AGRONEGÓCIO

Prefeitura intensifica ações no acolhimento aos indígenas Warao

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A Prefeitura de Cuiabá intensificou as ações de atendimento aos indígenas da etnia Warao, migrantes venezuelanos em situação de vulnerabilidade. Acompanhados por uma comitiva técnica, liderada pelo secretário interino de Assistência Social, Direitos Humanos e Inclusão, Willian Leite de Campos, representantes de diversas pastas municipais visitaram o albergue no início do mês para avaliar in loco as necessidades do espaço da Unidade de Acolhimento Municipal para Adultos “Manuel Miraglia”.

Estiveram presentes a secretária de Regularização Fundiária, Michelle Almeida Dreher Alves; a secretária de Saúde, Lucia Helena Barboza Sampaio; e o coronel Alessandro Borges, da Defesa Civil de Cuiabá. Durante a visita, o secretário Willian Leite conversou diretamente com lideranças indígenas e determinou readequações imediatas no local, com foco em limpeza, organização, alimentação e atenção especial às crianças.

Entre as medidas anunciadas, está a criação de atividades em contraturno escolar para crianças já matriculadas na rede municipal, como forma de protegê-las da exposição nas ruas. A gestão também busca parcerias com o setor privado e entidades sociais para oferecer oportunidades de emprego aos adultos, com o objetivo de garantir que a permanência no abrigo seja provisória e destinada apenas a casos extremos.

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“O município de Cuiabá não vai aceitar que crianças sejam expostas à mendicância nas ruas, como infelizmente temos visto, especialmente entre famílias venezuelanas indígenas”, afirmou o interino de Assistência Social. “Vamos intensificar a fiscalização e pedimos o apoio dessas comunidades para que não utilizem crianças como forma de apelo por esmola”, concluiu.

Atualmente, o município acompanha 69 famílias Warao, totalizando 275 pessoas, das quais 68 estão incluídas no Cadastro Único e recebem benefícios sociais como o Bolsa Família e o BPC. Segundo resposta da Secretaria Municipal de Assistência Social à imprensa, os Warao têm acesso a programas como o Criança Feliz, PAIF e acolhimento institucional, além de ações para emissão de documentos, atualização cadastral e encaminhamentos para redes de apoio.

A Prefeitura reforça que, apesar dos desafios enfrentados, a gestão está empenhada em buscar soluções concretas para garantir dignidade e integração das famílias indígenas à sociedade cuiabana.

#PraCegoVer

Na imagem principal o secretario Willian aperta a mão de um dos venezuelanos representantes da etinia Warao, que estão abrigados no albergue municipal. Ao seu lado está a secretaria de Saúde, Lúcia Helena e outros membros da equipe municipal.

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Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT

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AGRONEGÓCIO

Abelhas elevam produtividade da soja em até 18%

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A presença de abelhas nas proximidades das lavouras pode aumentar, em média, 13% a produtividade da soja, segundo estudos da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa). Em alguns experimentos, o ganho chegou a 18%, resultado obtido sem ampliação da área plantada.

Embora a soja seja considerada uma planta capaz de se autopolinizar, as visitas das abelhas às flores melhoram o processo de fecundação. Os efeitos podem aparecer no aumento do número de grãos por vagem, na redução de vagens vazias e, ao final do ciclo, na quantidade colhida por hectare.

Os percentuais não representam uma garantia automática para todas as propriedades. O resultado depende da cultivar, das condições climáticas, da população de polinizadores, da paisagem ao redor da lavoura e das práticas adotadas durante o florescimento. Ainda assim, as pesquisas mostram que a polinização deve ser considerada parte do sistema produtivo, e não apenas um benefício ambiental.

A contribuição econômica das abelhas vai muito além da produção de mel. Um estudo citado pela Embrapa estimou em aproximadamente R$ 43 bilhões o valor anual do serviço de polinização para a produção brasileira de alimentos, com base nos dados agrícolas de 2018.

Entre 141 espécies cultivadas no Brasil para alimentação humana, produção animal, fibras e biocombustíveis, cerca de 85 dependem, em algum grau, da polinização realizada por animais. As abelhas são os principais agentes desse processo. Café, laranja, maçã, melão, maracujá, castanha-do-brasil, canola e algodão estão entre as culturas beneficiadas.

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A dimensão desse serviço também começou a ser mais bem compreendida nas áreas de soja. Pesquisa divulgada pela Embrapa em 2026 identificou 53 espécies de abelhas em lavouras e fragmentos de vegetação nativa no sudoeste de Goiás. Desse total, 27 eram novos registros de espécies associadas à cultura na região.

O levantamento mostra que a soja não recebe apenas a visita da abelha-africanizada, normalmente utilizada na produção comercial de mel. Diferentes espécies nativas também percorrem as flores e participam da polinização. Essa diversidade reduz a dependência de um único polinizador e aumenta a capacidade de o ambiente responder a mudanças de temperatura, umidade e disponibilidade de alimento.

A manutenção de vegetação nativa próxima às áreas produtivas tem papel importante nesse processo. Matas, reservas legais, áreas de preservação permanente, corredores de vegetação e faixas com plantas floridas oferecem abrigo e alimento às abelhas antes e depois da florada da cultura comercial.

Para o produtor, essas áreas podem funcionar como infraestrutura biológica da propriedade. A contribuição será maior quando houver conexão entre os ambientes naturais e a lavoura, permitindo que os insetos encontrem locais para nidificação, água e fontes de néctar e pólen durante diferentes períodos do ano.

A integração também pode abrir uma fonte complementar de renda. Dados da Embrapa indicam que apicultores com bom manejo e colmeias instaladas próximas às lavouras podem obter até 50 quilos de mel por colmeia durante a florada da soja. Ao mesmo tempo que as abelhas encontram alimento, o produtor de grãos recebe o serviço de polinização.

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A convivência, entretanto, exige planejamento. A localização dos apiários precisa ser conhecida, e agricultores, responsáveis técnicos e apicultores devem manter comunicação sobre o calendário da lavoura e as aplicações de defensivos.

O manejo integrado de pragas ajuda a evitar pulverizações desnecessárias. Quando o controle químico for indispensável, devem ser respeitados o registro do produto, as orientações da bula, as condições meteorológicas e as técnicas destinadas a reduzir deriva. Sempre que tecnicamente possível, a aplicação deve considerar os horários de menor atividade das abelhas.

O vento, a temperatura e a umidade interferem diretamente na dispersão da calda. Uma pulverização feita em condições inadequadas pode atingir flores, vegetação próxima e fontes de água frequentadas pelos insetos, mesmo quando as colmeias estão fora da área cultivada. Por isso, regulagem do equipamento, escolha correta das pontas e acompanhamento das condições ambientais são medidas decisivas.

Também cabe ao apicultor manter as colmeias identificadas, bem manejadas e instaladas em locais adequados. A comunicação antecipada permite avaliar medidas de proteção sem comprometer as necessidades fitossanitárias da lavoura.

A preservação das abelhas não deve ser tratada como uma obrigação separada da produção. Os estudos mostram que esses insetos participam da formação da safra e podem melhorar o aproveitamento da área já cultivada. Para o produtor, proteger os polinizadores significa conservar um serviço natural capaz de elevar a produtividade, diversificar a renda e fortalecer a estabilidade do sistema agrícola.

Fonte: Pensar Agro

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