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Prejuízo da SLC Agrícola aumenta no 4º trimestre, mas empresa encerra 2025 com lucro de R$ 565 milhões

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A SLC Agrícola registrou prejuízo líquido de R$ 70,8 milhões no quarto trimestre de 2025 (4T25), valor 37,9% maior que o prejuízo de R$ 51,3 milhões apurado no mesmo período de 2024.

Segundo a companhia, a variação negativa foi influenciada por uma combinação de fatores operacionais e financeiros, incluindo aumento de despesas e impactos pontuais no resultado.

Aumento de despesas operacionais pressionou o resultado

Entre os principais fatores que contribuíram para o desempenho negativo do trimestre estão:

  • Crescimento de R$ 22,9 milhões no resultado bruto, refletindo melhora operacional das culturas
  • Aumento de R$ 21,8 milhões nas despesas com vendas

Elevação de R$ 7,6 milhões nas despesas administrativas, incluindo R$ 1,3 milhão em despesas não recorrentes

Alta de R$ 50,9 milhões em outras despesas operacionais

Dentro dessas despesas adicionais, R$ 61,7 milhões foram classificados como não recorrentes, incluindo:

  • R$ 43,6 milhões relacionados à venda e custo de investimentos realizados
  • R$ 18,1 milhões ligados a despesas com assessorias

Por outro lado, alguns fatores ajudaram a reduzir parcialmente o impacto negativo, como:

  • Variação positiva de R$ 19,3 milhões no resultado financeiro líquido, impulsionada pela valorização cambial
  • Impacto positivo de R$ 18,6 milhões nos impostos sobre o lucro
Receita e EBITDA crescem no trimestre

Apesar do prejuízo no resultado final, a empresa registrou crescimento na receita e no Ebitda ajustado no último trimestre de 2025.

A receita líquida atingiu R$ 2,27 bilhões, alta de 15% em relação ao mesmo período do ano anterior.

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Já o Ebitda ajustado somou R$ 633,1 milhões, avanço de 3,6% na comparação anual.

A margem Ebitda ajustada ficou em 27,9%, uma redução de 3 pontos percentuais em relação aos 30,9% registrados no quarto trimestre de 2024.

Lucro anual cresce e receita bate recorde em 2025

No acumulado de 2025, a SLC Agrícola apresentou resultados positivos.

  • Lucro líquido: R$ 565,2 milhões (alta de 17,3%)
  • Receita líquida: R$ 8,6 bilhões (crescimento de 23,7%)
  • Ebitda ajustado: R$ 2,6 bilhões
  • Margem Ebitda: 31,2%

Segundo a companhia, o desempenho foi impulsionado por recordes históricos de volume e faturamento.

Investimentos elevam capex e pressionam geração de caixa

A empresa registrou geração de caixa negativa de R$ 929,4 milhões no período, reflexo do ciclo de investimentos realizado ao longo do ano.

O Capex totalizou R$ 1,7 bilhão, destinado principalmente a:

  • aquisição de terras
  • correção de solo
  • infraestrutura agrícola
  • compra de máquinas e equipamentos
  • projetos de irrigação
Endividamento cresce, mas perfil da dívida melhora

Ao final de 2025, a dívida líquida ajustada da companhia atingiu R$ 5,2 bilhões.

A relação dívida líquida sobre Ebitda ajustado ficou em 1,97 vez, enquanto o perfil do endividamento apresentou melhora:

  • 78% da dívida está no longo prazo
  • Duration médio de 1.168 dias

Segundo a empresa, esse perfil proporciona maior conforto no cronograma de amortização da dívida.

Estratégia de expansão amplia área plantada e inclui aquisições

Durante 2025, a companhia ampliou sua operação agrícola com crescimento de aproximadamente 100 mil hectares de área de plantio arrendada.

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A expansão segue a estratégia de crescimento baseada no modelo Asset Light, priorizando o arrendamento de terras em vez da aquisição direta.

No período, a empresa também realizou cinco operações de fusões e aquisições (M&A).

A partir do terceiro trimestre de 2025, os resultados consolidados passaram a incluir os dados contábeis da Sierentz Agro Brasil Ltda, cuja aquisição foi concluída em 1º de julho de 2025.

Produtividade da safra 2024/25 supera média nacional

A SLC Agrícola também destacou o desempenho operacional da safra 2024/25, com resultados expressivos nas principais culturas.

  • Soja: produtividade média de 3.961 kg/ha, 21,4% acima da safra anterior e 9,4% superior à média nacional
  • Algodão (1ª e 2ª safra): 1.920 kg/ha
  • Milho: 8.304 kg/ha, considerado recorde histórico para a companhia
Safra 2025/26 terá aumento de área e vendas antecipadas

Para a safra 2025/26, a empresa estima uma área total de plantio de 837,2 mil hectares, crescimento de 13,8% em relação ao ciclo anterior.

