro chega à metade de 2026 consolidando um cenário de valorização da cadeia da carne bovina. A combinação entre demanda firme no mercado interno e externo, restrição de oferta global e recuperação dos preços do boi gordo vem estimulando produtores a ampliar investimentos em genética bovina e produtividade.

A avaliação é da Conexão Delta G, entidade que reúne criatórios das raças Hereford e Braford em um dos principais programas de melhoramento genético do país.

Segundo o diretor da entidade e representante da Estância Silêncio, Eduardo Eichenberg, o ambiente positivo já aparece em diferentes segmentos da pecuária, desde o boi gordo até os remates de genética e comercialização de terneiros.

“O mercado está demandando carne, e isso gera um efeito positivo em todas as categorias da pecuária”, afirma.

Oferta global restrita sustenta preços da carne bovina

De acordo com Eichenberg, o movimento de valorização não está restrito ao Brasil. Grandes produtores mundiais de carne bovina, como Estados Unidos, Austrália e Argentina, também enfrentam ciclos de menor oferta, fator que contribui para manter o mercado internacional mais ajustado.

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Com menor disponibilidade de animais e demanda aquecida, os preços permanecem sustentados, criando um ambiente mais favorável para retenção de matrizes, reposição e investimentos em eficiência produtiva.

O dirigente destaca que os preços do boi gordo já operam acima dos níveis registrados no mesmo período de 2025, enquanto feiras de outono e remates comerciais vêm demonstrando valorização consistente do mercado de terneiros.

Valorização aumenta procura por genética e produtividade

Com maior confiança no mercado, os pecuaristas passam a buscar animais capazes de elevar produtividade, ganho de peso e eficiência dos rebanhos.

Segundo a Conexão Delta G, esse movimento favorece especialmente programas de genética estruturados, com foco em avaliação técnica, seleção e desempenho produtivo.

“Quando o pecuarista enxerga valorização de preços, ele se sente estimulado a investir. A genética acaba sendo favorecida, principalmente aquela que agrega produção e produtividade”, ressalta Eichenberg.

Leilões registram forte valorização em 2026

Um dos principais sinais do aquecimento do setor foi observado em abril, durante o leilão Conexão Pampa de Produção, realizado com participação da Estância Silêncio e da Estância São Manoel, ambas localizadas em Alegrete e integrantes da Conexão Delta G.

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A oferta de ventres e vacas prenhas comerciais padrão Hereford e Braford registrou valorização próxima de 20% em comparação com a edição de 2025.

Embora o remate seja voltado ao gado comercial, o resultado é considerado um importante termômetro para o mercado de genética bovina nos próximos meses.

Mercado deve elevar exigência por animais melhoradores

A expectativa do setor é de um ambiente ainda mais favorável para os leilões de genética ao longo de 2026, especialmente para animais com avaliação consistente e potencial comprovado de ganho produtivo.

Ao mesmo tempo, a tendência é de aumento no nível de exigência dos compradores.

Segundo Eichenberg, em ciclos de preços mais firmes, o mercado passa a diferenciar ainda mais os animais oriundos de programas estruturados de melhoramento genético, com dados técnicos, seleção rigorosa e foco em produtividade.

O cenário reforça a percepção de que genética, eficiência e gestão devem ganhar ainda mais importância dentro da pecuária brasileira nos próximos anos, acompanhando a evolução da demanda global por carne bovina de qualidade.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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