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Prefeitura testa nova manta asfáltica com tecnologia de polímero no Distrito Industrial

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A Prefeitura de Cuiabá, por meio da Secretaria Municipal de Obras Públicas, iniciou nesta segunda-feira (29) os testes de uma nova tecnologia para o processo de pavimentação viária. A ação foi realizada em trechos do Distrito Industrial, utilizando um novo tipo de manta asfáltica à base de polímero, com objetivo de entregar maior eficiência e economia para os serviços de infraestrutura urbana.

O método, que utiliza uma fórmula química exclusiva, permite estabilizar o solo com o uso de materiais locais e recicláveis, como resíduos de mineração, da construção civil, pó de pneu, materiais orgânicos, casca de árvore, pó de pedra, entre outros insumos. A proposta é oferecer uma alternativa sustentável e de alta performance para obras de asfaltamento em regiões com diferentes condições de solo.

O secretário municipal de Obras Públicas, Reginaldo Teixeira, destacou que a iniciativa faz parte da busca contínua por soluções modernas e sustentáveis para os desafios da infraestrutura urbana. “Estamos sempre em busca de novas tecnologias que tragam mais eficiência, durabilidade e economia para as obras públicas. Esse novo método tem potencial para transformar a forma como fazemos pavimentação em Cuiabá, especialmente em regiões de solo mais complexo”, afirmou.

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Além da pavimentação, a tecnologia é versátil e pode ser utilizada em diversas aplicações, como o tamponamento de buracos, controle de erosão em taludes, impermeabilização de superfícies e até na redução de poeira em vias não pavimentadas. Entre os principais benefícios estão a resistência do material e a economia gerada, tanto em insumos quanto em tempo de execução e uso de maquinário. A estimativa é de uma redução direta nos custos entre 15% e 30%, a depender da complexidade do projeto, com ganhos indiretos proporcionados pelo aumento da produtividade.

O processo tem início com a análise granulométrica do solo, etapa essencial para definir as características do material presente no local. A dosagem do polímero é então ajustada, variando entre 3 e 5 litros por metro cúbico de solo. Após a escarificação, o produto é diluído em água e aplicado, seguido pela homogeneização e compactação do solo até o ponto ideal.

Os níveis de resistência da base podem suportar até 40 toneladas, com uma camada compactada de 15 centímetros. Quando a espessura é de 20 centímetros, a capacidade chega a 80 toneladas, tornando a solução viável para tráfego leve e pesado.

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A imagem mostra os serviços de aplicação de polímero em uma via do Distrito Industrial.

Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT

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AGRONEGÓCIO

Pesquisadores alertam: EL Niño vem turbinado e vai afetar calendário agrícola no Brasil

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Pesquisadores e centros meteorológicos internacionais identificaram sinais de que o El Niño de 2026 pode entrar para o grupo dos mais intensos das últimas décadas e permanecer ativo até o início de 2027. O fenômeno, potencializado pelo aquecimento global, tende a alterar o calendário agrícola brasileiro, com risco de atraso no plantio da soja no Centro-Oeste e no Matopiba e excesso de chuvas no Sul, principal região produtora de trigo do País.

As projeções divulgadas entre maio e junho consolidaram a expectativa de um evento persistente. Em algumas áreas próximas à costa da América do Sul, o aquecimento da superfície do oceano chegou a ficar entre 2°C e 3°C acima da média, enquanto a região central do Pacífico registrava anomalias em torno de 0,7°C.

Diferentemente dos grandes eventos de 1982-83, 1997-98 e 2015-16, o El Niño de 2026 se desenvolve em um cenário de aquecimento mais generalizado dos oceanos. Com menos contraste entre águas quentes e frias, os pesquisadores passaram a utilizar novos indicadores para medir a intensidade do fenômeno. Por esse critério, o episódio atual já apresenta características semelhantes às observadas em alguns dos eventos mais severos do registro histórico.

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No Brasil, os efeitos costumam variar entre as regiões. No Sul, a combinação entre o El Niño e outros padrões atmosféricos pode favorecer volumes de chuva acima da média durante a primavera e o verão. Para culturas de inverno, como o trigo, a distribuição das precipitações ao longo do ciclo tende a ser mais importante que o volume acumulado, já que excesso de umidade durante a fase reprodutiva e na colheita pode afetar a qualidade dos grãos.

No Centro-Oeste e no Matopiba, o comportamento tradicional do fenômeno é diferente. As chuvas costumam se tornar mais irregulares no início da primavera, período que marca a abertura do plantio da soja. Eventuais atrasos na semeadura podem reduzir a janela ideal para o milho de segunda safra em 2027, responsável por cerca de 80% da produção brasileira do cereal.

O País entra nesse cenário após uma safra recorde. A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) projeta produção de 358,6 milhões de toneladas de grãos em 2025/26, além de uma colheita de 66,7 milhões de sacas de café e mais de 700 milhões de toneladas de cana-de-açúcar.

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Segundo os especialistas, os impactos do fenômeno tendem a ser mais regionais do que nacionais. Enquanto parte das áreas produtoras pode registrar condições favoráveis, regiões dependentes da regularidade das chuvas, como Centro-Oeste e Matopiba, e áreas mais suscetíveis ao excesso de precipitações, como o Sul, devem concentrar maior atenção ao comportamento do clima ao longo da safra 2026/27.

Fonte: Pensar Agro

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