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Prefeito inaugura 1º Centro Amar, marco para autistas e crianças neurodivergentes em Cuiabá

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O prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini, e a primeira-dama, Samantha Iris, inauguraram nesta segunda-feira (2), às 16h, o Centro Amar, o primeiro espaço público e municipal de apoio pedagógico especializado voltado ao diagnóstico e acompanhamento educacional de crianças autistas e neurodivergentes da Capital. Durante a solenidade, o prefeito fez questão de homenagear todos os vereadores presentes, destacando a importância do apoio do Legislativo para o fortalecimento das políticas públicas de inclusão no município.

Vinculado à Secretaria Municipal de Educação, o Centro Amar foi estruturado para realizar avaliações multidisciplinares no contexto educacional, com atendimento especializado e individualizado aos estudantes da rede municipal. Neste primeiro momento, o serviço será voltado às cerca de 2 mil crianças neurodivergentes matriculadas na rede pública municipal de ensino.

O espaço conta com equipe multiprofissional e salas destinadas à psicomotricidade, atendimento psicológico, fonoaudiologia, psicopedagogia e ambiente neurossensorial, além de área externa preparada para atividades pedagógicas e de desenvolvimento das crianças.

Durante a inauguração, o prefeito Abilio Brunini destacou que o Centro Amar nasce como um equipamento essencial da política educacional do município e que o modelo será expandido. “Esse é um assunto essencial dentro da educação. Muitas crianças precisam de um suporte maior para se desenvolver e acompanhar o aprendizado em sala de aula. O Centro Amar é um espaço de acolhimento, acompanhamento e desenvolvimento para essas crianças da rede municipal. E a nossa visão é clara: assim como posto de saúde, escola e creche, cada região da cidade precisa ter o seu Centro Amar”, afirmou o prefeito.

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A primeira-dama Samantha Iris, que acompanhou de perto todas as etapas de implantação da unidade, ressaltou o caráter humano e transformador do projeto. “Esse espaço já estava no nosso coração há muito tempo. Ele foi pensado com muito amor para atender nossas crianças e suas famílias. Aqui é um centro de avaliação e acompanhamento pedagógico que vai fazer diferença real na vida de muitas pessoas. E este é só o primeiro. No que depender de mim, Cuiabá vai ter Centro Amar em todas as regiões”, declarou.

O secretário municipal de Educação, Amauri Monge, destacou a agilidade da gestão na entrega do equipamento e o impacto direto na educação especial. “Há menos de nove meses estivemos aqui avaliando a possibilidade de implantar esse projeto, e hoje estamos inaugurando o Centro Amar. É um espaço que vai garantir avaliação pedagógica, apoio especializado e mais qualidade no atendimento às nossas crianças atípicas. Esse é o primeiro de muitos que ainda virão”, afirmou.

Gestão fortalece políticas para crianças com autismo e deficiência

A inauguração do Centro Amar integra um conjunto mais amplo de ações da atual gestão voltadas às crianças com autismo e deficiência. No último ano, a Prefeitura de Cuiabá ampliou significativamente o número de profissionais de apoio nas unidades escolares.

O município passou de 900 cuidadoras em 2024, na gestão anterior, para mais de 2 mil profissionais em 2026, atualmente denominadas auxiliares de cuidados especiais. Além do aumento no efetivo, houve valorização salarial: em 2024, essas profissionais recebiam menos de um salário mínimo. Em 2025, o montante foi reajustado por meio de contrato terceirizado e, atualmente, a remuneração mais que dobrou, chegando a cerca de R$ 3 mil, por meio de contratação direta.

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Essas medidas garantem melhores condições de trabalho às profissionais e mais qualidade no atendimento às crianças com deficiência e neurodivergências na rede municipal de ensino.

Expansão do Centro Amar e projeto da Casa do Autista

Durante a inauguração, o prefeito Abilio Brunini e a primeira-dama Samantha Iris anunciaram que a Prefeitura pretende implantar mais quatro unidades do Centro Amar até o fim deste ano, contemplando os polos Leste, Oeste, Norte e Sul da Capital, ampliando o acesso ao atendimento especializado em diferentes regiões da cidade.

