AGRONEGÓCIO

Prefeitura inicia operação para acolher pessoas em situação de rua no frio

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A Prefeitura de Cuiabá inicia, a partir desta quarta-feira (28), às 17h, uma operação conjunta para a entrega de cobertores, colchões, travesseiros, alimentos e oferta de abrigos temporários, com o objetivo de garantir acolhimento, segurança e proteção à população em situação de rua durante o período de baixas temperaturas na capital.

A ação integrada é realizada pela Defesa Civil de Cuiabá e estadual, Secretaria de Estado de Assistência Social e Cidadania (SETASC) e pela Secretaria Municipal de Assistência Social, Direitos Humanos e da Pessoa com Deficiência (SMSocial), com apoio de outras instituições governamentais.

A secretária de Assistência Social, Direitos Humanos e Inclusão, Hélida Vilela, destacou que o plano de ação emergencial foi uma determinação do prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini. Segundo ela, a operação seguirá até sexta-feira (30).

“Faremos a distribuição de colchões, cobertores e marmitas para a população em situação de rua, nos locais onde essas pessoas já costumam ser atendidas, como na região central, próximo ao Morro da Luz, no Beco do Candeeiro, na região do Porto e nas proximidades da rodoviária. Estamos abertos a sugestões da população. O contato (65) 99238-7552, do Centro Pop, estará disponível para acionar a Assistência Social sempre que necessário”, informou a secretária.

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De acordo com o secretário adjunto especial de Defesa Civil, coronel Alessandro Borges Ferreira, a operação será realizada nas noites de quarta, quinta e sexta-feira, com distribuição de cobertores, alimentos quentes e, quando necessário, colchões.

“O plano de ação foi criado de forma emergencial para acolher essa população. As pessoas em situação de rua estão mais vulneráveis nesses dias de chuva e frio. É uma operação voltada às comunidades mais fragilizadas. Caso haja necessidade, a Prefeitura, por meio da Secretaria de Esportes, disponibilizou o ginásio como abrigo”, afirmou.

O Ginásio Verdinho, localizado no bairro CPA I, estará disponível para abrigar temporariamente pessoas em situação de rua. Equipes de plantão da SMSocial irão fornecer cobertores, colchões, travesseiros e marmitas com alimentação.

#PraCegoVer

A imagem mostra a cidade de Cuiabá em um dia nublado, com o céu coberto por nuvens de chuva.

Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT

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AGRONEGÓCIO

Milho hoje: mercado brasileiro opera com cautela, clima pressiona safrinha e preços oscilam

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O mercado brasileiro de milho mantém um ambiente de cautela nesta terça-feira, refletindo a combinação de incertezas climáticas, oscilações no cenário internacional e dúvidas sobre o tamanho da oferta interna. As atenções seguem voltadas ao desenvolvimento da safrinha, especialmente diante da irregularidade das chuvas em importantes regiões produtoras.

A possibilidade de perdas na segunda safra, com destaque para o estado de Goiás, segue no radar dos agentes. A falta de precipitações pode comprometer o potencial produtivo, sustentando a apreensão entre produtores. Ainda assim, parte do mercado avalia que os preços têm sido mais influenciados pelo ritmo das exportações do que propriamente pelas perdas no campo.

Clima e safrinha limitam negócios no mercado físico

O mercado iniciou a semana dividido entre o avanço da colheita da primeira safra e o risco climático sobre a segunda safra. Esse cenário tem reduzido a liquidez, com compradores adotando postura cautelosa.

Estimativas privadas apontam cenários distintos. Algumas consultorias elevaram a produção da safra de verão em cerca de 4%, projetando 28,6 milhões de toneladas. Por outro lado, há projeções de perdas na safrinha entre 10% e 15% em estados como Goiás, caso o regime de chuvas não se normalize nos próximos dias.

Preços do milho no Brasil seguem regionalizados

As cotações continuam variando conforme a região, refletindo oferta, demanda e logística:

  • Porto de Santos (SP): R$ 66,50 a R$ 69,00 por saca (CIF)
  • Porto de Paranaguá (PR): R$ 65,50 a R$ 69,00 por saca
  • Cascavel (PR): R$ 61,00 a R$ 62,50
  • Mogiana (SP): R$ 63,00 a R$ 65,00
  • Campinas (SP, CIF): R$ 68,00 a R$ 70,00
  • Erechim (RS): R$ 66,50 a R$ 68,00
  • Uberlândia (MG): R$ 55,00 a R$ 58,00
  • Rio Verde (GO, CIF): R$ 56,00 a R$ 58,00
  • Rondonópolis (MT): R$ 48,00 a R$ 52,00
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No Sul do país, o mercado segue com baixa liquidez. No Rio Grande do Sul, a colheita já alcança cerca de 94% da área, enquanto em Santa Catarina está praticamente concluída, com 99%. Ainda assim, o descompasso entre pedidas e ofertas limita o fechamento de novos negócios.

B3 reflete incertezas sobre oferta e demanda

Na B3, os contratos futuros de milho registraram variações mistas, refletindo a divisão do mercado quanto às perspectivas de oferta:

  • Maio/2026: R$ 67,53 (queda de R$ 0,42 no dia e de R$ 1,39 na semana)
  • Julho/2026: R$ 69,79 (alta de R$ 0,13 no dia e de R$ 0,12 na semana)
  • Setembro/2026: R$ 71,23 (recuo de R$ 0,39 no dia e de R$ 0,79 na semana)

Os agentes acompanham tanto o impacto da seca na safrinha quanto o aumento da oferta da primeira safra, o que mantém o mercado técnico e volátil.

Chicago recua após atingir máxima anual

No cenário internacional, os contratos futuros de milho na Bolsa de Chicago operam em queda após atingirem máximas de um ano no início da sessão.

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O contrato com entrega em julho é cotado a US$ 4,83 1/4 por bushel, com recuo de 0,51%. O movimento é atribuído à realização de lucros, além da pressão exercida pela queda do petróleo em Nova York e pela valorização do dólar frente a outras moedas, fatores que reduzem a competitividade do milho norte-americano.

Câmbio e cenário externo no radar

O dólar comercial apresenta leve queda frente ao real, cotado a R$ 4,9477, com desvalorização de 0,38%. Já o Dollar Index avança para 98,52 pontos.

Nos mercados globais, as bolsas europeias operam de forma mista, enquanto as principais praças asiáticas não tiveram negociações devido a feriados. O petróleo WTI, por sua vez, recua para US$ 103,13 por barril.

Perspectivas para o mercado do milho

No curto prazo, o mercado deve seguir sensível a três fatores principais: as condições climáticas no Centro-Oeste, determinantes para a safrinha; o ritmo das exportações, que pode sustentar os preços; e o comportamento do câmbio e das cotações em Chicago.

Diante das incertezas, a tendência é de continuidade no ritmo lento de negociações, com movimentos pontuais e forte dependência de novas informações sobre produtividade e oferta.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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