O plantio começou em setembro de 2025, com todos os insumos já adquiridos.

A companhia também avançou na comercialização da produção futura, com os seguintes volumes já fixados:

  • 74,8% da soja
  • 43,8% do milho
  • 80,7% do algodão

A estratégia busca garantir maior previsibilidade de receita e proteção contra oscilações de mercado.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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STF destrava Ferrogrão e Neri Geller projeta transformação da Baixada Cuiabana

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Avanço da Ferrogrão é visto como oportunidade estratégica para impulsionar a agroindustrialização, gerar empregos e fortalecer o desenvolvimento socioeconômico da Baixada Cuiabana
Avanço da Ferrogrão é visto como oportunidade estratégica para impulsionar a agroindustrialização, gerar empregos e fortalecer o desenvolvimento socioeconômico da Baixada Cuiabana

A decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) que autorizou a retomada dos estudos da Ferrogrão (EF-170) foi recebida como um marco estratégico para o futuro econômico de Mato Grosso. Para o ex-ministro da Agricultura Neri Geller, o avanço do projeto representa mais do que uma solução logística para o agronegócio: abre caminho para um novo ciclo de desenvolvimento regional baseado na industrialização, geração de empregos e integração econômica da Baixada Cuiabana.

Defensor histórico da ampliação da infraestrutura ferroviária no país, Neri avalia que Mato Grosso vive um momento decisivo de transformação econômica, em que logística, agroindústria e planejamento regional passam a caminhar juntos.

“A Ferrogrão representa uma mudança estrutural para Mato Grosso. Não estamos falando apenas de transporte de grãos, mas da construção de um ambiente econômico capaz de atrair indústrias, ampliar investimentos e gerar desenvolvimento sustentável para várias regiões do estado, especialmente a Baixada Cuiabana.”

O STF formou maioria para validar a constitucionalidade da Lei nº 13.452/2017, permitindo a continuidade dos estudos técnicos da ferrovia que ligará Sinop (MT) ao terminal de Miritituba (PA), consolidando um novo corredor de exportação pelo Arco Norte.

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Baixada Cuiabana pode viver novo ciclo econômico

Segundo Neri Geller, o fortalecimento da malha logística estadual tende a impactar diretamente a dinâmica econômica da Baixada Cuiabana, região que historicamente concentra importante papel político, administrativo e populacional no estado, mas que ainda possui enorme potencial de expansão industrial.

“O desenvolvimento de Mato Grosso precisa chegar de forma mais equilibrada às regiões. A Baixada Cuiabana possui localização estratégica, mão de obra, mercado consumidor e capacidade para receber agroindústrias ligadas ao processamento de alimentos, etanol de milho, biocombustíveis, armazenagem e logística.”

Para o ex-ministro, a melhoria da infraestrutura ferroviária cria um ambiente mais competitivo para atração de investimentos privados de médio e longo prazo.

“Quando o estado reduz custo logístico, melhora previsibilidade e amplia corredores de exportação, automaticamente cria segurança para novos investimentos industriais no. Isso gera emprego, renda e desenvolvimento social. É esse modelo que defendemos para a Baixada Cuiabana.”

Agroindustrialização como vetor de geração de empregos

Neri Geller também defende que Mato Grosso avance para uma nova etapa econômica baseada na agregação de valor da produção agropecuária dentro do próprio estado.

Hoje, Mato Grosso lidera a produção nacional de soja, milho e algodão, além de possuir forte participação na pecuária brasileira. Apesar disso, grande parte da produção ainda sai do estado in natura, sem processamento industrial local.

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“A riqueza produzida em Mato Grosso precisa permanecer mais dentro do estado. A agroindustrialização fortalece a economia regional, amplia arrecadação, gera empregos qualificados e melhora a distribuição do desenvolvimento.”

Segundo ele, a Baixada Cuiabana pode se transformar em um importante polo de processamento e distribuição ligado às novas rotas logísticas que vêm sendo estruturadas no estado.

Logística e desenvolvimento caminham juntos

O avanço da Ferrogrão ocorre em um momento em que Mato Grosso consolida diversos projetos estruturantes, como a Ferrovia Estadual, a FICO, a expansão da Ferronorte e novos corredores multimodais voltados ao Arco Norte.

Especialistas apontam que a integração entre ferrovias, rodovias e hidrovias será determinante para sustentar o crescimento da produção agropecuária nas próximas décadas.

“O futuro de Mato Grosso passa pela integração logística, pela industrialização e pela geração de oportunidades. Precisamos preparar o estado para os próximos 20 ou 30 anos. E a Baixada Cuiabana pode ser protagonista nesse novo ciclo econômico.

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