Além disso, a gestão avança no projeto da Casa do Autista, que já está com o projeto executivo concluído e sede definida. A iniciativa contará com investimento de R$ 6 milhões do Governo do Estado, por meio de parceria com o município. Diferentemente do Centro Amar, a Casa do Autista será um equipamento de maior porte, com atendimento multidisciplinar integrado, envolvendo educação, saúde e outras áreas.

Com essas ações, Cuiabá consolida uma política pública inédita e estruturada de atenção às crianças autistas e neurodivergentes.

Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT

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Brasil confirma dumping no leite importado, mas tarifa não sai do papel

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O governo brasileiro confirmou que empresas da Argentina e do Uruguai venderam leite em pó ao País em condições desleais, mas manteve suspensas as tarifas criadas para proteger o produtor nacional. A decisão mantém o produto estrangeiro entrando sem a cobrança adicional enquanto são avaliados os efeitos da medida sobre a indústria e os consumidores.

A investigação do Departamento de Defesa Comercial (Decom), ligado ao Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), encontrou dumping e prejuízo à produção brasileira. A prática ocorre quando uma empresa exporta um produto por valor artificialmente baixo, prejudicando os concorrentes no mercado comprador.

Em junho, o Comitê-Executivo de Gestão da Câmara de Comércio Exterior (Gecex/Camex) aprovou tarifas diferentes para cada exportador, com vigência prevista até 8 de junho de 2031. Dependendo da empresa, a cobrança poderia superar 100% do preço médio do leite em pó importado.

A própria resolução, porém, suspendeu imediatamente a aplicação das tarifas por razões de interesse público. Com isso, o dumping foi reconhecido, mas o leite argentino e uruguaio continua entrando no Brasil sem a medida de defesa comercial.

No fim de julho, o governo abriu uma avaliação para calcular os possíveis efeitos da cobrança sobre produção, distribuição, comércio e consumo. Não há prazo definido para que o Gecex tome uma decisão final.

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A suspensão provocou reação da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) e de entidades da cadeia leiteira. O setor argumenta que o produto importado reduz o preço pago ao pecuarista e atinge principalmente pequenas e médias propriedades, com menor capacidade para suportar períodos prolongados de baixa remuneração.

“Não adianta reconhecer que há mais de 60% de dumping nesse leite em pó que entra no Brasil e não aplicar as tarifas”, afirmou o presidente da FPA, Pedro Lupion. Segundo ele, a concorrência está retirando produtores da atividade e afetando a economia de pequenos municípios.

A pressão das importações aumentou neste ano. Dados apresentados pela Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) mostram que o País importou o equivalente a 1,02 bilhão de litros de leite em produtos lácteos entre janeiro e maio, recorde para o período e crescimento de 10,5% em relação a 2025.

O leite em pó respondeu pelo equivalente a 754 milhões de litros. Argentina e Uruguai forneceram 653 milhões, ou 86% desse volume. Como o produto é reidratado e utilizado por indústrias de alimentos, sua entrada influencia a demanda pelo leite cru produzido no Brasil.

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A CNA sustenta que a tarifa não provocaria aumento relevante no custo da alimentação porque atingiria apenas o leite em pó não fracionado, vendido em embalagens superiores a 800 gramas e utilizado principalmente como insumo industrial. Leite em pó embalado para o consumidor, leite longa vida e queijos não estão incluídos na medida.

O processo foi aberto em dezembro de 2024, após pedido da CNA. A investigação concluiu que houve dumping, dano à cadeia produtiva brasileira e relação entre as importações e o prejuízo interno.

Agora, a disputa está concentrada na aplicação das tarifas. Para o produtor, o reconhecimento da prática tem pouco efeito enquanto a cobrança permanecer suspensa. A proteção somente chegará ao mercado se o Gecex concluir que o benefício para a pecuária leiteira supera eventuais impactos sobre a indústria e os preços ao consumidor.

Fonte: Pensar Agro

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