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Prêmio Internacional de Café Ernesto Illy divulga lista de jurados que conta com um brasileiro

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A illycaffè revelou o júri responsável por determinar o vencedor do prêmio “Best of the Best” no Prêmio Internacional de Café Ernesto Illy 2023. O júri estará reunido no dia 16 de novembro, em Nova Iorque, para avaliar os cafés meticulosamente escolhidos pelos laboratórios de qualidade da illycaffè. Ao longo do ano, esses laboratórios examinaram amostras da safra 2022/2023 e selecionaram os melhores lotes e produtores, com foco nos padrões de qualidade e sustentabilidade da empresa.

Este ano, 27 produtores, três de cada um dos seguintes países – Brasil, Costa Rica, El Salvador, Etiópia, Guatemala, Honduras, Índia, Nicarágua e Ruanda – garantiram o seu lugar na fase final da oitava edição do Prêmio Internacional de Café Ernesto Illy 2023. Este prestigioso prêmio, que leva o nome de Ernesto Illy, filho do fundador da empresa, comemora mais de três décadas de colaboração significativa com os produtores de café.

O painel internacional é composto por três provadores experientes, três chefs internacionais de renome e três reputados jornalistas. Juntos, reúnem uma riqueza de conhecimentos diversificados que lhes permitirá discernir as nuances complexas dos cafés que a illy considera os melhores do mundo, a fim de selecionar o “Best of the Best”.

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O painel deste ano inclui a experiente provadora guatemalteca da Bicafè, Silvia Escobar; o presidente da Federação dos Cafeicultores do Cerrado, o brasileiro Glaucio De Castro; e a diretora do laboratório de qualidade CoffeeLab, a indiana Sunalini Narayan Menon. A eles juntam-se o chef Ricard Camarena, premiado com duas estrelas Michelin e uma estrela verde pela sua dedicação à sustentabilidade ao seu restaurante Ricard Camarena, em Valência, e os chefs americanos Carrie e Rupert Blease, que gerem o restaurante Lord Stanley, em São Francisco, com uma estrela Michelin. Além disso, há Andrea Aprea, um chef com uma estrela Michelin e um restaurante com o seu nome em Milão, e a escritora e jornalista francesa Adelaide de Clermont-Tonnere, que é chefe de redação da revista Point de Vue. Inga Griese, fundadora e chefe de redação do ICON, o suplemento de estilo do jornal alemão Welt Am Sonntag, e Angelina Villa Clarke, jornalista que colabora com conceituadas publicações inglesas, entre as quais a Forbes, completam este conceituado júri.

Os consumidores também terão a oportunidade de avaliar os nove cafés finalistas e expressar as suas preferências através de uma série de provas às cegas realizadas nas lojas illy em todo o mundo durante as semanas que antecedem os prêmios. O café que obtiver o maior número de votos dos consumidores ganhará o prêmio “Coffee Lovers’ Choice”.

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Fonte: ADS Comunicação Corporativa

Fonte: Portal do Agronegócio

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AGRONEGÓCIO

Brasil confirma dumping no leite importado, mas tarifa não sai do papel

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O governo brasileiro confirmou que empresas da Argentina e do Uruguai venderam leite em pó ao País em condições desleais, mas manteve suspensas as tarifas criadas para proteger o produtor nacional. A decisão mantém o produto estrangeiro entrando sem a cobrança adicional enquanto são avaliados os efeitos da medida sobre a indústria e os consumidores.

A investigação do Departamento de Defesa Comercial (Decom), ligado ao Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), encontrou dumping e prejuízo à produção brasileira. A prática ocorre quando uma empresa exporta um produto por valor artificialmente baixo, prejudicando os concorrentes no mercado comprador.

Em junho, o Comitê-Executivo de Gestão da Câmara de Comércio Exterior (Gecex/Camex) aprovou tarifas diferentes para cada exportador, com vigência prevista até 8 de junho de 2031. Dependendo da empresa, a cobrança poderia superar 100% do preço médio do leite em pó importado.

A própria resolução, porém, suspendeu imediatamente a aplicação das tarifas por razões de interesse público. Com isso, o dumping foi reconhecido, mas o leite argentino e uruguaio continua entrando no Brasil sem a medida de defesa comercial.

No fim de julho, o governo abriu uma avaliação para calcular os possíveis efeitos da cobrança sobre produção, distribuição, comércio e consumo. Não há prazo definido para que o Gecex tome uma decisão final.

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A suspensão provocou reação da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) e de entidades da cadeia leiteira. O setor argumenta que o produto importado reduz o preço pago ao pecuarista e atinge principalmente pequenas e médias propriedades, com menor capacidade para suportar períodos prolongados de baixa remuneração.

“Não adianta reconhecer que há mais de 60% de dumping nesse leite em pó que entra no Brasil e não aplicar as tarifas”, afirmou o presidente da FPA, Pedro Lupion. Segundo ele, a concorrência está retirando produtores da atividade e afetando a economia de pequenos municípios.

A pressão das importações aumentou neste ano. Dados apresentados pela Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) mostram que o País importou o equivalente a 1,02 bilhão de litros de leite em produtos lácteos entre janeiro e maio, recorde para o período e crescimento de 10,5% em relação a 2025.

O leite em pó respondeu pelo equivalente a 754 milhões de litros. Argentina e Uruguai forneceram 653 milhões, ou 86% desse volume. Como o produto é reidratado e utilizado por indústrias de alimentos, sua entrada influencia a demanda pelo leite cru produzido no Brasil.

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A CNA sustenta que a tarifa não provocaria aumento relevante no custo da alimentação porque atingiria apenas o leite em pó não fracionado, vendido em embalagens superiores a 800 gramas e utilizado principalmente como insumo industrial. Leite em pó embalado para o consumidor, leite longa vida e queijos não estão incluídos na medida.

O processo foi aberto em dezembro de 2024, após pedido da CNA. A investigação concluiu que houve dumping, dano à cadeia produtiva brasileira e relação entre as importações e o prejuízo interno.

Agora, a disputa está concentrada na aplicação das tarifas. Para o produtor, o reconhecimento da prática tem pouco efeito enquanto a cobrança permanecer suspensa. A proteção somente chegará ao mercado se o Gecex concluir que o benefício para a pecuária leiteira supera eventuais impactos sobre a indústria e os preços ao consumidor.

Fonte: Pensar Agro

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