AGRONEGÓCIO

Prefeitura retoma Show das Águas após mais de 3 anos em comemoração aos 307 anos de Cuiabá

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Após três anos sem funcionamento para manutenção e revitalização, o tradicional Show das Águas voltou a encantar o público no Parque das Águas, reunindo mais de 60 mil pessoas. O espetáculo marcou o primeiro dia das festividades em comemoração aos 307 anos de Cuiabá, celebrados neste dia 8 de abril.

A retomada do show integra a programação especial preparada pela Prefeitura e foi recebida com entusiasmo pela população, que voltou a prestigiar a tradicional “dança das águas”, com jatos iluminados e sincronizados ao som de músicas.

O prefeito Abilio Brunini destacou a importância da reativação do espaço para a população. “Depois de mais de três anos parado, é uma alegria devolver esse espetáculo para o cuiabano. O Show das Águas é um patrimônio da nossa cidade, algo que pertence à população, e hoje ele volta com mais qualidade, segurança e estrutura para receber as famílias”, afirmou.

Responsável pela manutenção dos parques da capital, a Empresa Cuiabana de Zeladoria e Serviços Urbanos (Limpurb) coordenou toda a revitalização do complexo. O diretor-geral da autarquia, Felipe Wellaton, ressaltou o trabalho técnico realizado. “Foi uma força-tarefa completa, com revisão de toda a parte hidráulica, elétrica e estrutural. Conseguimos entregar um equipamento moderno e preparado para funcionar de forma contínua, garantindo um espetáculo seguro e de qualidade”, pontuou.

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Os testes operacionais do Show das Águas continuam nos próximos dias, como parte do processo de ajuste fino do sistema. Mesmo em fase de ajustes, a estrutura já opera próxima de sua capacidade máxima, com pleno funcionamento dos sistemas hidráulico, elétrico e de sincronização.

O investimento aproximado foi de R$ 3,6 milhões, viabilizado por meio de parceria público-privada, e envolveu cerca de 25 profissionais. A estrutura conta com plataforma de aproximadamente 70 metros de extensão, com chafarizes que podem alcançar até 30 metros de altura, além de iluminação cênica e sincronização musical.

As celebrações do aniversário da capital vão além da retomada do espetáculo. O local onde ocorre o Show das Águas, o Parque das Águas, é o principal polo das festividades e recebe, entre os dias 7 e 10 de abril, uma programação cultural diversificada, com mais de 50 artistas locais e shows nacionais, incluindo Dilcinho e a dupla César Menotti & Fabiano.

A agenda foi construída com base nas preferências da população, reunindo estilos como sertanejo e pagode, além de ritmos regionais como rasqueado, cururu, siriri e lambadão. O evento também conta com atrações gastronômicas, como o Festival da Baguncinha, valorizando a culinária típica cuiabana.

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Com uma programação cultural ampla e ações integradas em diversas áreas, Cuiabá celebra mais um aniversário reforçando o cuidado com a população e a valorização de sua identidade cultural.

Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT

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AGRONEGÓCIO

Laranja de São Paulo lidera produção mundial, impulsiona exportações e conecta o Brasil a mercados de todos os continentes

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A laranja produzida em São Paulo consolidou-se como um dos principais ativos do agronegócio brasileiro, combinando produtividade, tecnologia, sustentabilidade e forte presença no comércio internacional. Líder absoluta da citricultura nacional, a produção paulista abastece o mercado interno e coloca o Brasil na posição de maior exportador mundial de suco de laranja, fortalecendo a balança comercial e levando um dos alimentos mais consumidos do planeta para consumidores de diferentes culturas.

Muito além da relevância econômica, a fruta representa um elo entre continentes, conectando tradição agrícola, inovação tecnológica e intercâmbio cultural por meio da alimentação.

São Paulo concentra a maior produção de laranja do Brasil

O cinturão citrícola formado por São Paulo e pelo Triângulo/Sudoeste Mineiro é reconhecido como a maior região produtora de laranja do mundo.

Na safra 2025/26, a produção foi estimada em cerca de 314 milhões de caixas de 40,8 quilos, mantendo a região como referência global na oferta de frutas para consumo in natura e para a indústria de suco.

São Paulo responde por aproximadamente 80% da produção brasileira de laranja e por cerca de 90% do suco exportado pelo país, desempenho sustentado por décadas de investimentos em pesquisa, inovação, mecanização, manejo fitossanitário e melhoramento genético.

Entre os principais polos produtores destacam-se municípios como Bebedouro, Araraquara, Limeira, Matão, Itápolis, Catanduva, Barretos, São José do Rio Preto, Botucatu, Avaré e Casa Branca, onde a citricultura movimenta a economia local e gera milhares de empregos diretos e indiretos.

Cadeia da laranja movimenta mais de R$ 20 bilhões

A importância econômica da citricultura vai muito além da produção nos pomares.

Em 2025, a cadeia produtiva da laranja movimentou mais de R$ 20 bilhões, considerando atividades como cultivo, processamento industrial, transporte, logística e exportações.

