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Preço Médio da Gasolina nos Postos Sobe para R$ 6,28 em Agosto, Impulsionado por Reajustes nas Refinarias

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O preço médio da gasolina nos postos brasileiros encerrou agosto em R$ 6,28 por litro, representando um aumento de 1,45% em relação a julho, conforme apontam dados do Índice de Preços Edenred Ticket Log (IPTL). Esse reajuste é atribuído ao aumento nos preços nas refinarias, ocorrido em julho, que continua a impactar o bolso dos motoristas em todo o país.

Douglas Pina, Diretor-Geral de Mobilidade da Edenred Brasil, destaca que a gasolina, com média acima de R$ 6,25 por litro, continua a representar um peso significativo nos gastos dos brasileiros. “O impacto do reajuste ainda reflete nos preços praticados nos postos, elevando os custos para os consumidores”, analisa Pina.

O etanol também sofreu aumento, com o preço médio subindo 2,16%, fechando o mês a R$ 4,25 por litro. O levantamento regional mostrou que todas as regiões do país registraram altas em ambos os combustíveis, exceto a Região Sul, onde o preço do etanol permaneceu estável.

Na Região Norte, os aumentos foram mais expressivos: a gasolina subiu 2,11%, sendo vendida a R$ 6,76 por litro, enquanto o etanol teve uma alta de 3,34%, alcançando R$ 4,95. Em contrapartida, o Sudeste apresentou o preço mais baixo da gasolina, com média de R$ 6,16, mesmo com um aumento de 1,65%. Já o etanol mais barato foi registrado no Centro-Oeste, onde o litro foi encontrado a R$ 4,08.

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Entre os estados, Goiás, Paraná e Roraima foram os únicos a registrar queda no preço do etanol, com Goiás sendo o único estado onde o preço da gasolina também diminuiu. O etanol mais caro do Brasil foi encontrado no Amapá, a R$ 5,37, com um aumento de 7,62%, enquanto a gasolina mais cara foi vendida no Acre, a R$ 7,20. Por outro lado, o menor preço da gasolina foi observado em São Paulo, a R$ 6,05, e o etanol mais barato foi registrado no Mato Grosso, a R$ 4,02.

Pina ressalta que, apesar das variações de preço, o etanol continua sendo a opção mais vantajosa em muitas regiões, especialmente no Sudeste, Norte e Centro-Oeste. “Além de ser economicamente competitivo, o etanol é ecologicamente mais recomendável, contribuindo para uma mobilidade de baixo carbono, que é uma prioridade para nossa marca”, comenta.

O IPTL é um índice que reflete os preços dos combustíveis com base em dados de abastecimentos realizados nos 21 mil postos credenciados da Edenred Ticket Log. Com uma estrutura robusta de data science, o índice consolida o comportamento de preços com alta precisão, sendo uma referência confiável para o mercado. A Edenred Ticket Log, parte da linha de negócios de Mobilidade da Edenred Brasil, possui mais de 30 anos de experiência, oferecendo soluções modernas e inovadoras que simplificam o dia a dia dos clientes.

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Fonte: Portal do Agronegócio

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Soja brasileira caminha para safra recorde de 182 milhões de toneladas e reforça liderança global em 2026

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A soja brasileira segue consolidando sua posição como principal protagonista do agronegócio mundial. De acordo com o relatório AgroInfo Junho 2026, divulgado pelo Rabobank, o Brasil deverá colher uma safra histórica de 182 milhões de toneladas na temporada 2025/26, volume que representa um acréscimo de 10 milhões de toneladas em comparação ao ciclo anterior.

O resultado reflete a combinação entre expansão moderada da área cultivada e condições climáticas favoráveis ao desenvolvimento das lavouras, fortalecendo ainda mais a competitividade do país no mercado internacional.

Produção recorde fortalece oferta brasileira

Segundo a análise do RaboResearch Food & Agribusiness, o desempenho da safra brasileira confirma o elevado potencial produtivo do setor, mesmo em um ambiente global marcado por incertezas geopolíticas e oscilações nos preços das commodities.

Além do crescimento da produção, a demanda pela oleaginosa continua apresentando sinais robustos, sustentando perspectivas positivas para toda a cadeia produtiva.

Exportações seguem em ritmo acelerado

As exportações brasileiras de soja mantêm forte desempenho em 2026. Dados compilados pelo Rabobank mostram que os embarques entre janeiro e maio registraram crescimento de 8% em relação ao mesmo período do ano passado.

A expectativa é que o Brasil exporte aproximadamente 113 milhões de toneladas ao longo do ano, estabelecendo um novo recorde e ampliando em cerca de 5 milhões de toneladas o volume embarcado em comparação a 2025.

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Mesmo diante da valorização do real frente ao dólar e do aumento dos custos logísticos internos, a soja brasileira continua altamente competitiva no mercado global, especialmente em relação aos principais concorrentes internacionais.

Mercado internacional influencia preços

Durante o primeiro semestre de 2026, os preços da soja foram fortemente impactados pelo cenário geopolítico internacional.

A expectativa de exportações expressivas dos Estados Unidos para a China ajudou a sustentar as cotações na Bolsa de Chicago (CBOT), enquanto o conflito envolvendo Estados Unidos e Irã impulsionou os preços do petróleo e dos óleos vegetais, incluindo o óleo de soja.

Esse movimento levou os contratos da oleaginosa a alcançarem níveis próximos de US$ 12,20 por bushel em março. Entretanto, a valorização observada em Chicago não se refletiu integralmente nos preços recebidos pelos produtores brasileiros.

A combinação entre prêmios mais baixos nos portos e a valorização do real limitou os ganhos no mercado interno, mantendo as cotações em reais relativamente estáveis ao longo do período.

Esmagamento cresce com margens mais atrativas

Outro destaque do relatório é o fortalecimento da indústria de processamento.

Mesmo com o adiamento do aumento da mistura obrigatória de biodiesel ao diesel, as margens de esmagamento foram beneficiadas pela valorização do óleo de soja.

No primeiro trimestre de 2026, o volume processado atingiu 14,3 milhões de toneladas, crescimento de 10% em relação ao mesmo período de 2025.

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A tendência é que a demanda por derivados continue sustentando o avanço do esmagamento ao longo do ano.

Clima nos Estados Unidos e El Niño entram no radar

Nas últimas semanas, os fundamentos de mercado voltaram a assumir protagonismo na formação dos preços globais.

O avanço do plantio e as boas condições das lavouras norte-americanas pressionaram as cotações da soja em Chicago, que registraram queda próxima de 5% durante junho.

Segundo o Rabobank, caso o clima continue favorável nos Estados Unidos, os preços poderão sofrer novas correções no curto prazo.

Por outro lado, após o início da colheita norte-americana, a atenção dos investidores deverá migrar para a América do Sul, especialmente para os possíveis impactos do fenômeno El Niño sobre a safra brasileira 2026/27.

Perspectivas para o produtor

Apesar da volatilidade dos mercados internacionais e das incertezas climáticas para a próxima temporada, o cenário para a soja brasileira permanece amplamente favorável.

A combinação entre safra recorde, crescimento das exportações, aumento do esmagamento e forte demanda global reforça o papel estratégico da cultura para o agronegócio nacional.

No entanto, produtores devem acompanhar atentamente fatores como o comportamento do clima, a evolução da demanda chinesa, os custos logísticos e os movimentos do câmbio, que continuarão exercendo influência direta sobre a rentabilidade do setor nos próximos meses.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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