AGRONEGÓCIO

Prefeitura percorre 15 bairros com operação Cata-treco esta semana

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A Prefeitura de Cuiabá, por meio da Empresa Cuiabana de Zeladoria e Serviços Urbanos (Limpurb), está executando, entre os dias 23 e 28 de junho, uma força-tarefa da operação Cata-treco. A ação de limpeza urbana vai beneficiar 15 comunidades da capital com a coleta gratuita de objetos inservíveis, promovendo o descarte correto e contribuindo para a eliminação de focos de sujeira e proliferação de vetores.

O cronograma semanal da iniciativa prevê a passagem das equipes por diferentes regiões todos os dias. Nesta segunda-feira (23), os trabalhos tiveram início pelos bairros Jardim dos Ipês, Jardim Califórnia e Condomínio Coxipónes. Ao longo da semana, os serviços chegarão ainda aos bairros Itapajé, Pedra 90, Jardim Cuiabá, Santa Amália, Alvorada, Novo Colorado, entre outros.

A coleta é realizada por uma equipe de aproximadamente 20 profissionais da Limpurb, sempre a partir das 7h da manhã. Os moradores devem deixar os itens a serem recolhidos em frente às residências, de forma organizada e com fácil identificação. São aceitos móveis como sofás, camas, armários, colchões, mesas, cadeiras e eletrodomésticos fora de uso, como geladeiras e fogões.

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Itens como restos de poda, vidros, pilhas, baterias, pneus, entulhos e latas de tinta não são recolhidos pela operação e devem ser encaminhados aos ecopontos da cidade.

Além do mutirão semanal, a população também pode solicitar o serviço em datas específicas, por agendamento. Os pedidos podem ser feitos pelos números (65) 3645-5518 ou WhatsApp (65) 99243-6502.

Confira o roteiro completo de atendimento da semana:

– Segunda-feira (23): Jardim dos Ipês, Jardim Califórnia, Condomínio Coxipónes

– Terça-feira (24): Itapajé, Jardim dos Pinheiros, Jardim Cuiabá

– Quarta-feira (25): Santa Amália, Pedra 90, Sonho Meu

– Quinta-feira (26): Alvorada, Novo Colorado

– Sexta-feira (27): Distrito do Coxipó do Ouro, Distrito de Piquizeiro

– Sábado (28): Jardim Aquarius, Dr. Fábio I e II

A operação Cata-treco é parte das ações contínuas da Prefeitura para manter a cidade limpa, promover saúde pública e oferecer melhores condições de bem-estar à população cuiabana.

#PraCegoVer

A imagem mostra os colaboradores da Limpurb realizando a retirada de móveis inservíveis através do programa cata-treco no bairro São João Del Rey. Os trabalhadores usam uniformes e EPIs.

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Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT

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AGRONEGÓCIO

A revolução do etanol de milho: o novo mapa do agronegócio brasileiro

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Mato Grosso, hoje o maior produtor de milho do país, deixou de ser apenas um exportador de grãos brutos para se tornar um polo industrial de bioenergia. Esse movimento não afeta apenas a economia estadual, mas altera a logística e a formação de preços do milho em todo o Brasil. Com uma produção que gira em torno de 50 milhões de toneladas por safra, o estado agora destina cerca de 13,5 milhões de toneladas — ou seja, mais de 25% de tudo o que é colhido — para a transformação em etanol e ração animal (DDG) dentro das próprias divisas.

Para o leitor de qualquer região do país, o dado é revelador: um quarto de toda a safra mato-grossense não precisa mais percorrer milhares de quilômetros até os portos ou estados consumidores na forma de grão. Ele é processado ali mesmo. Mato Grosso lidera hoje, com larga vantagem, o ranking nacional de produção de milho e ocupa o topo da lista na fabricação de etanol a partir do cereal. Esse cenário transforma o estado no laboratório de um modelo que o Brasil começa a exportar para outras regiões produtivas: a verticalização do campo.

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O impacto dessa estratégia é direto para o bolso do produtor. Ao criar uma demanda interna gigantesca por milho, as usinas de etanol ajudam a enxugar a oferta no mercado de exportação, o que dá suporte aos preços e reduz a dependência exclusiva da logística de fretes para o mercado externo. Além disso, o DDG (grão seco de destilaria) virou um aliado estratégico da pecuária nacional. Com o estado produzindo 3 milhões de toneladas anuais desse coproduto, o Brasil ganha uma nova fonte de proteína para ração de aves, suínos e gado, que compete em qualidade e preço com o farelo de soja.

Essa mudança de patamar do agronegócio mato-grossense é um alerta para o mercado nacional. O modelo de “milho valorizado na origem” inverte a lógica tradicional: em vez de pagar frete para exportar matéria-prima barata, o setor agora agrega valor industrial antes de despachar o produto final. Para o Brasil, o Mato Grosso prova que o caminho para o próximo ciclo de crescimento do agronegócio não está apenas no aumento da área plantada, mas na capacidade de processar o grão dentro da porteira ou em seu entorno, fortalecendo a segurança alimentar e a balança comercial do país.

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Fonte: Pensar Agro

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