O Brasil também mantém posição de liderança no comércio internacional, respondendo por aproximadamente 70% das exportações mundiais de suco de laranja.

Os principais mercados compradores incluem:

  • Estados Unidos;
  • União Europeia;
  • Japão;
  • China;
  • Coreia do Sul;
  • Canadá;
  • Reino Unido;
  • países do Oriente Médio.
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Essa presença internacional consolida a fruta paulista como uma das principais embaixadoras do agronegócio brasileiro no exterior.

Novos mercados são estratégicos para fortalecer o setor

Apesar da liderança global, especialistas avaliam que a diversificação dos destinos das exportações será fundamental para ampliar a competitividade da cadeia citrícola.

Segundo Cássio Leme, presidente do Sindicato Rural de Paranapanema, os Estados Unidos continuam sendo o principal destino do suco brasileiro, mas a abertura de novos mercados pode reduzir riscos comerciais e ampliar a rentabilidade dos produtores.

Além do cenário internacional, o setor enfrenta desafios relacionados às oscilações climáticas, à disponibilidade de mão de obra especializada e à variação cambial, fatores que influenciam diretamente os custos de produção e a competitividade da atividade.

Em diversas regiões paulistas, áreas não irrigáveis vêm sendo aproveitadas para o cultivo de laranja destinada ao processamento industrial, ampliando a utilização eficiente das propriedades rurais.

Tecnologia fortalece a competitividade da citricultura

A liderança da citricultura paulista também é resultado de uma cadeia altamente estruturada.

O setor reúne produtores, viveiristas, cooperativas, pesquisadores, transportadores, indústrias e centros de tecnologia que trabalham de forma integrada para elevar produtividade, qualidade e sustentabilidade.

Os investimentos em inovação incluem:

  • melhoramento genético de variedades;
  • monitoramento fitossanitário;
  • controle biológico de pragas;
  • mecanização das operações;
  • agricultura de precisão;
  • desenvolvimento de novas tecnologias de manejo.

Esses avanços permitem manter elevados padrões de qualidade exigidos pelos mercados consumidores e fortalecem a competitividade da produção brasileira.

Greening continua sendo o maior desafio da citricultura

Entre os principais desafios do setor está o avanço do greening (HLB), considerada a doença mais severa da citricultura mundial.

Transmitida pelo psilídeo (Diaphorina citri), a enfermidade compromete o desenvolvimento das plantas, reduz significativamente a produtividade e exige monitoramento permanente dos pomares.

O controle integrado da doença, aliado ao uso de mudas certificadas, manejo adequado e investimentos contínuos em pesquisa, permanece como uma das principais prioridades da cadeia produtiva.

Da Ásia ao Brasil: uma fruta que une culturas

Originária do sudeste da Ásia, a laranja percorreu antigos caminhos comerciais, como a Rota da Seda, antes de chegar ao Oriente Médio, à Europa e, posteriormente, ao continente americano.

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Ao longo dos séculos, tornou-se parte da cultura alimentar de diferentes povos e passou a simbolizar prosperidade, fartura, saúde e hospitalidade em diversas tradições.

Hoje, além de seu peso econômico, a fruta está presente em receitas típicas, sobremesas, bebidas e celebrações em diferentes regiões do mundo.

Na China, por exemplo, a laranja é tradicionalmente associada ao Ano-Novo Lunar como símbolo de prosperidade. Em países do Mediterrâneo, integra festivais ligados à colheita, enquanto no Oriente Médio é amplamente utilizada em preparações culinárias e doces tradicionais.

Gastronomia reforça a conexão entre Brasil e Oriente Médio

A influência da laranja também está presente na culinária árabe.

Uma das sobremesas mais tradicionais da região é o malabie (também conhecido como mhalabieh ou muhallebi), preparado à base de leite e tradicionalmente aromatizado com água de flor de laranjeira, ingrediente que confere identidade ao doce há mais de mil anos.

Com a imigração árabe para o Brasil, receitas como essa passaram a fazer parte da gastronomia nacional e ganharam novas interpretações, incluindo versões com caldas de laranja produzida nos pomares brasileiros.

Essa integração entre agricultura, gastronomia e comércio internacional reforça o papel da laranja como um alimento que ultrapassa fronteiras, aproxima culturas e consolida o protagonismo do agronegócio brasileiro no cenário mundial.

Perspectivas para a cadeia citrícola

Mesmo diante dos desafios fitossanitários e climáticos, a citricultura paulista mantém perspectivas positivas sustentadas pela inovação tecnológica, expansão dos mercados consumidores e elevada demanda internacional por frutas e derivados.

Com liderança global na produção e exportação de suco de laranja, São Paulo segue como referência para o setor, fortalecendo a geração de emprego, renda, divisas e desenvolvimento regional, além de consolidar a laranja como um dos produtos mais emblemáticos e estratégicos do agronegócio brasileiro.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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